4.12.17

Se eu te amasse...

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Se eu te amasse como se perder-te fosse uma inevitabilidade, talvez não te tivesse tomado por garantida, a ti e ao que sentes por mim. Eu sei que já me deste, em pouco tempo, muito mais do que alguns conseguiram numa quase eternidade. Eu sei do que fazes, a cada dia, para estares por perto e por cumprires tudo o que me prometeste, segurando-me e não apenas o corpo.

O tempo tem-me fugido, a uma velocidade que receio não saber reverter e por isso querer-te, à tua maneira, passou a ser a minha prioridade.

Se eu já tivesse aprendido, lá mais atrás, certamente que não terias do que reclamar e a presença que quase desprezei, achando que estarias sempre, tem rareado, mesmo contigo por perto. O teu olhar de vez em quando já vagueia. O teu sorriso vem mal me olhas, mas o que os teus lábios calam assustam-me, começas a fazer-me uma falta inexplicável, porque sinto que te estou a perder, sem volta. O meu corpo arrepia-se, por nada, sem motivo aparente e ligo-te de imediato, para me certificar de que ainda não te foste, de mim, levando o que me impediria de continuar vivo.

Porque terei eu complicado o mais fácil? De onde tirei a ideia de que ter o teu corpo no meu, seria eterno? Porque deixei fugir o tempo de que preciso agora para te provar, sem que o duvides, que não te quero perder?

Se eu te amasse como tanto te esforçaste para me ensinar, estaríamos, os dois a caminhar sobre o luar, deixando que a luz nos banhasse e que abaixo de nós a noite não nos apagasse. Se eu te amasse, como tantas vezes pediste, aninhando-te em mim como uma menina de quem deveria estar a cuidar, o meu medo não circularia, agora, mais veloz do que o meu pensamento. Se eu te amasse como se te pudesse, mesmo perder, estaria agora a envolver-te, TODA, de mim e todo o meu cheiro e sabor se implantariam em ti para nunca mais sair. se eu te amasse, não existiriam "ses".

Não se entende, nem se explica...

Konstancja for Atlas Magazine by Koty 2


Não se entende nem se explica, na maioria das vezes, o que procuram as pessoas, o que desejam realmente e até onde serão capazes de ir para se manterem como estão, quietos, miseravelmente infelizes, sem mexerem o pé que poderia acertar o outro!

Não vou ser capaz, muito provavelmente por mais que tente e me esforce, de entender os mal amados, os que andam sempre de dedo acusador apontado para tudo e para todos. Deve ser realmente muito difícil acordar-se zangado com o mundo, a respingar por tudo e por nada, de cara feia e com rugas vincadas dos intensos franzir de olhos e de boca. Tudo desaba de cada vez que se levantam e ainda se parte mais um pouco quando se vão deitar. IRRA!

"Como é que se atrevem, os outros, a serem felizes quando eu estou em baixo e a sentir-me um lixo"?

É isto que pensam os negativos de berço, ao invés de tentarem juntar-se aos que têm riso fácil e que acreditam que as tristezas não lhes pagam as dívidas, nem as de carma.

Não se explica a necessidade, quase que extrema, que alguns têm de ver o lado negro de tudo, duvidando até do que se atreva a correr bem. Não se explicam as ondas negativas que alguns emanam, tendo bem presente que se não são, os outros também não poderão. Não se explica que se escolha impedir as horas de correrem, estando de mal com tudo o que mexe. Não se explicam os sabores amargos que deixam instalar-se, para que nunca se esqueçam de que só sabem mesmo é serem infelizes. Não se explica que não tenham explicação para o errado que não permitem mudar, porque nunca ninguém poderá ser beneficiado. UFA, que cansaço!

O que alimenta a alma?

Movimento

Do que será feito o que não se vê, nem explica, mas sente? O que alimenta a alma, para que ela possa fazer o que lhe cabe e continuar o seu percurso? De que forma interrompemos o que nos foi atribuído e será que o foi mesmo, ou tal como todos os outros seres vivos, teremos apenas funções associadas?

