O que fazes quando percebes?

O que fazes quando percebes?

O que fazes quando percebes?

painted with light:


. Quando percebes que tens mais do que devias, que não te sabes dosear porque que as doses que passas apenas servem para matar quem gostarias de manter vivo, não te enches de orgulho, ficas apenas a ver instalar-se a solidão que já te ameaçava antes.

. Quando percebes que não encontraste a fórmula certa e que assustas mais do que esperavas, só te resta desistir e aprender a viver com quem és, tu contigo, sem te apagares e sendo até luz em demasia e calor insuportável, mas tu, sem ninguém a reclamar.

.Quando percebes que falhaste e que não foste capaz de fazer o que para os outros parece ser tão fácil, viras as costas e segues na direcção oposta.

. Quando percebes que serás, sempre, 4 furos acima e impossível de encaixar no encaixe que esperavam de ti, regressas à concha e aceitas que a tua diferença apenas te deixa assim, diferente.

. Quando percebes que afinal sempre soubeste que seria assim, sem quem saiba estar do teu lado certo, resignas-te e continuas a estar, não importa o lugar nem a dimensão dos sonhos, mas tu sem medo do que representas.

Um dia percebes que afinal nunca estiveste acompanhada, apenas o desejaste muito!
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Eu não vou!

Eu não vou!

Eu não vou!

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Feelme/Eu não vou!Tema:Pensamentos!
Imagem retirada da internet


Não vou sem ti, não posso, nem quero estar onde não estiveres porque já és bem mais do que tinha e esperava. Não vou sem ti, até porque não teria onde ir nem com quem. Não vou sem ti, porque a vontade de fazer alguma coisa, passaria, rápidamente. Não vou sem ti, recuso-me a ser a única, a que fica sozinha numa solidão auto-infligida.

Eu não vou, não quero e não me imagino sequer a fazê-lo, porque ir seria desistir e eu sei que quando o fizer, metade de mim irá contigo.

Escolhas, decisões, lemas de vida e cedências, tudo é analisado e repensado quando já não somos apenas nós. Escolher quem manteremos connosco, decidindo sob qual a melhor forma. Mudar o nosso lema de vida, do "eu preciso" para o, "eu tenho" e pretendo mantê-lo. Ceder, uma e outra vez, até e sobretudo perante nós, porque cada dia será um novo dia, para analisar e reavaliar.

Eu não vou, já cheguei aqui e pretendo permanecer!


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O amor é assim...

O amor é assim...

O amor é assim...

we were looking down at the city lights, feeling lost and infinite:
Feelme/O amor é assim...Tema:Relações!
Imagem retirada da internet

O amor é assim, chega sem que se saiba porquê e vai, quando entende que ficar não adianta!

Quando o amor acaba, eu quero acreditar que pelo menos começou e esteve, da forma certa, enquanto ser certo se justificava. Quando o amor acaba, nada do que peças, desejes ou teimes em ver, poderá alguma vez voltar. Quando o amor acaba, certamente que se esgotaram as tentativas e as expectativas deixaram de existir e de fazer sentido. Quando o amor acaba, pouco haverá mais a dizer, e tudo o que sobrou, ficará para um outro.

O amor é assim, tem vida e vontade próprias e deseja muito para além do desejo como o conhecemos. Sabe-nos sempre ao melhor sabor do mundo e quando já não está, partimos com ele, para parte incerta, sem sabermos quando voltaremos e de que forma. O amor é assim, e tem tantas faces, olhares que apenas que se cruzam com os olhos certos e uma alma que, raramente, entendemos, até porque se mistura, de forma desenfreada, na nossa.

O amor é assim, e nem eu com todas as palavras que uso, alguma vez poderei dizer tudo sobre ele, e sobre o efeito que tem nos afortunados que escolhe!
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O preço de tudo!

O preço de tudo!

O preço de tudo!


E porque tudo tem um preço, sobretudo emocional, vamos ter que começar a perceber, de forma consciente, quanto pagamos para sermos nós, para estarmos no nosso lugar e para prosseguirmos na direcção a que nos propusemos!

Pagar para manter o que nos mantém, não nos defraudando, não mais do que conseguimos aguentar, certamente que será uma das soluções. A irreverência, a teimosia desmedida e a ideia de que podemos tudo, quando e de cada vez que quisermos, é apenas teórica, porque a vida prova-nos exactamente o contrário. Tudo vem com etiquetas, umas de valor inatingível e outras bem mais acessíveis e possíveis de pagar. Tudo o que conhecemos, aqui, neste lugar que é tão nosso quanto o queiramos pensar, deve ser pago, e por vezes com a própria vida, não numa morte física, mas numa bem mais dolorosa, aquela que nos esventra a alma e nos desgasta o espírito.

O preço de tudo o que nem precisamos de comprar, limita-nos os desejos, os sonhos, os sorrisos e a capacidade de acreditarmos que não ficaremos sozinhos, por isso pagamos e voltamos a pagar, com juros altos, aqueles que se embrulham na venda de nós mesmos. O preço de tudo, que alguns vão colocando, subindo a fasquia do viver, tão alta, que o mais fácil, na maioria das vezes, é mesmo pagar, sem olhar para trás e seguir como seguem todos.

Eu pago os meus, consciente de que estou errada, mas que no erro pouco mais poderei fazer, porque não me cabe a força do mundo e porque apenas eu não terei como o mudar. Sei o preço que pago por me atrever a ir sendo eu, da minha maneira, mas essas contas terei que prestar a mim mesma, mantendo a esperança de que o saldo vá sendo positivo e que pelo menos a alma permaneça, comigo e no meu corpo. Pagar até que pago, mas vou exigir igual retorno no investimento, porque já percebi que apenas assim poderei receber o que dei.

A que preço te tens vendido, sabes?
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Prémio Blog do Ano!

Prémio Blog do Ano!

Prémio Blog do Ano!

