E agora?

E agora?

E agora?


Feelme/E agora?Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

E agora? Como é que te vou reparar por dentro? De que forma reconstruo o que ajudei a quebrar?

Eu sei que não fomos o bastante, um para o outro, menos eu talvez. Nunca fosse minha intenção magoar-te, mas sei que te falei na tristeza que estava tão dentro de mim que não te permitia entrar. A verdade é que nunca tiveste forma de me sarar, de fazer brilhar o sol que preciso para que o meu mundo continue a girar para o lado certo.

No meio de nós estava um gigante. Um ser que valia bem mais do que eu mesma, alguém que tentei arrancar e por quem tantas vezes chorei até que mais nenhuma lágrima se conseguisse produzir. Mesmo de frente a mim, ofuscando-te, ficou quem ainda teima em me ensombrar e quem não me deixa amar quem me ama de volta.

Perdoa-me, a mim que sei tão bem o que significa ser magoado. Perdoa-me não conseguir deitar fora anos de silêncios, aqueles a que nunca me votaste, porque sempre me ofereceste palavras que eu ouvia, que até me mexiam por dentro, mas que não bastavam. Perdoa-me não saber como amar-te.

Não sei como te reparar, mas vou querer que te consigas limpar de mim para que não te magoe como me magoei eu. Arranca-me por favor, cospe cada palavra que ouviste, muda as músicas que dançámos juntos, permite-te a felicidade a que tens direito e que nem eu te devo roubar e perdoa-me por favor, por mim também!
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Venha lá o diabo...

Venha lá o diabo...

Venha lá o diabo...

Tentaram me matar na porta de um cabaré. Ando de noite, ando de dia, só não mata quem não quer.

Venha lá o diabo e segure-me a alma, porque por vezes acredito que para mim matar alguém, limpar o sarampo, aniquilar, reduzir a pó, e podia continuar e continuar, em dias como o de hoje fica tãoooo perto de acontecer que nem eu me reconheço!

Se há coisa que me tira do chão, do sério, da realidade, é saber que alguém tentou "mexer", só que seja com o dedo mindinho, num dos meus filhos. A minha função, enquanto mãe, é não apenas a de os amar, mas também de os proteger, de cuidar da sua sanidade mental e bem estar físico, todos os dias das suas vidas, enquanto eu tiver forças nos braços, nas pernas e o meu cérebro funcionar.

Não me testem por favor. Não queiram conhecer os meus limites, porque a acontecer, corre mal, ui, se corre. Transformo-me numa leoa, num bicho, num ser que nem sequer existe na terra, tal é o grau de mutação.

Assustei-vos? Pois, é suposto que aconteça assim, porque sou o resultado do amor que aprendi a dividir por 3. Sou uma pessoa melhor porque passei a ter a maior e a mais plena responsabilidade do mundo, a que me foi confiada quando consegui o milagre de gerar os seres mais importantes da minha vida. Todo o meu Universo se expandiu, se ampliou e me permitiu forças que nem sabia possuir. É por tudo isso que me imponho a mim mesma o levantar de espadas, o cerrar de punhos, o uso de toda e qualquer arma que os defenda...

Acho que vou agora respirar fundo e contar até mil, espero que resulte, para bem do mundo!
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Há quanto tempo?

Há quanto tempo?

Há quanto tempo?

Best friend photoshoot


Conheço-te vai para quase uma década e sempre te mantiveste assim, consistente, teimosa, com uma sabedoria e tranquilidade que chega a enervar!

Nunca fazes o que é suposto. Não segues tendências. Não admites imposições e não te vergas a convenções. Não és fácil e contigo só se pode amar ou odiar, mas eu tirei-te a fotografia logo no início. És doce, responsável, confiável, autónoma e incansável no que toca aos teus objectivos. Um carácter construído sob muito trabalho.

Sabes ouvir e fá-lo sempre que alguém próximo de ti necessita, eu mesma já te "usei" para tentar perceber se estou no caminho certo, se me mantenho na minha aparente consistência, sem desvios perigosos. Gosto do teu olhar de um azul céu, que se vai moldando ao tempo e às emoções e que me envolve, acentuando as palavras e os gestos.

Sinto que já te conheço há tempo suficiente para te aceitar como és e para te ver por dentro, porque mesmo sem comunicarmos com a frequência que desejaríamos ambas, estamos sempre lá, aqui, uma para a outra, obrigada!
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Porque escrevo afinal?

Porque escrevo afinal?

Porque escrevo afinal?

Para que se me encha a alma de cada vez que alguém se manifesta, se acha bem representado e se revê em cada sílaba!


As palavras têm poder, mudam tudo à sua volta e deixam, a quem as usa, mais inteiro, mais livre, mais vivo.

Esta aventura tem-me mostrado por dentro de uma forma tão real, que nem um psicólogo arranjaria talento, experiência ou sequer sabedoria para mo explicar. Os pedaços de mim saem, com vida própria, soprando o que alguém, algures, precisa de ler, de ouvir e de entender.

Quando me leio, quando passo os olhos em tudo o que já imprimi para a posteridade, que deixou de me pertencer, quase que duvido, mal me reconheço e acabo a perguntar quem é esta mulher e de onde saiu.

Escrever é inevitável, é a minha fonte de energia, o que me mantém em alta quando quase perco a fé no mundo. Faço-o porque quero muitos sorrisos, sentimentos, tremores na espinha, sonhos e desejos que podem ser concretizados. Se eu for sabendo, a cada passo, que consigo tudo isso, então sairei mais engrandecida, uma pessoa mais verdadeira, que será sempre para os outros o que forem capazes de me dar.

Esta fase de maturidade atinge quem consegue, nem sempre quem deseja, mas sei que fiz por isso, todos os dias, uns bem mais difíceis do que outros, mas sempre vencedora, porque o que eu tiver de melhor, bastará a quem me ler e estiver à minha volta.

Palavras com sol para todos vocês!
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Ora então!

Ora então!

Ora então!



Dizes que gostas de mim, que me adoras, que sentes a minha falta. Blá blá blá...

Desculpa o tom de quase desdém, mas a verdade é que não concebo que o amor venha assim, que se encurte ou se estreite para que possa servir a alguém, que a dada altura decidirá que afinal... bem, "afinal até quero, até preciso, até te vejo".

O amor não é isto. Quando despertamos alguém e a levamos a reparar em nós, precisamos de respeitar a sua individualidade, de a elevar e de a manter no alto de nós, cedendo-lhe o lugar que merece e que reconhecemos algures no nosso espaço e momento.

Fugir é sempre o mais fácil, tal como virar as costas e espreitar de esguelha. Devemos olhar de frente, oferecer as mãos, pedir ajuda e dar ajuda, falar ao coração, dividir as lágrimas e os risos, estar disponível, isso sim é querer alguém, já os silêncios...


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Lei de Murphy!

Lei de Murphy!

Lei de Murphy!






O que pode correr mal, vai certamente correr mal! Há dias assim, correcção, meses, parece que tudo acaba a ser uma sucessão de eventos negativos, umas coisas levam a outras e BANG, o pior acontece.

Não sei se a Lei de Murphy reflecte a energia negativa, ou seja, o que vai volta, mas a verdade é que na maioria das vezes e para grande parte das pessoas, quando algo faz realmente falta, nunca acontece. Estou um pouco assim, mas vou já já pedir perdão por tamanha veleidade, porque isto de nos queixarmos de barriga cheia...

Ok, eu sei que estou na fase do querer muito, MUITO mesmo e de não me querer contentar com menos, mas bolas, estão algumas coisas perras, IS IT ME?
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