Dizes que gostas de mim, que me adoras, que sentes a minha falta. Blá blá blá...

Desculpa o tom de quase desdém, mas a verdade é que não concebo que o amor venha assim, que se encurte ou se estreite para que possa servir a alguém, que a dada altura decidirá que afinal... bem, "afinal até quero, até preciso, até te vejo".

O amor não é isto. Quando despertamos alguém e a levamos a reparar em nós, precisamos de respeitar a sua individualidade, de a elevar e de a manter no alto de nós, cedendo-lhe o lugar que merece e que reconhecemos algures no nosso espaço e momento.

Fugir é sempre o mais fácil, tal como virar as costas e espreitar de esguelha. Devemos olhar de frente, oferecer as mãos, pedir ajuda e dar ajuda, falar ao coração, dividir as lágrimas e os risos, estar disponível, isso sim é querer alguém, já os silêncios...


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