19 Ridiculously Useful Tips Every Blogger Should Know:
Feelme/Prémio Blog do Ano!


O universo dos blogs está identificado e instalou-se em diversas categorias, sendo já alguns bloggers, verdadediras referências. Ao contrário do que muitos serão levados a crer, blogar é um trabalho que não contempla fins de semana ou sequer férias. Exige-se muita dedicação e muita entrega, porque os resultados são visíveis e permitem-nos a sensação única de preenchimento pessoal.

Sou blogger desde 2012 e acrdeito ter conseguido um cunho diferente e personalizado, por esse motivo vou pedir a vossa colaboção na recomendação do meu blog para o primeiro prémio criado na categoria de blogs.

Deixo abaixo o meu link, bem como o do site para o qual deverão recomendar.

Obrigada a todos quantos me seguem e recordam, diáriamente, que vale a pena andar por "aqui"!

http://suesotto.blogspot.com
www.blogsdoano.pt
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Até quando?

Até quando?

Até quando?

zhenya katava - Google zoeken:
Feelme/Até quando?Tema:Pensamentos!
Imagem retirada da internet


Por vezes, se não na maioria delas, a forma como olhas e respeitas os outros, não te confere igual respeito. A sensação com que ficas, é a de que nunca serás bastante, nem boa, nem má, nem igual, nem sequer perfeita, para entrares no círculo de perfeição que te impõem.

Até quando consegues antão, aceitar o que te "dão", recusando o que não te serve? Que vidas, acabas a viver, se não for a tua? Que voltas e reviravoltas dás, para que não te cobrem?

Acredita que NUNCA serás suficientemente boa, e por vezes nunca conseguirás chegar ao limiar da imagem que fazem de ti, porque por vezes decidem, porque sim, que serás o que fizerem de ti, subindo, ou não, nas expectativas que se atreveram a criar.

Até quando vais deixar que te digam o que fazer de ti? Até quando vais continuar a sonhar com o que dirias se fosses corajosa? Até quando te vais lamentar do que deixaste por fazer? Até quando?
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Nada como...

Nada como...

Nada como...

I love the natural feel of this shot... her freckles are so pretty!:
Feelme/Nada como...


Nada como um pouco menos de nós para querermos e precisarmos de ainda mais. Nada como o medo de ficar sem ti, para passar a querer-te, a dobrar, com um desejo que cresce numa proporção desmedida. Nada como estarmos juntos, juntando o toque que nos relembra das razões e dos porquês que fizeram de nós quem somos agora. Nada como, imaginarmos, o nada, o que nos sobrará se não nos tivermos, para recurarmos e escolhermos não desistir.

Por vezes pouco teremos que fazer para que o outro se sinta seguro e completo. Mas por vezes, nunca faremos o bastante e acabaremos, na maioria das noites, a sonhar sozinhos. É sempre tão mais fácil recuar, destruir, sair e não olhar para trás, do que permanecer, manter e cuidar de quem muito certamente acabará por cuidar de nós. Por vezes bastará, sermos vistos, passando a felicidade que voltará, para nós, num efeito permanente e natural. Mas nem sempre, nem em todas as horas dos dias que se prolongam, conseguimos mostrar quem somos e o que precisamos para continuar.

Nada como começar por saber o que fazemos aqui e quem precisamos, para termos, finalmente, quem nos deixará a querer continuar!
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Quem seríamos?

Quem seríamos?

Quem seríamos?

Let it rain
Feelme/Quem seríamos?


Quem seríamos, se não fôssemos, nós mesmos, grande parte do tempo, porque nunca será possível sê-lo o tempo todo?

De que forma podemos vestir outra pele, ser alguém novo e renovado, se deixamos de nos reconhecer? Não é fazível, nem sequer tolerável, não por nós, não por muito tempo. Ou nos escondemos e nos recusamos o que sabemos, sobre nós, vivendo numa vida paralela, rindo quando a vontade é chorar e chorando, sozinha e amarga para que ninguém nos julgue, ou somos quem sempre fizemos por construir e arcamos com a rejeição, com as cobranças e com as incapacidades de nos verem para além de outros.

Desaconselho, vivamente, a que finjam olhares e que usem as palavras que nunca foram as vossas. Aconselho, e até consigo provar-vos que é melhor forma, a que não desistam de vocês para incluir quem desistiu mal começou. Peço-vos que olhem, com respeito, para a pessoa que não vos consegue abraçar, mesmo, com ambos os braços, encostando-vos no corpo que julgaram poder partilhar sempre. Aceitem as incapacidades, os medos e os desconfortos. Entendam que cada um terá que lutar as suas próprias batalhas para depois, um bom tempo depois, enfrentar a guerra convosco.

Nós somos, o que fizemos de nós. Nós somos, o que permitimos, aos outros. Nós somos, quem queremos para nós e nunca ninguém deverá ser culpado do que falhámos conseguir. Nós somos, mais ou menos, resolvidos, quanto a capacidade de corrigirmos os nossos erros e de os aceitarmos seguindo em frente. Nós somos, a parte da vida que escolhemos viver, mesmo que sozinhos.


Eu sei que suporto e tolero muita coisa, excepto e nunca, deixar de ser eu, porque sem mim não sou, nem me tenho e sem mim não consigo viver!
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As minhas e as tuas dores!

As minhas e as tuas dores!

As minhas e as tuas dores!




Existem feridas que demoram a sarar e que nunca vão doer da mesma maneira, não as tuas em mim e certamente que não as minhas em ti.

As minhas dores vêem de tudo o que fiz e do muito que não arrisquei fazer. As tuas terão cores próprias, envoltas em tempos e momentos que viveste. Nada se mistura quando a mistura provoca danos que não conseguimos reparar. Nada se reverte enquanto nos mantemos numa vida que já não é a nossa, olhando para o que deixámos terminar. Nada se cura se a ferida alastra demasiado e não identificamos a causa.