Não consigo ver a minha, mas sei do que é feita, sei agora, depois de todo o trabalho que me deu perceber o que a engrandecia. Mesmo não sabendo qual o seu formato, sei que se alimenta de todo o amor que consigo distribuir e que de cada vez que o sabor amargo se instala, ela se encolhe, comprimindo-me o peito e o coração. Não sei de onde viajou até ao hoje em que me reconheço, mas sei quando está livre, leve e aberta. O que alimenta a minha alma é a minha felicidade e todos os sorrisos que consigo largar, bastando, tal como agora, que sinta a verdade a percorrer os dedos com que teclo as palavras que o confirmam. O que alimenta  a minha alma e a prepara para todas as viagens que ainda empreenderá, é o respeito que lhe tenho por tudo o que me ensina, transformando-me em alguém que me orgulho de representar.

Este é o meu corpo, a matéria visível e a que fiz por merecer, porque tudo o que carrego, até a pele que o cobre, os olhos que espelham quem sou, sem qualquer margem para erro, os lábios dos quais saem séculos de sabedoria, as mãos que consigo dar a quem delas precisa e as que também retiro para poder continuar. Esta sou eu porque aprendi a preservar o que continuará para além de mim, assim, como me prevejo agora.

Não sei para onde irei depois desta vida, mas sei que vou fazer todas as outras de forma mais segura, porque o que sou hoje certifica-me de que estou muito mais pronta. Não sei que talentos me encherão, mas a humildade com que vejo para além de mim, será sempre o maior. Não sei o que alimenta as almas, mas sei do que precisa a minha e é dela que cuido!

3.12.17

Sexto sentido, quem tem?

Need some happiness today? Come visit my "FOTO" board where everybody is laughing http://pinterest.com/Meguim/foto-shiny-happy-people/


Não são apenas as mulheres que têm o sexto sentido apurado, mas algumas já vão tão para lá do sétimo, de tal maneira, que não tarda vão saber do que os outros são capazes, antes até de o terem sonhado, ehehehe, isso é que dava um jeitaço.

O sexto sentido não é mais do que uns quantos semáforos vermelhos a piscarem sem parar. Deveriam ser capazes de nos impedir de avançar, mas como teimamos e vamos tentando olhar com atenção para todos os lados, acabamos "esborrachados" por um camião.

- Ai se ao menos me tivesse ouvido. Se não me armasse em arrojada e desistisse logo...

Bem, a cautela é realmente a arma dos sensatos, mas caramba, também temos que ir vivendo o que nos surge, esperando que não estejamos sempre erradas, até mesmo quando tudo aponta para que sim. Quem sabe, um dia, de preferência antes de estarem a ler o nosso obituário, não acertamos na avaliação de uns quantos montes de esterco que por aqui abundam, só ainda não decidi se é de vaca, de boi ou de cavalo, mas também não deve interessar nada, cheiram mal e pronto.

Devemos ou não ter atenção ao que diz o nosso sexto sentido? Sim, claro, mas teremos sempre umas quantas alternativas e uma delas passa por comer o que nos der na real gana, mesmo que no final tenhamos uma enorme crise de vesícula. Alguns males compensam os remédios. Certo? Naaa, estava só a ser irónica. Quando não presta, não presta mesmo e depois então ainda vai saber muito pior.

Não sei porquê, mas achei que estava a falar de uma coisa e acabei noutra...

Tudo, tudo, não é possível...

Karol Grygoruk


Não é possível estar em todo o lado, apoiando todos e aceitando cada solicitação, sem que sejamos de alguma forma penalizados. Até eu já o percebi, por isso digo NÃO mais vezes. Sei que ficam umas quantas pessoas penduradas, mas mesmo que tenha sido privada de algum oxigénio ao nascer e por isso use de tantas velocidades, já me consigo parar, para que não seja parada pela vida. Não é possível que seja sempre eu, não para outros que não eu mesma.

Os dias continuam a crescer, as decisões avolumam-se e dou comigo a pensar como seria bom ter quem decidisse por mim, uma única vez que fosse e que pudesse estar apenas deitada, ao lado de quem estivesse do meu lado, sabendo que estava bem e ficando eu também. Que bom que seria que tomassem conta de mim, e que eu o permitisse, sentindo apenas, sem o muito que me acrescento de forma desmedida, estando sempre na dianteira e vendo em primeiro lugar o que muitos tratam de evitar.

