affection, blur, caring


Como foi que chegaste? O que fez com que te visse a ti e a nenhum outro homem no mesmo dia, naquele dia, naquele lugar onde os nossos olhares e destinos se cruzaram? O que fez com que te quisesse tanto, ontem e ainda hoje, de cada vez que te sonho e penso? O que fez com que de ti só venha a vontade de ter mais, de nunca me fartar do que ainda não conseguiste dar, de entender a tua incapacidade de continuar, manter, chegar onde sei que só tu podes?

O que quer que tenha sido escrito, será certamente cumprido, eu não planeio desistir de ti, não pretendo passar por esta vida sem saber ao que sabe o teu amor, como será ver-te adormecer ao meu lado, e de que forma me acordarás para mais um dia que anseio me encha de ti.

O que quer que nesse dia me tenha empurrado para o canto do teu mundo, aquele que muito dificilmente teria de outra forma percorrido, foi certamente para me mostrar que eras tu, que estavas ali e que deveria lutar, correr atrás, procurar e ajudar-te a entender.

Eu sei que te reconheci primeiro, mas também sei e sinto que um dia me verás e te lembrarás que já fui eu, numa outra vida, a mulher que te teve, que te amou, tanto que sobrou para esta e para todas as outras que ainda teremos!

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