As minhas dores vão-me doer, a mim apenas, e nunca as irei querer tornar tuas, até porque não terias forma de as medir. As tuas dores, aos meus olhos, parecem ser bem maiores que a tua capacidade de lhes resistires e é por isso que nos deixamos a doer sozinhos.

Quando a verdade dói e quando a realidade te engole, o que sentes vai impedir-te de ver diferente e melhor, até o que ainda existe de bom. A solução será manteres a dor, guardando-a num lugar especial, porque pelo menos saberás que estás vivo. Quando for demasiado e achares que deves desistir, fá-lo sem acrescentares mais dor e apenas vive a tua realidade, a que conheces.

Das minhas dores cuido eu e deixo-te livre para sentires as tuas!
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No teu olhar!

No teu olhar!

No teu olhar!

Feelme/No teu olhar!Tema:Sentimentos!
Imagem retirada da internet

É no teu olhar que me vejo e sei o que te passo. É no teu olhar que sei o que te sentes capaz de fazer, para que eu fique do teu lado. É no teu olhar, que até me serve de espelho, que tempo após tempo, sinto o que somos, ambos capazes de fazer.

Deixar-te ir nunca será opção, porque estaria a desistir de mim e do que passei a ser por tua causa. Fechar os olhos, neste momento, apenas para desejar que cada um dos meus desejos se realize. Parar de fazer o que te carrega, abandonando o corpo que apenas se move na tua direcção, seria parar, de me mover, de me sentir e de me querer.

Não quero deixar de te ter. Não posso, já não, abandonar o que comecei, quando tu recomeçaste, connosco, com a mulher que acreditavas existir. Não posso continuar o percurso sozinha, já não faria sentido nem teria o mesmo sabor. Não quero largar a tua mão, porque a minha encaixa-se, perfeita.

É no teu olhar que eu sei, com toda a certeza, que tenho quem mereço e passo quem sou!
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Mal-me-quer, bem-me-quer...

Mal-me-quer, bem-me-quer...

Mal-me-quer, bem-me-quer...





Mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada?


Estarmos, dois de nós, na mesma sintonia, passando pela mesma onda e no mesmo momento, é tão raro agora como o será sempre acertar nos números do euro milhões. Sabermos que gostamos do que gosta o outro e que conseguiremos seguir pelos mesmos caminhos, mesmo que não saibamos quais serão, faz-nos querer mais, ou tudo. Sentir os mesmos impulsos que nos levam a desejar que os dias nunca terminem e que não precisemos de fechar os olhos, deixando de ver quem nos olha, é o que precisamos para continuar a querer.

Mal-me-quer, bem-me-quer. Eu quero o que queres tu e espero conseguir manter-nos assim, um no outro, até que querer seja tão natural como ser.

Ninguém disse que seria fácil ajustar, confiar, perceber do que percebe o outro e sobretudo juntar" vidas e projectos. Ninguém nos explica os meandros de relações novas após as relações que nos marcaram. Ninguém resolve, por nós, os timings que teremos que incorporar, permitindo que o outro entre e permaneça na vida que criámos.

Temos que começar pelo princípio, gostando muito de quem queremos que goste de nós. Depois é ir caminhando, juntos, encontrando soluções, abrindo mais portas e tentando não ceder aos primeiros impulsos, aqueles que nos gritam para desistirmos de cada vez que as coisas se complicam.

Mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco ou nada?



Querer só não basta, há que saber como o fazer sem que pareça demasiado a quem já tem o que lhe baste, ou pouco a quem nunca teve nada. Mas se for para querer mal, então que não se queira de todo.




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O dia dos que contam!

O dia dos que contam!


Lá vamos nós, a mais um dia, de alguém ou alguma coisa. Pelo menos serve o propósito de nos lembrar do que não deve ser esquecido, se é que tal é possível!

O dia dos que contam e que por norma são poucos, mas que queremos bons, estando presentes até na ausência física. O dia dos amigos, dos que soubemos manter, construindo, dia após dia os alicerces e reconstruindo as derrocadas, porque também existirão. Os amigos que nos ficam, depois das inúmeras tempestades emocionais, já sabem como nos ler, rindo com o nosso riso e chorando com as lágrimas que passam a ser as suas. Os amigos que sobrevivem à nossa passagem pelos vários estágios de uma vida que nos testa, ao limite, sabem de nós, tanto quanto sabemos nós. Os amigos que ficam quando tudo se desmorona, ajudam-nos a reerguer e seguram-nos, mesmo que por breves momentos, mas que no fundo serão os que fazem a diferença.

Eu tenho os amigos que fiz por merecer. Tenho acrescentado alguns, de mansinho, com todas as exigências que me imponho e é por isso que apenas resistem alguns. Eu sou, e disso não tenho a menor dúvida, a amiga que todos gostariam de ter, e desmultiplico-me em palavras e colo, para que nunca se sintam demasiado sós. Espero que nos vamos mantendo, durante todo o tempo  que o nosso tempo durar e que continuemos a celebrar cada vitória, mesmo que ela seja tão só estar vivo e por aqui.
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A vida em códigos!

A vida em códigos!

A vida em códigos!


Feelme/A vida em códigos!

Se soubéssemos, se entendêssemos, mesmo, a vida com cada um dos códigos com que nos "presenteia" diáriamente, certamente que as nossas escolhas seriam mais acertadas. Se houvesse forma, e talvez haja, de nos entendermos, a nós e a todos quantos vão surgindo, nem sempre por escolha nossa, quem sabe alguns dos dramas não passariam apenas a ser momentos difíceis.

A minha experiência, aquilo que aprendi e que me trouxe até onde estou hoje, não será a tua e muito dificilmente conseguirás encaixar, de forma perfeita, os passos que tive que dar, nos teus. Os teus códigos são outros, e as tuas escolhas levar-te-ão mais ou menos longe, assim o desejes.