Não é possível que seja sempre eu, não para o que não me cabe, porque também descarrego. Também me canso. Também quero apenas não querer nada e deixar-me ir... Não é possível que seja sempre eu e como aprendi a dosear-me, perdoem-me os que vão ficando para trás, mas já que sou a minha pessoa importante, tenho que me dar a importância que mereço.

2.12.17

De quem é este mundo?

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Este é um mundo de homens. Há quem diga que é e eu, lamentavelmente terei que concordar. No entanto, e como diz a música "This is a man´s world", sem a mulher certa não faz qualquer sentido!

Não importa quem o começou e de que forma o tem mantido, ao mundo claro está, o que importa é o papel que queremos assumir, e nisso nós as mulheres, demarcamo-nos um pouco, eu sei que será pelo muito que já nos cabe, mas temos que arregaçar mais as mangas e fazer deste mundo, um lugar que sirva melhor as mulheres. Somos ou não somos a maioria?

Caramba, até parece que estou a começar um movimento revolucionário, nada disso, nem me peçam para queimar os soutiens porque os meus são caros. Estou apenas a incentivar à tal da mudança que tanto apregoamos, e que deve começar por quem dela necessita, sem deixar nas mãos dos outros o que nos cabe a nós resolver.

mundo será de quem o conquistar emocionalmente, de quem dominar o sentimento mais instável, tanto quanto o são algumas substâncias líquidas e gasosas e por sinal bem perigosas. O mundo vai acabar por pertencer a quem o deixar evoluir, seguindo normas que tantos questionam, homens claro está, porque lidam mal com a sensibilidade da qual também são feitos, ou será que se conseguem esquecer, em algum momento, que nasceram todos sem excepção, de uma mulher?

Este mundo de homens começa a cansar, pelas mais variadas razões. Está a deixar de ser o lugar que quero deixar aos meus filhos e está a afastar-se, vertiginosamente, da humanidade, delegando para segundo plano a única coisa que lhes poderá conferir felicidade. Não vou dizer qual é, porque também precisam de pôr o cérebro a funcionar, de contrário ele cola.

Mundo de homens, que os homens não terão forma de manter sem as mulheresMundo ao qual temos todos direito, devendo duplicar juntos o que for benéfico e eliminar o que nos magoar. Cada vez é mais necessário, porque cada vez temos mais dores instaladas e menos capacidade de as fazermos parar.

Se este é um mundo de homens, está na hora de mudar de gerência. Agora é que vou parar à fogueira!

Será o amor uma doença?

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Será que o "bicho" que nos invade o coração e se infiltra sem antídoto conhecido é mesmo uma doença? Será que se propaga a velocidades distintas, assim seja mais frágil o portador? Será que podemos impedi-lo de se alojar no maior orgão que conhecemos, se soubermos ao que vem?

Já me estou a rir a bandas despregadas. CLARO que não, nem teria a menor graça se assim fosse. Deixemos entrar o dito cujo e ele que faça os buracos que entender, porque por eles acabará a passar o que não provoca danos e se aninha nas sensações boas que apenas proporciona o tal do amor. Amar é BOM e cura até as más línguas, porque uma vez amando, nada do que se diga importa. O amor é uma doença necessária, mas tem sintomas bem distintos. Para uns arrepia, movimenta, incentiva a que se saltem barreiras e se atravesse o gelo sem roupa adequada. Para outros, bem, para esses, os tais que nunca sabem porra nenhuma, nem quero ter bonecos que me expliquem o que lhes provoca.

Já amaste hoje? Não? Porquê?

O que fizeste de realmente produtivo que conte mais, a longo prazo, do que amar quem te ama de volta? Até que ensino umas quantas coisas, está no meu ADN fazê-lo, mas a sentir da forma certa, passando o que não se aprende se continuarmos fechados a nós mesmos, aí vou dizer como os italianos, non me frega nienta (podem usar o google tradutor).

Será o amor uma doença? Se fosse já tinha visto morrer uns quantos, por falta de defesas e resistência emocional, mas esses são os que não morrem nem que os matem, por isso, a resposta continua a ser não, o amor não é uma doença e será a salvação dos que ainda não estiverem definitivamente perdidos...

Posso desistir de todos, mas nunca de mim...

