21.6.13

Estavas mesmo lá...


Andava a receber chamadas de um número oculto, mensagens desconexas, avisos subtis, mas não liguei. Não liguei até se ter instalado a suspeita, já não havia mais forma de esconder o meu desconforto, o que quereria tudo aquilo dizer?

Quando devotamos anos e anos a alguém que julgamos conhecer melhor do que a nós mesmos e de repente, bam, o pano cai, a suspeita instala-se, a dúvida não nos abandona mais e aí já nada mais resta...

Mesmo sentindo-me desgostosa comigo mesma e acusando-me interiormente por suspeitar, por permitir que me fizessem olhar-te de outra forma, acabei a não resistir, segui as pistas que me forneciam a um ritmo diário e eis que te vi. Estavas mesmo lá. Eras tu, tal como se te pintaram, tal como te viram por dentro e da forma que a mim se me escapou. Estavas mesmo lá, tu e a pessoa cujos contornos identifiquei, era afinal quem tu escolheras, por quem te expunhas e  com quem me traías.

Estavas mesmo lá, eu vi-te e... e pronto, o pano caiu e eu retornei ao que sobrou de mim. 

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