Tanto que nos falam na força, mal começamos com os primeiros passos e ainda bébés, mas a diferença é que aí, e durante algum tempo, teremos as mãos que segurarão as nossas, e os olhares que guiarão as nossas escolhas momentâneas, levando-nos onde acreditam ser mais certo e seguro. Ter força, mantendo-a para quando nos fizer mesmo falta, isso sim já vai obrigar a muitos códigos desvendados.

A vida vem mesmo em códigos, mas os teus, se estiveres atento, fornecerão todas as coordenadas para que chegues de forma determinada e segura até onde poderás então repousar e usufruir.

Só te posso dizer que a leitura nunca termina, e que até quando já tiveres o que te propuseste, ainda terás que continuar a apoiar os que não sabem e os que não conseguem fazer-se a si mesmos o que lhes cabe. A tua felicidade será, sempre, um fio muito pouco extensível e que partirá, rápidamente, se a força exercida for em demasia. A tua felicidade dependerá, sempre, de muitos outros, e não adiantará que queiras ser apenas tu, por ti e contigo.

Soluções e estratégias? Ir descodificando, de forma consistente, cada pedaço de vida que nos é oferecido, nunca tomando o hoje por garantido, porque o amanhã, se estivermos desatentos, poderá bem ser pesado, doloroso e mortal...
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Dezanove de Janeiro!

Dezanove de Janeiro!




Na nossa vida teremos sempre dias importantes, aqueles que nos marcam para o bem e para o mal. Na minha vida passaste a estar tu, bem como o dia em que comecei a olhar-te de outra forma. Desde que te tenho o que ficou para trás passou a ter menos importância, mas o nosso passado trouxe-nos até aqui e hoje, seis meses depois, com tanto que já se disse, sentiu, chorou e riu, recordar só nos pode deixar com vontade de muitos mais dias dezanove.

Tu sabes a importância que tens na minha vida e eu não me canso de te dizer, todos os dias, que sem ti nada poderá voltar a ser igual. Contigo percebi que nada é impossível e que o amor torna tudo tão fácil e difícil, mas que apenas juntos poderemos usufruir do que nos faz bem, afastando o que nos magoa.

Quero que te mantenhas aí e aqui, confiante na confiança que passei a ter em nós. Quero que saibas que te tornaste a razão pela qual me sinto capaz de mudar até de planeta. Quero que sintas o que sinto eu de cada vez que te oiço, com a voz que me entra dentro tal como fazes tu, no meu corpo e alma. Quero que não me deixes ir, e que me peças para ficar, uma, duas, mil vezes, até que eu fique mesmo e para sempre.

O mundo exige demasiado de nós. As dúvidas e os ajustes avolumam-se, mas da mesma forma que não sabemos o desfecho, também mantemos o desejo de que sejamos, um e outro, o que um e outro precisam. Quero apenas que me ames como já fazes e que nunca te afastes demasiado de nós, porque apenas nós podemos tudo. Mesmo que por vezes cansados e sem saber o que nos trará o amanhã que queremos criar, vamos conseguir o que importa, porque apenas importará continuar se estivermos os dois.

Quero-te e tu sentes. Amo-te e tu já podes entender porquê!
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Tenho os teus medos!

Tenho os teus medos!

Tenho os teus medos!


Sinto o que sentes tu. Respiro o teu ar e misturo-o para manter o meu mais limpo. Deixo o meu sono desassossegado de cada vez que não dormes. Sinto-te assim porque tenho metade de ti comigo e porque não me consigo distanciar demasiado.

Ter os teus medos de cada vez que ameaças ruir, pela insegurança que te passo mesmo quando acho que estou a ser segura. Ter os teus medos, porque pareço não fazer o bastante, para que nunca duvides que a minha vida passa pela tua e pretende ficar. Ter os teus medos para que eu saiba, mesmo, o que significa estar no teu lugar.

Não consigo ter qualquer prazer com o alegado sentir que te passo, porque se não estiveres bem eu não poderei ficar. Não quero, em momento algum, que o desconforto se apodere de ti, porque se eu sou a mulher que escolheste e reconheceste, então sou a certa, para ti. Um casal são dois, em tudo e para tudo, e é por isso que ter os teus medos será sempre inevitável.

Deixa-me sossegar-te por favor e larga cada um dos medos que acabam por nos assustar aos dois!
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Esventrada!

Esventrada!

Esventrada!

"Citrine" - John Larriva, oil on hardboard, 2015 {figurative #expressionist art female redhead #impasto woman face portrait painting #loveart} larriva.blogspot.com:
Feelme/Esventrada!



Por vezes deixam-te assim, sem nada de ti dentro. Por vezes conseguem colocar-te no teu lugar, lembrando-te da tua importância, que será nenhuma aos olhos dos que ainda acreditam não precisar de ninguém. Por vezes fazes e dás de ti, tudo, sem esperares que te devolvam algum carinho ou palavras de reconhecimento, mas precisando desesperadamente dele. Por vezes seres tu, dia após dia, torna-se uma batalha bem dura de gerir.

Esventrada serás de cada vez que ousares parar de pensar em ti. Esventrada até que te desgastes, para sempre, sempre que não souberes cuidar-te, dando-te o que mais ninguém consegue, porque mais ninguém se importa. Esventrada até que já nada se possa fazer, e acabes morta, mas não das que permitem descanso e o desligar do que te fez afundar, numa morte bem mais real e dolorosa, porque te manterás por aqui, apenas tu, sozinha.

Ergue-te, por ti, põe-te de pé, mesmo que sigas a cambalear os primeiros passos, mas começa pelo princípio, volta atrás no tempo e faz bem feito. Nunca te deixes ir, permite-te fazer, mesmo parte da tua vida e conta a tua própria história, usando de quantas paragens necessitares. Não deixes que o frio te invada e não te encolhas demasiado, escondendo-te da vida e de todas as emoções boas que ela carrega, se ao menos as souberes viver.

Esventrada se não fores, em momento algum, a personagem principal. Esventrada se te deixares ir, sem lutar, sem acreditares que quando a história for contada, poderás lá estar. Esventrada sempre que deixares de te amar!
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Estar contigo!