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Nunca me ensombro com o que correu mal. Nunca me permito ficar, demasiado tempo, no chão se me magoarem, porque não controlo quem chega, nem a forma como alguns se construíram, nem me cabe mudá-los. Nunca metralho demasiado o cérebro com os porquês de algumas almas, porque algumas são desprovidas de qualquer conteúdo e apenas deambulam por aqui. Nunca as culpo, mas também não desculpo os erros premeditados, porque sermos adultos acarreta responsabilidades. Nunca passo mais dias do que os meus dias me permitem, a tentar encontrar razões onde elas não existem, porque as minhas energias são o que me mantém capaz de ir derrapando nas pessoas erradas.

O que me forço a fazer, sempre que estiver próxima de mais um final de etapa, é balançar os pratos que até agora estiveram sempre desequilibrados. O que já desisti de querer explicar, até porque não o sei fazer, é porque razão teremos por aqui, neste pedaço de mundo que pertence a todos, quem não sirva para coisa alguma. O que quero e isso já sei que vou conseguir, é mudar-me, mudando quem estiver no meu percurso e sendo lembrada pelas coisas certas. O que exijo, a mim, sempre a mim, é saber quem deve ficar ou partir.

Sou a pessoa mais acessível, abnegada e disponível que encontrarão, mas serei igualmente a mais determinada a fechar portas com 3 voltas de chave, a intransigente se não estiverem à altura e a indisponível sem qualquer regresso. Sou muito para os que tiverem tudo, mas serei nada para quem apenas ocupar espaço. Sou a que terá muito mais para fazer acontecer e por isso mesmo nunca farão falta se não se mostrarem essenciais.

Posso desistir de todos, mas nunca de mim e é bom que estejam certos de que uma vez tendo desistido, só se o sol nascer ao contrário mudarei de opinião!

1.12.17

Já agradeci como sempre faço...

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Thank You

Obrigada a ti, a mim, a vocês, ao mundo por girar da forma certa, aos amores, aos sonhos, à vida e aos sorrisos. Eu poderia continuar, indefinidamente a agradecer o que merece ser olhado como uma benesse, um privilégio, sorte ou fortuna. Agradecer tem preceito, não chega apenas um obrigado, um sorriso, ou um abraço. Agradecer tem que nos carregar em cada sílaba e som. Agradecer engrandece os outros, dá-lhes a importância que o nosso obrigado mereceu e prova-lhes que fazem as coisas da forma certa e que deverão continuar. Agradecer lembra-nos do quanto precisamos uns dos outros e de como somos pequenos se não tivermos com que nos partilhar. Agradecer regressa para nós, em forma de um obrigado ainda maior e enche-nos de um prazer que poucas palavras conseguem.

Eu agradeço, quando te reconheço. Eu agradeço quando te amo, quando tenho a certeza, quando te provo que és tu e de cada vez que apenas agradeço com a alma.

O meu obrigada de hoje tem pouco de diferente dos mil obrigados que consigo esbanjar, fazendo com que até as pedras da calçada sorriam. O meu obrigada é para os que nem sempre estão atentos, para os que não sabem do que sei e que ao sabe-los só poderia estar grata. O meu obrigada vai para os que conseguiram entrar na minha vida, baixando as minhas defesas e derrubando o muro que construí demasiado alto. O meu obrigada vai para ti, e para ti, sim e para ti também, por tudo o que me fizeram fazer, e por cada palavra que juntei e construí como agradecimento.

Vou agradecer como sei que devo, porque nada do que faço é apenas para mim, isso seria demasiado solitário e sem sentido. Já agradeci e nunca me canso de o fazer, pelos meus filhos, pela família de sangue e a que fui estendendo, com o tempo e a determinação que me caracterizam. Já agradeci o dia de hoje e até os outros mais duros, de "ontem", porque só tendo poderei realmente ter. Já agradeci pelo amor que me tenho e por aquele que saberei reproduzir quando chegar a pessoa que me faz falta, porque quando acontecer, terei a certeza de ter agradecido da forma certa!

Eu sei o que tens pedido ao Pai Natal!

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Eu sei o que tens pedido ao Pai Natal, mas ele não te deu, porque será?


Quem é que te conhece, o bastante, para te poder inundar das pessoas certas? Quem sabe afinal do que precisas? Quem vê, para além do futuro, se elas poderão ou não ficar?

