SELECTED CATEGORYDesafio a duas mãos!

30.11.17

Para lá do início...

Selfies que harán de tu relación la cosa más adorable


De cada vez que começamos uma nova viagem, sentimos o desejo de cada um dos percursos, querendo talvez demasiado do que podemos controlar, mas também procuramos as certezas que nos falharam antes. De cada vez que alguém se aproxima e nos toca, reaviva sensações e coloca o contador dos sonhos no zero. De cada vez que entendemos que não nos enganámos, seguimos em frente e esperamos pelo que tiver que acontecer.

A nossa viagem foi atribulada o bastante para contar todas as histórias sobre nós mesmos. Vimos o bonito e o feio. Provámos o fel e o mel. Subimos a montanhas de emoções, mas descemos à mesma velocidade. A nossa viagem trouxe-nos até aqui, um ao outro e acreditamos que para ficar. A nossa viagem preservou cada lugar visitado e cada palavra dita ou por dizer, porque ainda vamos usar muitas, tantas quantas nos façam falta em cada paragem.

Agora nunca me afasto demasiado. Agora cuido de ti em cada segundo. Agora sei quem és, mas mesmo que diferente do homem que chegou, é o que pretendo continuar a conhecer. Agora estamos, finalmente prontos!


29.11.17

Já sei que sou para ti!

Imagem relacionada


É o teu cuidado que me sossega. É o teu olhar que me recarrega as certezas. É o teu toque, um depois do outro, que me assegura que sou eu e é a tua boca, de onde saem as palavras e os beijos, que me afirmam a tua proximidade.

Já percebeste que a cura vai passar pela dose de "medicação". Temos que nos tomar, sentir, amar e ver o suficiente para que seja mesmo suficiente, agora muito mais para mim. Um de nós deixou de ter dúvidas. Um de nós já sabe quem é o outro e o que receberá dele, neste caso de mim. Um de nós só terá que saber como puxar a mão, levando-a até ao lugar que pertencerá a ambos.

Gosto da tua preocupação desmedida. Gosto de ser o centro das atenções quando estamos juntos. Gosto de gostar deste novo homem e que bem que "ele" me sabe. Gosto de perceber que afinal o amor pode instalar-se após a tempestade, e que a bonança, somos nós que a criamos. Gosto de saber que me escolheste.

Quando e sempre que eu duvidar, vou querer que me recordes do caminho que já percorremos. Quando e sempre que eu não estiver à altura, segura-me a mesma mão que apertas para me sossegar e lembra-me do que queres ser na minha vida.


27.11.17

Quando te beijo...

Winter Warmth!


Nunca parecemos saber o bastante da outra pessoa, não se não o procurarmos. Não, se de alguma forma não perscrutarmos o seu interior. Não, se não estivermos atentos, usando do tempo que o tempo nos ofereceu, quando chegou quem nos mudará, para o bem e para o mal.

Estou a deixar-me ir. Prometemo-nos um recomeçar mais sereno, sem nenhuma das pressas que quase nos matou. Pressa de sentir mais. Pressa de deixar para trás dores e fantasmas. Pressa de apenas ter pressa, dando pouca importância a quem afinal a tem mesmo. Para ti falar nunca foi fácil, mas pareces estar a aprender. Já percebeste que tenho enormes pontos de interrogação, bem por cima de um complexo cérebro feminino. Já consegues usar de sensibilidade perante os meus meios recuos, e sempre que tento tirar a mão, quando os arrepios me invadem, aperta-la ainda mais forte e largas um sorriso que me deixa de respirar mais pausado.

Estamos mais próximos, e usamos de cada minuto para reaver as horas que nos escaparam para sempre. Estamos mais preparados para os reveses de um caminho que será sempre, e de alguma forma acidentado. Estamos desejosos de unir desejos e de encontrar formatos que nos permitam ajustes. Estamos mais cheios de um amor que começou determinado, mas que derrapou perante a minha determinação e a tua inconsequência. Estamos mais crescidos, é o que sinto.

Agora e de cada vez que te beijo, já és tu, passando-me o que acreditei que terias!

26.11.17

Ver-te, mesmo, enquanto te olho!

Black & white photo couple sleeping in bed holding hands.


Ver-te e sentir o teu toque acendeu a minha vontade de te ter. O teu olhar ainda guarda o que pareço procurar, mas também ele está diferente, pareces ter viajado demasiados mundos em apenas umas semanas. Ver-te e estar aninhada nos teus braços, já não é igual, porque agora também eu sou uma mulher nova, diferente, mais preocupada com o que me pode fazer mal e tu ainda me podes fazer muito mal. Ver-te e sentir os beijos que a minha boca reconhece, deixa-me com vontade de apenas ter vontade de ti, sem passados, sem lugares obscuros, sem caminhos carregados de pedras...

Nós não nos resistimos, é um facto, mas até fazer amor contigo foi novo, mais atento, menos inocente. Agora, o que quer que faças, digas, ou pareças sentir, terá que ser entendido por mim e isso vai certamente tornar tudo mais difícil.