Estar contigo!

Estar contigo!

Feelme/Estar contigo!


Tu és a paz e a agitação que antecipava. Deixas-me tão eu, sem precisar de ser ou de dizer mais nada, porque me vês e entendes. Estar contigo apenas reforça o que fui sentindo todos estes meses, e nada do que veio a mais, ou diferente, fez com que mudasse o que acreditava ser real.

Algumas pessoas certamente que nos estão destinadas, Algumas pessoas conseguem que voltemos à pista e retomemos a corrida. Algumas pessoas deixam todas as outras no lugar de onde nunca deveriam ter saído. Algumas pessoas sabem o que fazer com pessoas como eu.

Estar contigo é tão certo quanto o nascer e pôr do sol, e tão inconstante como o são agora as estações do ano. Estar contigo permite-me pensar, mais vezes, sobre o onde e o como. Estar contigo encaixa as peças que permaneceram soltas, enquanto estava ocupada a ser apenas eu.

Vou manter-me firme e fiel à ideia de que podemos reconstruir-nos juntos, e que o que me falta te sobra a ti. O resto passou a ter a importância que lhe atribuo, porque não adianta querer saltar passos, tudo o que tivermos que viver, será vivido.

O que eu quero, hoje, bem mais do que ontem, é manter-me assim, contigo!
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Quando!

Quando!

Quando!

20 beijos inspiradores | Casar é um barato:
Feelme/Quando!


Quando estás do meu lado. Sempre que te sinto, mesmo, próximo de tudo o que faz sentido para mim, sei que nunca poderei deixar-te ir.

Quando a nossa história for contada, por outros, certamente que dirão que estiveste sempre do meu lado. Quando se souber do que sabemos agora, todos perceberão que fomos parte um do outro. Quando, um dia, num futuro bem longínquo perceberem que afinal existem amores possíveis e inquebráveis, já teremos ficado, um e outro, um com o outro.

Estar sem pressas, nos dias que se transformam em noites, mesmo nos que não podes estar comigo. Saber que nunca nos deixaremos ir, acreditando que não funcionamos sem nos sentirmos. Sentir a nossa força, impedindo o inverno de entrar, demasiado frio e profundo. Estar do teu lado, tal como estarás do meu, sabendo que preciso de fazer com que tudo se acerte.

Quando dizes que te manterás comigo e por mim, eu acredito, porque sei que farei sempre parte da tua vida. Quando dizes que me amas, mais nenhum amor faz sentido. Quando te olho, sei que encontrei quem teria que chegar. Quando acordo, sei que não sonhei!
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Não quero silencios...

Não quero silencios...

Não quero silencios...

"Que só os beijos te tapem a boca" Faculdade de Letras UFMG - Belo Horizonte:



Quero que apenas os meus beijos te tapem a boca. Desejo que a minha boca na tua, te passe o que as minhas palavras não terão forma de explicar.

Lá volto eu uma vez mais aos silêncios. Caramba, é mesmo difícil explicar que existem silêncios e silêncios. Uns os "primeiros", são sinónimo de cumplicidade, de tempo comum e de desejos que conhecemos. Outros, os "piores", são os que nos matam aos poucos, levando tudo o que tínhamos conseguido incluir e destruindo a nossa vontade de lutar, porque é de luta que se fala quando se trata de amor.

Quero que entendas que os meus silêncios são pronúncio de males maiores e que depois de instalados, muito deverá ser reconstruído. Posso e consigo silenciar-me também, mas sempre contigo por perto. Desejo, mesmo que pareça cansativo, ter alguma coisa válida para dizer, porque de contrário seríamos apenas pele e toque. Pode até parecer muito, mas não chega!

Tanta gente por aí a padecer por falta de palavras, uns porque não as sabem usar, e outros porque não têm nada para dizer, mas se precisarem de umas quantas, sintam-se à vontade para pedir que eu arranjo!
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Poder sentir!

Poder sentir!

Poder sentir!

 :



Qual o verdadeiro sentimento que nos chega do poder sentir? Sentir que é contigo e por ti que acordo. Sentir que tenho um propósito maior, e que posso, verdadeiramente, tentar encaixar-te em mim, passa-me uma tranquilidade tão normal, que pareço ter estado sempre assim.

Tu tinhas que ter chegado. A tua vida precisava de se cruzar com a minha. Os nossos planos, passam, agora, por nos planearmos juntos e que bem nos sabe. Poder sentir que o que fazemos os dois é real e caminha na mesma direcção. Poder sentir que entendemos os desejos de quem nos inclui, com todos os medos que acarretam as relações novas, até mesmo as que estavam destinadas. Poder sentir que se erra cada vez menos, e que se deseja acertar cada vez mais. Poder sentir o que sente o outro, de cada vez que trocamos as palavras que nos assentam e tranquilizam.

Esta montanha russa que sobe e que desce, invariavelmente, tem que ser encarada como a superação, como o teste, porque nele só passa quem arrisca a viagem. Eu já sei o que sinto, e como o posso fazer de forma a que intas comigo, sabendo do que já sei, e lendo, sem erros, o que escrevo para nós. Eu também já sei o que sentes e o que precisas de ter para que me tenhas, não agora, não por momentos, mas para o resto do tempo que o nosso tempo tiver.

Poder sentir assim é um privilégio!
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Tempos que passam!

Tempos que passam!



A Andreia está há demasiados anos sem companheiro, por escolha, por medo, por incapacidade de voltar a entender o sexo oposto, ou até por preguiça mental e física. Não sei o que importa realmente, se a razão se a acção, mas a certeza que me ficou do que tem, é que não tem nada. Esbarrou, literalmente, em alguém. Encontrou quem nunca se atreveu a procurar, porque se escudou num desinteresse que nem ela acreditava existir, mas que a deixou na prateleira tempo demais. Agora tudo o que lhe chega parece demasiado. Agora até as carícias e os beijos lhe parecem finitos e nunca sossega a alma que atribulou, ela mesma. Agora e por ora, recusa o amor físico que acredita ser demasiado intenso para quem ainda não sabe como voltar a sentir. Agora quer, desesperadamente, acreditar que pode voltar a ser amada, mas ela mesma não sabe como o fazer.

