Desafio do Comentário – Quando acordo do sonho!

Desafio do Comentário – Quando acordo do sonho!

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Como se sabe onde e quando terminou o que julgávamos ser real?

Adormecer ao teu lado e acordar sentindo o teu respirar, o teu abraço que me envolve e no qual me aninho para me saber protegida, ter os teus beijos que nunca se cansam da minha boca que também se mantém ansiosa da tua, olhar-te até que os meus olhos se embaciem e procure ver-te tão dentro que te consiga reconhecer para além deste tempo, lugar e mundo.

Sei como te moves, a covinha que se forma quando sorris, que tom adquire a tua voz quando te enlouqueço, por me quereres proteger. Sei o quanto esperaste por mim e o que estavas disposto a fazer para me manteres por perto.

Se me amas? Não duvido e nunca foi preciso que o dissesses para que tivesse a certeza, mas hoje, sempre que acordo dos sonhos onde permaneces e dos quais já não podes sair mais, acabo vazia, relutante, a odiar-me por não conseguir dormir sempre, para sempre, porque agora só te consigo ter assim.
Quando acordo do sonho que retomo noite após noite para te voltar a sentir, espero desesperada pelas horas que se recusam a passar à velocidade que necessito para estar de novo no único lugar onde sou eu!

COMENTÁRIO:
Quem teve a oportunidade de ler um texto da Lourdes Mengo, deu de cara com um sentimentalismo profundo e um romantismo forte e sincero. Em “Quando acordo do sonho…”certos aspectos de sua obra ganham destaque; a dúvida constante, o abstracto e, o que é mais marcante, o amor. A escrita poética ganhando tons de prosa é transcendental, o formato curto – quase que único – deixa uma leitura rápida, mas reflexiva.
Texto: “Quando acordo do sonho” – Lourdes Mengo Sue
Comentário: Dan Oliveira
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Como se olha? Como se vê?

Como se olha? Como se vê?

Como se olha? Como se vê?


Feelme/Como se olha? Como se vê?Tema: Sentimentos!
Imagem retirada da internet

De que forma aceitamos quem nos vem arrebatar o coração? Como se olha e como se vê? Como é que acontece? Teremos como escolher, ou não de todo? Qual é a nossa participação no processo?

Eu sou das que primeiro olha para dentro, definindo sempre as pessoas pelas palavras, pelos sonhos que carregam e se recusam a largar. Não consigo deixar de me sentir atraída pela capacidade de me mudarem as rotinas, de estarem do meu lado e de me oferecerem o que têm. e que passa apenas pelo que não se compra, não se paga, nem se pede.

Como é que olho quem tem chegado até mim das mais variadas formas? Tenho padrões, mas não visuais, para mim conta sempre mais o conteúdo e as ferramentas de que se vão munindo para me estimularem o intelecto. Sou muito cerebral, mas também sei querer, amar, desejar e sentir, tanto, que por vezes pareço rebentar com as incapacidades alheias.

Continuo sem saber como se olha. Continuo sem entender como se vê quem nos vê. Continuo a achar que não tenho qualquer poder, mesmo que o exerça o que me cabe. Mas conquistem-me e ter-me-ão, sem condições e para sempre.

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At work!

At work!



Sinto que sou uma outra mulher, a minha personalidade é mais vincada, reinvindico comportamentos e atitudes de quem comigo lida, muito mais profissionais, forçando-os a que não me vejam como mulher.

Se o consigo?

 Dizem-me que sou louca se o acredito, afirmam que não será jamais possível nem sequer passível de se imaginar!

Profissionalmente tenho uma postura de exigência bem maior, quero perfeição e busco os melhores planos, as doses mais generosas de sucesso e visto as calças, querendo estar num mundo que me valoriza tanto quanto me sobrecarrega.

No trabalho as horas avolumam-se, a intensidade e a adrenalina atingem valores irracionais, emocionalmente penosos por vezes. A minha margem de erro é assustadoramente pequena, mesmo que já me movimente mais segura, ainda temo pela emoção que quebro para que jamais se sobreponha à razão.

Sabe-me bem sentir o respeito de muitos, mas ainda me enrolo sobre mim mesma sempre que falho em todos os outros. Mundo masculino, actividade "pesada", mas talvez por isso ainda aqui ande, teimosa, de me provar, sobretudo a mim, que o meu lugar é onde eu quiser, porque quando, em dias como o de hoje, sinto que respirei melhor, fui melhor, até de vestido, fico mais tranquila, aceito-me como sou e como me acabam a ver!
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Se for sempre assim...

Se for sempre assim...

Se for sempre assim...





Se for sempre assim, então quero! Acorda-me com jeitinho, a chamares-me de pequenina, a soprares o meu nome arrepiando-me a pele e forçando-me a imaginar-te do meu lado.