- Lara minha querida, estou aqui, confia por favor, é a ti que quero.

Não duvido que queiras, mas será apenas a mim? Não duvido dos teus toques, sobretudo quando percorres os meus lábios com os teus dedos e pareces estar a memorizá-los, mas no que pensas enquanto penso em ti?

Falámos de tudo. Houve algum choro à mistura, meu de dores acumuladas e teu de culpa. Dissémos o que estava guardado e não pode acontecer entre quem pretende mais do que uns quantos presentes, sem futuro à vista. Amámo-nos, uma e outra vez, até nos esgotarmos e não sermos capazes de dar mais.

Vi-te adormecer, enquanto te beijava e segurava a mão que encaixaste na minha. Não me desliguei um segundo, mesmo em total exaustão e fiquei a olhar para o homem que me tem feito revolver céu e terra para voltar a ser a mesma. Estás num sono tranquilo e de respiração compassada, mas com quem sonharás e por onde viajarás? Estás sereno e eu num turbilhão que me continua a querer matar-me por dentro.

25.11.17

Vieste...

So hard & pain with tearful movement.


Vieste, mas demorou, como demora sempre para quem não tem certezas. Levaste o teu tempo a cruzar-te com o meu e ainda não sei o que vamos ter, ou viver!

Tenho bem presente as tuas dúvidas quando te falei do meu passado, de tudo o que ameaçava o presente que queria construir contigo e que te fez fugir uns quantos dias, para pesares o impacto de toda a informação. Tenho bem presente que foi doloroso e te deixou umas quantas dúvidas. Então embora lá fazer o exercício ao contrário. Tantos medos em redor do que fiz antes de ti. Antes de te ver. Antes de achar que serias o homem que me serviria. Tantos medos infundados, porque o outro não me interessava, apenas perturbava o caminho que decidira percorrer. Tantos medos sem pele, sem toque e sem traição... O que posso sentir agora? De que forma vou tirar de mim o que injectaste, com um líquido frio e cortante? Como posso continuar a olhar-te da mesma forma?

O que sei, agora e depois de te ouvir contar quem encontraste e de que forma, é que afinal não sentias como eu. Sei que continuas perdido e sem porto à vista. Sei que pode voltar a acontecer, porque a tua insegurança, tudo o que trazes do passado que não partilhas, te vai pôr a jeito. Sei que gosto demasiado de mim, para me desrespeitar e que já bastou que um de nós o fizesse. Sei que nem todo o amor do mundo me faria continuar a amar quem não me consegue ver, nem reter depois de me ter olhado. Sei o que me ensinaste, a não confiar.

Vieste, mas demorou demasiado tempo, e não pareces ter forma de me convencer que me queres o bastante, para reagires ao que quer que te magoou. Vieste, é um facto, mas já não foi igual...

24.11.17

Retiro-me de ti!

“Não vou abaixar a voz  Sei que as palavras que eu digo  São meus pensamentos em voz alta”  — A Day To Remember


Nunca fui o que se apelida de mulher frágil, inquieta ou sequer preocupada em ser igual a todas as outras. Os meus caminhos têm sido percorridos na direcção dos amores que me movem e quando assim não for, então deixarei de ser quem construí. Nunca me lembro de sofrer, demasiado tempo, por quem não me deixa de coração pronto e capaz de tudo o que ainda tenho para receber. Gosto de ser gostada. Preciso que me conheçam e reconheçam e quando não acontece, desisto.

Não sei o que andas a fazer e o que esperas dos silêncios que me ofereces. Não é bonito que te cales perante o evidente, até porque fui eu que entendi o que nunca foste capaz de admitir. Não é bonito que tomes o meu corpo enquanto beijas a minha boca e estás a pensar noutra mulher. Não é bonito o mistério em exagero, porque a dada altura passa a ser uma penumbra e uma chuva miudinha em dias de muito frio. Não ser. Não estar e não cuidar, é apagar o que quer que tenha acontecido. Não é bonito mudar os ponteiros à bússula e procurares um outro norte enquanto me dirigia a ti.

Voltei a fechar-me, em mim e comigo. Passei a desejar nunca te ter conhecido, porque a seres quem mostras, tornas tudo demasiado pequeno, até o amor que supostamente senti. Voltei a não acreditar na verdade que supostamente os outros carregam, porque as mentiras são muito mais sonoras e reais. Voltei-me para o que já escolhera antes, e que foi cuidar do meu futuro, fazendo o que ainda me tornará maior.

Retiro cada palavra bonita e até os suspiros de prazer que me proporcionaste, quando achei que o que me davas era para mim. Retiro os minutos e horas que te ofereci, porque nunca fui apenas eu e nunca estiveste sempre apenas tu. Retiro a benevolência, porque essa levar-me-ia a aceitar-te de volta e retiro as perguntas que te queria fazer, porque já nenhuma me importa. Retiro-me de ti!


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