A Andreia dorme e acorda inquieta. Fala, descontrolada e desesperadamente do que o Artur poderá representar na vida que apenas deixou correr, sem muitas ambições, deambulando sem se reconhecer. A Andreia tem medo que os tempos que passam, tenham passado para ela, irremediavelmente. Talvez tenha deixado de acreditar, ou talvez tema acreditar demasiado e voltar a sofrer.

Quando os tempos passam, demasiado rápidos e implacáveis, temos que os saber recuperar, mesmo que apenas alguns dos minutos das muitas horas em que nos deixámos sobreviver.
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Será que oiço?

Será que oiço?

Será que oiço?




A multidão fala, as palavras correm velozes, de boca em boca, dizendo o que é suposto, ou não dizendo nada, e será que as oiço?

Por vezes dou comigo a seguir os lábios e a imaginar sons que me caberiam, se coubessem no que espero e desejo para mim. Por vezes dou comigo a querer que não digam nada, que apenas façam silêncios solidários, e que percebam que para chegarem a mim, ao que entendo por válido e valioso, terão que saber MESMO dizer alguma coisa. Por vezes nada me consegue importar, porque nada do que digam soa a novo, a diferente ou a melhor.

Nem sempre é fácil estar assim envolta em palavras, ouvindo o que já sei e tendo repetições que me cansam e impedem até de respirar. Nem sempre o meu aparente dom consegue facilitar-me a existência, porque me tornei demasiado exigente e porque nunca desperdiço os sons. Nem sempre entendo algumas das palavras que usam, até mesmo eu, mas talvez seja porque não as usem nos momentos certos.

Será que oiço o que me faz falta de quem preciso? Não, de todo!
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E quando se consegue?

E quando se consegue?

E quando se consegue?

Stunning shot..:
Feelme/E quando se consegue?Tema:Pensamentos!
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Haverá sempre quem consiga. Acertar nos amores. Escolher onde e como recomeçar. Regressar ao mundo real, quando o outro, aquele que ameaçou ruir quando as decisões se tornaram inevitáveis. Viver, esta vida, porque a realidade é que poderá não existir outra.

E quando se consegue encaixar alguém por quem se esperou, sem os medos do passado? E quando se consegue aceitar que também temos direito a segundas e terceiras chances? E quando se consegue perceber que é necessário parar de lutar, contra nós?

Algumas pessoas sofrem de um optimismo que contagia, contagiando todos à sua volta. Algumas pessoas querem TUDO e acabam a consegui-lo, porque sabem o preço da vitória, e o sabor que lhes fica nas bocas que outros irão beijar, sedentos. Algumas pessoas nunca se entregam e voltam ao início, quantas vezes acharem necessário, para que possam ter o que lhes pertence.

E quando se consegue querer, da forma certa, quem se tornou tão certo que parece ter estado, connosco, sempre?
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Sim, completamente!

Sim, completamente!

Sim, completamente!

beauty in every land:



Estou, há já muito tempo, na fase do completamente! Quero e exijo estar completamente apaixonada, mas de uma paixão que se transforme, completamente, em amor. Quero sentir-me completamente pronta para novos desafios, para as manhãs novas que o amor novo provoca. Desejo, a cada dia, continuar completamente determinada em apenas fazer o que faço bem.

Sei, porque aprendi, ensinando-me a mim mesma, que nada deve ser tomado pela metade. Percebi, enquanto tentava em vão amar quem não se deixa amar, que deveria ser tudo o tempo todo, porque de outra forma acabaria mais vazia, menos crente e a cada dia menos entregue ao que me completa.

Ninguém deveria contentar-se com menos do que merece, mesmo que merecer seja eventualmente uópico, ou numa medida que poucos entendem. Mas merecer será certamente ter o que nos deixa completamente satisfeitos, grande parte do nosso tempo útil.

O tudo ou nada também não é razoável, temos que saber encaixar o que nos chega, quando chegar, deixando ir o que não puder ficar. O tudo ou nada consome-nos demasiado e desgasta o que juntámos de nós para os outros.

Estar completamente pronta, sobretudo para ti, tem posto em perspectiva o que na realidade até já tinha pensado. Há coisas que só se explicam assim, sentindo-as completamente!
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Escrever sem filtros!

Escrever sem filtros!

Escrever sem filtros!

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Feelme/Escrever sem filtros!


Escrever sem filtros parece mais fácil do que é na realidade!

Escrever sem filtros, sobretudo para as mulheres, acaba a ser sempre um enorme risco, e não é à toa que algumas se escondem sob pseudónimos e falsas identidades. Eu não o faço, esconder-me bem entendido, mas confesso que me refreio às vezes. Já foi pior, já pensei muito antes de deixar fluir as palavras que me assolam como raios, mas agora, nesta altura da minha vida, estou-me a lixar se gostam, ou se não gostam e se acham mais ou menos próprio de uma "senhora". Mas eu vou, TENTAR, explicar, para os que andam menos atentos:

Quem acredita saber escrever, passando as emoções e os sentimentos que os outros têm dificuldade em expressar, não pode, nem deve, autocastrar-se. Um escritor pensa e sente cada palavra, porque necessita de as usar para se sentir vivo. Não podemos dizer a um chefe de cozinha que existem especiarias proibidas, e que apenas poderá usar as menos "sensíveis" ao palato de alguns. Quem cria, inventa, faz acontecer, e absorve tudo em primeiro lugar. Se nos soa bem, se nos deixa bem, certamente que chegará, melhor, aos outros.

