Sei ao que vim. Sei o que ainda preciso de trabalhar para me sossegar. Sei o que me move e o que quase me impede de querer respirar. Sei tanto sobre tudo o que sou, mas ainda é tanto o que me falta, que por vezes permito que a dor me controle os movimentos e me acelere as batidas dum coração massacrado. Sei o que ainda não consegui saber nem entender, mas nem por isso sinto vontade de desistir...
Queria já estar onde me vejo, escapando às inevitáveis etapas e usufruindo do descanso mental. Precisava de já conseguir tocar o que me espera, porque o sinto de forma tão forte e veemente que adiar é morrer um pouco mais.
Sei do que sou feita e por isso ainda vou fazendo mais e muito, mas também sei que até as guerreiras têm momentos de paz para se restabelecerem. Sei que por vezes o tempo me testa, mas logo que saiba o que me cabe, saberei exactamente o que fazer dele. Sei que hoje espero, mas que amanhã conquisto!

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