Quero que adormeças comigo no pensamento e que as conversas do dia anterior te motivem para todos os amanhã que se seguirão.

Adorei o teu cuidado, soube-me bem incluir-te no dia que está determinado em me enlouquecer de antecipação, não parece mover-se à velocidade que preciso para te poder ter de volta.

Daqui a nada e amanhã à mesma hora, espero-te como sempre fiz!

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Respira!

Respira!


Feelme/Respira! Etiquetas: Relações!
Imagem retirada da internet

Respira! Aproveita agora, porque quando eu te invadir a boca, não vais ter como. Vou-me colar à tua, a ti, contigo, sentindo como és mesmo, o que tens que me enlouquece, porque vieste, porque te foste antes e porque já sabes que jamais deverias ter ficado longe de mim.

Respira enquanto podes porque conto matar-te de amor. Tenciono ouvir-te implorar que pare, vou querer ver os teus olhos incrédulos do tanto que acumulei e quase senti rebentar. Vou-me rir por dentro com a tua incapacidade de me saciares.

Aproveita agora, vai, inspira forte para poderes respirar quando eu começar!
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Por ti só tu mesma!

Por ti só tu mesma!



Por ti só tu mesma, é o que me digo sempre. Teremos que ser nós a querer, a pedir, a mostrar de que forma nos poderão dar o que desejamos, porque assim nada do que façam ou deixem por fazer servirá de desculpa!

Saber o que se quer, quando se espera pelo retorno, onde estaremos quando acontecer, que ajustes passarão a estar na lista, AJUDA muito e permite mitigar vidas que sendo diferentes, com caminhos que nem sempre se cruzam, poderão ir dar ao mesmo lugar.

Incrível como tudo se torna extraordinariamente fácil quando percebemos, mas o que tornou o hoje diferente do ontem, onde estava, o que pensava de mim, porque me encolhia no medo se, e, estou aqui, de onde provavelmente nunca cheguei a sair?

Por mim comecei a fazer o que já deveria ter começado, "ages ago"!

O passado não volta, nada do que olhei para trás voltará jamais a ser olhado amanhã, mas não é isso que torna tudo tão maravilhoso?
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Vou pedir...

Vou pedir...

Vou pedir...



Fashion Model, Style inspiration, Fashion photography, Long hair

Só mais esta vez, depois tenho a certeza de que o meu olhar bastará, no entanto e como me conheço tão bem,sei que nunca me conseguirei calar, jamais poderei deixar de usar as palavras que me explicam melhor. A forma como as encaixo, a entoação que uso, os esgares que as acompanham, os movimentos que o meu corpo complementa, tudo, podes pedir tudo, eu dou, eu respondo, eu aceito. A chama acendeu-se, agora para a consumir só contigo dentro!
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O que se faz?

O que se faz?

O que se faz?

Como se faz?



O que se diz a quem nos quer, mas que não se encaixa no que desenhámos, com cuidado extremo, indo contra o que os alegamente entendidos, dizem não haver como? Eu acredito, até que me provem que estou errada, que se pode, deve e consegue planear quem fica, após ter entrado na nossa vida!

Ninguém merece viver no engano, esperar pelo que não vem, sonhar com o que é inatingível. Eu sei o que isso significa, sei o sabor de anos a querer testar, tentar, saborear, olhar e ver quem se recusou, me recusou.

Não sei outra forma, apenas a que entendo por correcta. Diz-se logo, sem rodeios, sem colorir o que se mantém negro. Abre-se o jogo, diz-se que não. Não, porque te respeito, não porque te quero saber a continuar e a encontrar. Sorry!


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O que seria se não soubesse sentir?

O que seria se não soubesse sentir?





O que seria se não soubesse sentir, se não tivesse como me saber por dentro, se não andasse sempre a mil? Não tenho sequer como avaliar que outra eu existiria para além desta que consigo entender e ler tão bem.

Sou de emoções demasiado à pele e esforço-me por não o mostrar, por não assustar quem não me mede a temperatura, quem não consegue descortinar o verdadeiro sentido das minhas palavras. Sei que muitos acabariam a ver com incredulidade até onde sou capaz de ir quando acredito, o que me proponho se entender que conseguirei chegar lá, que com mais ou menos voltas, até se tornará fácil e óbvio...

O que seria eu afinal se o caminho não tivesse sido o que foi, de que forma teria aprendido o quanto é importante amar como sei que consigo. Como poderia eu olhar, de forma tranquila, agitada, como medos ou com muita falta deles, se não fosse quem sou?

Não sei nem quero responder, eu existo em duas, sou eu e a outra, mas conheço-as a ambas, não preciso de nenhuma outra, bastam-me estas, para já!

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