Esta sociedade foi e continua a ser claramente machista, toda ela, homens e mulheres, e por consequência tende a catalogar comportamentos, atribuindo tarefas a uns e a outros. Mas cabe-nos, a cada um de nós, ir mudando, de forma mais ou menos empenhada, mentalidades castradoras.

Para que eu possa escrever bem, e com a minha essência, aquela que claramente passa para os que já me vão lendo regularmente, não posso usar filtros. Tenho obviamente temas que não abordo, por escolha própria e porque não os domino, ou simplesmente abomino. Mas do que me engrandece, do que eu acredito ser um dos maiores responsáveis pela nossa felicidade, ou falta dela, sobre o amor e o seu efeito nas relações, vou escrever SEMPRE.

Cada vez vou escrevendo com menos filtros, mas para os que se acharem incapazes de me tolerar, (às minhas palavras, claro está) desejo o melhor do mundo, pedindo-lhes que me façam o favor de o serem LONGE de mim. As escolhas existem para isso mesmo. Aos outros, muito obrigada pelo que me devolvem, motivando-me a ser cada vez mais eu!
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Será que se pode?

Será que se pode?

Será que se pode?

Go f wide dof. Great pose and locale Julia by Evgeniya Egorova, via 500px:
Feelme/Será que se pode?

Também sabe bem, e eu até que já o reconheço, escaparmo-nos, para uma distância considerável e deixarmos a vida seguir o seu curso, mas connosco à pendura. Também sabe bem ter quem nos tire do marasmo, quem nos chame e leve até ares novos, águas correntes, e um sol a cobrir gentes que a gente não precisa sequer de conhecer. Também sabe bem, sobretudo para mim, perceber que não estou sozinha, e que não sou apenas a que cuida.

Será que se pode, mesmo, desligar e ser diferente, ou tão igual que acabemos a sentir, como o fiz hoje, que existe alguém para além do que consigo mostrar? Será que se pode aceitar a nossa pequenez e a nossa incapacidade de dar, sempre, recebendo de braços e coração aberto?

A resposta é um SIM redondo, claro. Não só se pode, como se deve e até deveria estar instituído o dia de receber. Atenção, carinho, compreensão e cuidado. Isso faria, entre as pessoas como eu, um enorme sucesso.

Sou humana, que enorme novidade, mas também consigo abrir as mãos e aceitar o que me estendem. Tenho direito a que me olhem e oiçam com atenção, sem julgamentos e sem respostas, até porque as minhas perguntas encolhem a cada dia. Sou tão humana que até me deixo levar, quieta, de poucas palavras, e sem sorrisos forçados.

Será que se pode desligar os botões todos, reiniciando-os mais tarde que o habitual? Já sei que não virá daí nenhum mal ao mundo e que eu retornarei, inteira, para o lugar de onde saí!


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Pequenos nadas!

Pequenos nadas!

Pequenos nadas!

SirRob — sleepinsidemysoul:   and then without knowing what...:
Feelme/Pequenos nadas!


Eu também leio outros blogs, faço-o porque gosto de saber o que se vai partilhando, e porque por vezes acabo, mesmo, surpreendida. No "Dias de uma Princesa", vi uma declaração lindíssima acerca do amor da vida da Catarina Beato. Terceira relação, terceiro filho, um de cada um dos seus grandes amores. Que enorme coração tem. Mas a verdade é que nós somos capazes de acolher vários amores, uns ficarão, outros nem por isso, mas o que precisamos é que deixem mais do que levam.

O amor surgiu-lhe, fulminante, e tem-se provado o que esperavam ambos, sobretudo para ela, porque todas as histórias terão, sempre, dois lados, e eu pude apenas ler o dela. Quando conseguimos amar mesmo alguém, deixamos de lado, os pequenos nadas, que incomodavam antes. Quando sentimos o que sente o outro, e o deixamos misturar-se em nós, nada é demasiado grave, ou sequer desagradável o bastante para que não o possamos suportar. Quando amamos alguém, queremos que ela sinta que está no lugar que a acolherá, não importa o quê.

Desvalorizar o que não importa, mesmo que já tenha importado muito com outros. Largar os preconceitos e apenas usufruir do que nos chegar, porque amanhã poderemos já nem estar por aqui. Aceitar impossibilidades e relativizar comportamentos, desde que eles não colidam com a nossa felicidade, e que efêmera ela pode ser.

Qual será a fórmula? Certamente que não a mesma para todos, mas podemos começar por julgar menos, o outro, esperando mais, de nós!
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Não temos tempo!

Não temos tempo!

Não temos tempo!

Feelme/Não temos tempo!


Não nos olhamos. Falamos a correr. Despachamos a pressa com que começamos os dias, e despachamo-nos a dormir para acordarmos rapidamente. Que cansaço!

Não temos tempo até para as decisões prementes, aquelas em que deveríamos discutir, aprofundadamente, os assuntos que urgem resolver. Não temos tempo para nós, para sabermos do que desejamos, mesmo, e por isso acabamos a não falar sobre isso, ou falamos fora do tempo, conseguindo o efeito contrário.

Tantos, cada vez mais pessoas a queixarem-se da falta de tempo, para tudo. Para amar. Para sentir o outro, e para saborear o sabor que lhes passa. Para não fazer nada e apenas usufruir. Para responder, atempadamente. Para negar na hora certa, ou aceitar na hora menos imprópria. E poderia continuar com inúmeros exemplos.

Não temos tempo, claro que nos desculpamos com ele, para nos lembrarmos de quem não se esquece de nós, e para recordar, aos outros, a importância que têm na nossa vida. Com tanta falta de tempo, muitos perderão a possibilidade de recuperar relações. De se explicarem. De serem perdoados, ou até de perdoarem.

Não sei muito bem o que ponderam fazer com o tempo que vos restará, sim porque irão ter muito, acreditem, sobretudo quando estiverem sós!
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Quantas dúvidas?

Quantas dúvidas?

