SELECTED CATEGORYDiário do meu futuro!

12.6.20

Já não me lembro do amor!


Já não me lembro do que se sente quando o amor chega e se instala. Já não sei dizer o que via quando olhava para a pessoa que me mudava os dias. Já não tenho na boca o sabor dos beijos que nunca eram em demasia, porque apenas assim me sentia perto o bastante para saber que estava a viver o que era meu. Já não digo nunca, mas já não penso nos recomeços.

Quem é que nos está destinado até quando deixamos de acreditar que possa voltar a ser possível? Quem é que também continua à nossa espera e ainda assim não o sabe? Quem é que se esqueceu do sabor do amor, mas continua a sentir-lhe a falta?

Nada como aprender a viver com o que se é e tem, para que o aparentemente impossível já não seja parte da equação. Sentir que a paz nos invade, mesmo que ela signifique que já quase desistimos do que antes nos mantinha alertas e vivos, afasta a vontade de voltar a querer entrar na montanha-russa do amor. Procurar pela companhia sem que a alguma vez possa ser uma solidão acompanhada, deveria bastar para que se voltasse ao mundo das relações e se arriscasse, mas ainda assim...

Já não me lembro de adormecer e acordar a saber a quem pertencia, vendo do meu lado quem me acompanhava muito para lá do mundano e planeável. Já não sei o que sabia quando não era apenas eu, mas ainda sinto o corpo mover-se quando me esforço. Já não me reconheço quando percebo que deixei de querer arriscar no que verdadeiramente faz sentido. Já estou em modo stand-by há algum tempo e ligar-me vai ser uma tarefa gigante.

30.5.20

Não há NADA que o foco e a determinação não consigam!


Não há NADA que o foco e a determinação não consigam. De algum tempo a esta parte passei a ter a real noção do meu poder sempre que a vontade férrea se cola ao meu interior. Posso TUDO e arranjo sempre uma maneira empreendedora e criativa de chegar ao meu ponto de partida, passando daí para o que TEM que ser feito. Não voltei a procurar as desculpas que me arrancam o poder que só poderá ser o meu. Não me deixar ficar no "mundo" dos queixumes e do arrependimento. Ninguém poderá saber do que quero e como me sinto quando me imagino no meu lugar. Ninguém poderá caminhar pelos meus passos, afastando o cansaço que ainda se instala, mas que rapidamente afasto para não me afastar de mim. Ninguém acordará com a minha determinação, nem será capaz de sentir a força que me invade quando sou invadida pela força. Ninguém sabe do que já aprendi, mesmo que o tente ensinar.
Estou apaixonada pelas pessoas que mostram o que as move e chegam longe, com trabalho, mas ainda com muitos sonhos para concretizar. Deixei de perder tempo com quem recua mais depressa do que avança e que se segura para evitar sentir a felicidade que não sabe explicar. Nunca mais aceitem o SIM como resposta e passei a usar muito mais o NÃO que me impede de ser e fazer o que determinei.
Não há nada que não seja capaz de fazer com as capacidades que adquiri, com propósito e trabalho. Não há nada que alguém possa fazer para me impedir de continuar a ser muito mais do que pareço não agora e seguramente que nunca mais lá para a frente.

20.3.20

Planear o futuro começa a parecer uma tarefa impossível!



Planear o futuro começa a parecer uma tarefa impossível e é seguramente um luxo a que muito poucos se podem dar. O futuro quando muito será hoje, daqui por 2 horas e ainda assim arriscamos a que desabe o mundo e a que NADA do que tínhamos como garantido o seja efectivamente. Planear o futuro neste milénio, é uma corrida ao contrário e um sonho quase desmedido. Planear até que se pode, mas mentalmente talvez seja mais seguro, porque colocar os planos em andamento obriga a que todos os planetas se alinhem convenientemente e que nenhuma cratera se abra no que outrora era tão simplesmente um caminho regular. Planear o futuro dos nossos, passa pela capacidade de terem já armazenado muita resiliência, coragem, determinação e resistência à frustração. Planear o "implaneável", mas tendo sempre uns quantos na manga, não vá o universo discordar. Planear para acreditar, mas acreditando que os planos nunca serão estanques e que nunca mais voltaremos a depender apenas de nós!

