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De quanto tempo se precisa para que o tempo já não se atravesse no caminho? Será que está inteiramente nas nossas mãos o poder de ser mais ou menos feliz? 

Falo com variadíssimas pessoas e nada é comum quando se trata de desamores, mas tudo soa a muito igual, de uma forma estranha e quase natural, no encarar do sofrimento que sempre chega quando já não podemos mais, ou quando se quebra o que não vamos encontrar forma de reconstruir. Quando nos damos completamente, gastando cada segundo e minuto com o outro, e não porque sejamos beneméritos e de coração grande, mas porque acreditamos ser esta a única forma de nos darem de volta, não queremos sequer pensar no depois do amor e com o que teremos de lidar quando já não restar mais nada, porque é isso que torna a dor mais dolorosa ainda.

Não pensarão todos da mesma forma, e é por esse motivo que o meu blog caminha, porque os mal amados, que o são por falta de saberem amar, me dão matéria para escrever e me permitem ir sabendo, um pouco mais sobre este mistério que são os sentimentos, as relações que todos anseiam ter, mas que poucos querem verdadeiramente construir. O que é bom e vale a pena, dará inevitavelmente trabalho, desenganem-se se acham que encontrar a metade de nós é tão simples quanto beber uma cerveja gelada no verão, isto se gostarem de cerveja.

Continuo sem saber quanto tempo leva parar de sofrer, ninguém me apresentou uma tabela credível, assim sendo só me resta ir sofrendo à minha maneira e esperando que não seja nem um minuto a mais do que o politicamente exigível, e que possa, quem sabe, suavizar o sofrimento de outros que continuam sem ver forma de saírem do túnel, lutando contra fantasmas. Até lá, vou tentando atenuar o ardor das vossas feridas, limpando as minhas e não me negando à evidência, é mau, SIM, dói, MUITO, mas no final sei que sobreviveremos todos e que saberemos quando recomeçar!

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