Feelme/Quantas dúvidas? Etiquetas: Crónicas de mulheres reais
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Eu digo, vezes sem conta, que errei na profissão, e que ao invés do ensino do inglês, entre todas as outras coisas que faço, deveria ter seguido psicologia. Não há um único dia, não desde há 6 anos a esta parte, que não tenha um telefonema, uma conversa no chat do face, ou um encontro com alguém que parece estar a necessitar, urgentemente, de respostas. Não me perguntem porque acham que as tenho, ou porque sentem que a minha maturidade me confere credibilidade, mas o facto é que pareço ter, sempre, algo a dizer que falta aos outros.

Falo basicamente com mulheres, porque não tenho vida social, por escolha e por imposição de horários. Experimentem lá tratar de 3 filhos rapazes, ensinar inglês, preparando candidatos para os exames externos de Cambridge, cuidar, inteiramente, de uma casa e ainda escrever. Eu escrevo no blog, e depois procedo às respectivas partilhas, para twitters, pinterests e tudo mais que exista de redes sociais. Uma trabalheira! Escrevo para revistas e ainda escrevo romances. Entre tudo isto também arranjo tempo para permitir que cuidem de mim, leio, corro, e nesta altura em que os filhotes estão de férias, enfrasco-me de filmes, por sorte esses não viciam nem provocam ressacas.

Já tenho mentalmente armazenadas milhares de histórias, de problemas que na maioria das vezes nem sequer o são, e por isso decidi ir partilhando, num separador que chamo de coluna, o que me foi chegando. Obviamente que o farei protegendo as pessoas envolvidas, mas na esperança que algumas das suas vozes se assemelhem às vossas, deixando assim menos respostas por responder e por consequência menos dúvidas.

Não saber o que fazermos de nós, e com o que nos chega sem aviso, ou depois de tantos avisos ignorados, não deverá ser motivo de mau estar. Partilhar, pedir ajuda, falar e ser realmente ouvida, mas aprendendo a ouvir, certamente que trará algum conforto. Eu acredito que sim, de contrário não continuaria a fazer de consultora sentimental, laboral, comportamental e de muitos outros "tal" que existem.

Vamos ver quantas dúvidas restarão depois disto!
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Mantém-te, segura-te!

Mantém-te, segura-te!

Mantém-te, segura-te!



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Feelme/Mantém-se, segura-te!Tema:Pensamentos!
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Mantém-te, fiel a ti mesma, e segura-te, de cada vez que sentires o desejo de mudar a assolar-te, descontrolado. Se te mantiveres fiel ao que descobriste, sobre ti, após longas incursões ao teu interior, aos estados de alma que por vezes não entendias, e que pareciam estranhos aos outros, poderás segurar o que passaste a desejar, num desejo que não chega quando se quer, mas quando já muito se pediu.

Dizeres o mesmo, mas permitindo-te de mudar de opinião, quando o que dizes já não fizer sentido. Dizeres, jurando, quase, a pés juntos, que tens razão, e que a pessoa que mais ninguém vê, foi vista por ti da forma certa. Dizeres, aos outros, o que pretendes fazer, depois de já o teres dito a ti mesma, vezes sem conta, assegurando-te de que pode mesmo resultar, poderá nunca ser fácil, mas se te mantiveres, se te segurares, do que até a ti poderá vir com dúvidas, vai funcionar.

Existem mortes que não nos deixam morrer mesmo, não para quem nos olha, apenas para os que nos sabem ver, mas que nos matam devagarinho, roendo e corroendo sonhos que tanto tentámos afastar. Existem mortes graves, as que matam a esperança e as que nos deixam sem forças para recomeçar. Mas também existem as mortes momentâneas, as que apenas chegam quando nós mesmos não deixávamos morrer o que nos impedia de continuar. Existem mortes que não nos matarão, mesmo, apenas a alguns pedaços de nós, aqueles que já não poderíamos juntar para continuar.

Mantém-te, tu mesmo, e segura-te quando achares que não estás a conseguir, tudo o que é cíclico vai e vem, faz e desfaz, morre, mas volta a nascer!
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O que é que ainda me ensombra?

O que é que ainda me ensombra?

O que é que ainda me ensombra?

Symbolic War Paint Editorials : Artistic Cosmetics:


Os sinais ensombram-me, os que vi e foram acompanhados de palavras de aviso. O que me ensombra agora é tudo o que já não poderei mudar, quando mudar-me teria sido tão fácil. O que me vai certamente ensombrar daqui para a frente, será o que escolhi fazer quando não me cabia  apenas a mim.

Fechar os olhos e perceber que não vou poder limpar tudo o que deixei sujar, já não me magoa, porque aprendi a perdoar-me, mas ainda vai continuar a castigar-me. Algumas das horas dos meus dias, já não muitas, ainda são dedicadas a sentir pena de mim, mas apenas o faço como se duma terapia se tratasse, para que possa eventualmente parar de me olhar de fora para dentro. Acordar de forma tranquila, a perceber que apenas controlo o meu lado da vida, e que mesmo esse também vai escapando ao que achava estar garantido. Acordar sem dores emocionais, com o corpo que me carrega, pronto e capaz de me levar até onde sei que ainda chegarei, permite-me sorrir e até rir do que me assustou lá atrás. Acordar hoje, já não é igual ao acordar de ontem, aquele em que mesmo com sol aberto apenas consegui ver as nuvens que se avolumavam.

Carrego as minhas baterias no que escrevo, porque percebi que não o faço apenas para mim, nem sequer por mim. Carrego as baterias porque passo para os que não conseguem pôr por palavras as emoções que terão que ler para que percebam o que estão a sentir.

Ainda tenho coisas que me ensombram, afinal também sou humana, mas já ultrapassei a barreira da auto-comiseração e sentir pena de mim nunca me irá ensombrar demasiado, porque sei o que sou e o que valho, já deixei de precisar que me fosse dito, afinal de contas, se eu não me conhecer...
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