5.8.12

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Certamente que conhecem a sensação de vazio que até em dias de sol nos podem invadir. Fico-me com a eterna pergunta  - O que faço eu aqui afinal?
Nem eu mesma me conheço totalmente, a minha alma inquieta mostra-me facetas que desejaria desconhecer, e permite-me inseguranças e questões que me ensombram a existência!

Acordo sempre a prometer que cada dia irei interpretar o meu papel o melhor que sei e desejo, mas fica difícil acompanhar sonhos sem alguém que os partilhe. Torna-se complicado não te saber por perto, nos braços que sei me protegeriam até de mim mesma. Escolho fugir, ir correndo sem saber exactamente para onde, mas se soubesses que é para ti que o quero fazer, correr para ti e prometer-te que me darei inteira, admitir que só tu afastarás os dias cinzentos e que apenas tu poderás fazer valer a pena tanto esforço, tanto empenho, as constantes tentativas de ser um ser mais completo, ser alguém para quem se possa olhar e admirar...

Permito que grossas lágrimas rolem, queimando-me, deixando-me como uma sensação de medo interior que não consigo afastar. Será que te perdi para sempre? Nunca te pedi que ficasses e hoje acabo a mostrar um controle e segurança que não tenho, porque nas noites cada vez mais longas, sinto-me sozinha e aperto-me a mim mesma com medo de me perder, de já não conseguir juntar as peças do meu coração. É para ti que quero correr, mas será que se fosse irias ficar comigo, ou fugir?

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A cada toque ficamos mais próximos!

Vou sabendo, cada dia mais, que a tua mão está determinada na minha. Vou sabendo, até quando os outros falam mais alto, por cima do que ...