Face 26



O que é que te acalma? O que procuras e onde, para sossegares a alma? Quando não estou bem, por sentir a tua falta, danço, canto, penso-te, recordo-te, choro-te e resulta quase sempre. Mas de ti nada sei, nem mesmo o que sentes por já não me sentires. Não sei de que forma acordas e se adormeces com alguém no pensamento. Não sei se me sentes a falta, ou se simplesmente me arrumaste e seguiste em frente. Mas o que eu sei, é que me acalma pensar que te voltarei a ter, que foste, mas em breve estarás de volta, para mim e por mim. Acalma-me a tua voz que ainda entra tão dentro de mim, que acaba a substituir-te, oferecendo-me o que não podes, porque já não te consigo tocar. Acalma-me ler e reler as palavras que trocávamos, diariamente e onde tudo o que éramos e fomos se multiplicava. Acalmar-me-ias tu, agora, se te pudesse sentir, beijar e deixar ir nos abraços que me oferecias para me proteger.


Estou calma, porque neste momento tu estás aqui!

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