20.1.20

Somos demasiados a percorrer o caminho sozinhos!



Somos demasiados desiludidos, almas que vagueiam na noite com medo de ter medo de tudo. Estamos mais apagados e mais descrentes e procuramos apenas seguir, sendo nós e não pensando demasiado. Percebemos que não controlamos nada e entregamos os pontos para não aceitar o errado, dando-o como certo e apenas sobrevivendo, mas somos demasiados apenas a sobreviver. Temos razões que nos dizem estar certos e vamos recusando explicações que deixaram de se encaixar, talvez porque já não nos encaixemos em lugar nenhum. Somos demasiados sem esperança e sem planos que incluam os que não parecem pertencer. Somos demasiados e estamos a aumentar assustadoramente...

Não quero lugares vazios. Não partilho corações partidos, nem me fixo em dores que ainda assim me fizeram crescer. Não penso demasiado no amanhã, mas não o descarto, desistindo de quem me pertence. Não uso palavras amargas, porque ainda não me escureci o bastante para não ter como ser salva. Não estou em buscas desenfreadas, não do amor que nunca procurei, mas não desisto do que ainda posso partilhar.

Somos demasiados a percorrer o caminho sozinhos. Não sei a quem culpar, nem como o explicar, mas não quero juntar-me, apagando-me!

19.12.19

Estou mais sábia agora!



Estou mais sábia até no pedir e já só o faço para o que for mesmo importante. Estou mais capaz de usufruir do que já sou e ninguém consegue mudar e só me mudo se me servir. Estou mais aberta a ser o que até dizem ver, mas nunca me abro o bastante para que deixe de me ter. Estou muito mais madura e disso ninguém duvida.

Os meus diários, este e o mental, impedem que me distraia e adie o que me travaria os passos já seguros. Carrego mais umas quantas certezas, mesmo que já me importe menos com o que terá que chegar, porque ninguém terá forma de o impedir.

Estou muito mais desligada dos que não me ligam qualquer botão e já consigo sorrir a cada decisão menos acertada, sobretudo quando quase todas envolveram mais coração do que razão. Estou claramente a viver no meu Domingo de sol e não "desço" a mais nenhum outro dia, não sem que o determine. Estou pronta para ser bem mais do que acredito possível e as possibilidades ampliaram-se assim que percebi que existe quem se manterá para lá do meu agora e carregará tudo o que soube ensinar. Estou a viver no registo que me deixa pronta para estar completamente pronta para mim. Estou e sou declaradamente feliz!

19.11.19

Felicidade é...

The Way We Were: 33 Vintage Photographs of Children Playing in the Past That We Could Have Lost Today ~ vintage everyday


Quando comecei nesta caminhada de progenitora, não sabia bem ao que ia, nem de que forma poderia fazer a diferença na vida dos meus, mas de mansinho e com todo o bom senso de que sou feita, percebi que os passos deveriam ser sempre dados na direcção da felicidade. E porquê?

As pessoas felizes são mais resistentes aos embates e vivem as coisas com intensidade, mesmo que as mais pequenas. As pessoas felizes fazem planos possíveis e conseguem visualizar o seu futuro. As pessoas felizes não carregam mágoas, nem o peso de famílias alargadas problemáticas. As pessoas felizes vão querer continuar a sê-lo, porque foi assim que sempre viveram.

Ser mãe fez-me sempre focar no essencial, no que, mesmo sub-repticiamente, passaria os valores e a resistência emocional. Nada é mais importante do que a firmeza até na dúvida e isso fui conquistando a pulso, mostrando-me e provando ser possível. Os filhos absorvem-nos em cada gota e respiram do mesmo ar. Os filhos vão sabendo do que já aprendemos, se o passarmos da forma certa. Os filhos deverão ser sempre a nossa versão melhorada.

Nunca subi demasiado a fasquia no desempenho escolar. Nunca desatei a escolher por eles, procurando o que não fui capaz de fazer. Nunca deixei de os educar para a frustração, porque quando ela existe em casa, o mundo será inevitavelmente mais soft.

Quando percebi o que me cabia como mãe, escolhi criar filhos resistentes, íntegros, amáveis e autónomos, por isso não sofro com o síndrome do ninho vazio, afinal de contas foi sempre essa a minha função, ajudá-los a partir!
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