Consigo pois, ouvir-te, ver-te, sentir-te, claro que sim, não o fiz já antes, não o fiz sempre e de cada vez que foste fugindo? Não precisavas de ter ido, deixaste o meu mundo frio, sem ti e mesmo que te ouça, te veja e ainda te sinta, não é igual, nunca poderá ser, mas eu sei que me vou habituando, conseguindo que te infiltres no meu sistema e que passes a correr como corre o sangue, já não fazendo mal, apenas estando, vagueando por mim, vendo-me por dentro, da forma como não foste capaz porque te faltou talento. Mas pronto, acabaram-se as reclamações, sabes que até o sangue se renova e acaba a sair, dando lugar a outro, mais novo e forte, a alimentar-nos do que precisamos para estar vivos, e eu estou viva e preparada, para te deixar ir.

Estamos na nova temporada, avizinham-se novos episódios, novos protagonistas, com enredos bem mais interessantes, estamos onde o decidi e sei também que vou continuar a escrever a minha história, aquela em que já não estarás.

Consigo pois, já o faço cada dia um pouco mais e não me arrependo de NADA. Fui, tentei, corri atrás de quem apenas soube fugir, por isso aceitei, parei e mudei o rumo. Consigo pois, já o fiz antes e venci, como vencerei agora, até porque já sorrio de cada vez que escrevo sobre ti. Sorrio porque foste importante e soube reconhecê-lo. Sorrio porque se te consegui amar, quando achava que já não seria mais possível, então tudo o será a partir de agora. Consigo pois,  porque sou a que só conseguiste ter uma vez, a sério, mas de quem só viste um milésimo. Perda tua, decisão tua, nada a acrescentar.





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