Não reclames do que não te deu o Pai Natal, porque ele sabia o que estava a fazer. Nem todos os presentes que chegam bem embrulhados, trazem dentro o melhor e o esperado. Não olhes para o exterior, não te iludas com o que pensas saber dos outros, e não te desiludas de cada vez que se revelarem, porque cada um tem o que lhe cabe e nem tu o poderás mudar.

Pediste ao Pai Natal um amor que ficasse, alguém que soubesse do que és feita antes mesmo de te tocar. Pediste um coração gigante, puro e capaz de amaciar o teu. Pediste o que sabias que nem o pobre do Pai Natal te iria poder dar. Porquê? Porque como tu não há, porque a tua versão masculina não existe, porque a metade de alguém é apenas isso e nunca se poderá juntar à tua inteira.

Espero que saibas o que pedir este Natal e que se a neve não te chegar, até porque já não lhe tocas há algum tempo, então que seja sol, muito sol, tanto sol que te derreta as mágoas e te lave a esperança.

Pára de pedir, e encontra. Vai à procura do que sempre te importou, nem que seja no pólo norte.
Pára de esperar que as palavras curem quem está doente, porque elas apenas agitarão fraquezas. Pára de te imaginar no futuro de alguém, e mantém-te tu, no teu, como só tu consegues.

Eu sei o que tens pedido ao Pai Natal, até porque estava lá quando o fizeste. Não parece ter adiantado, pronto, outros virão, seguidos de muitos carnavais, envoltos em tudo o que alguns verões ainda serão capazes de reconstruir!

Definição de predador!

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Um dos prazeres que acabo por sentir deste meu percurso literário, é a interacção com quem me segue, porque é dessas pessoas que me chega muita matéria, acabando por ser um dar e receber, como se espera de tudo na vida. Sou confrontada com imensos casos reais, dores que têm nome e lugares que existem mesmo, mas por vezes também surgem as perguntas, achando quem me lê, que eu a que escreve, terei talvez acesso a algo mais, quiçá divino, lamentavelmente não é verdade. No entanto e porque faço muitos quilómetros de estrada real, posso sempre deixar a minha visão das coisas e se ajudar de alguma forma, uma ou outra alma mais cansada, a minha repousará mais um pouco!

Agora vamos lá ao que importa. Ora então os predadores. Atenção, eles não são feios, porcos e maus. Já não cheiram a cavalo e a acontecer, será sinal de algum status, ou dinheiro, digo eu que não o conto. Os predadores são de todas as formas e formatos. Têm empregos respeitáveis, ou que já o foram em tempos. Não andam mal vestidos e até carregam em marcas bem conhecidas e facilmente indicadoras de que não andam a pedir à porta das igrejas, também não é que alguém lhes desse alguma coisa, mas adiante.

Definição de predador, muito pessoal e rebuscada, tendo como intuito fazer-vos pensar, mas rir e aliviar da pressão diária, até porque lá fora está um sol que aquece TUDO. Já no século passado se escrevia lindamente sobre o tema e na história do Capuchinho Vermelho, o lobo não vem retratado como suspeito, feio e ignóbil. Ele já conseguia com as suas boas maneiras e bom vocabulário, enganar os menos atentos. Vejam lá que até comeu a avó. Naquela altura era literalmente comer, nada mais do que aquilo que vos passa pela cabeça quando lêem esta palavra, comer. Os predadores não precisam de ter alvos, alguns deixam-se ir na corrente, pescando o que saltar, se for salmão melhor porque esses nadam ao contrário e por consequência são mais fáceis. Os predadores têm sorrisos conciliadores e olhos que olham dentro, porque afinal meus amigos, eles também lêem as avaliações cientificas acerca da forma como se comportam os respeitáveis. Se até há quem engane os detectores de mentiras... Os predadores abraçam-vos e permitem que encostem a cabeça, protegendo-vos, aparentemente do que vos ameaça. Ups! Os predadores são gajos giros. Charmosos. Interessantes e bons coversadores, lá está, também leram a história da outra que até usava vermelho, hoje seria ela a comida. Os predadores vão continuar a sê-lo, desiluda-se quem achar o contrário e atenção, o Natal está à porta, mas já cresceram o bastante para não acreditarem no homem das barbas brancas. Certo?

Como é que nos livramos deles afinal? BOA, ainda não cheguei a essa parte, perdoem-me, mas tenho andado pela biblioteca à procura de literatura que nos safe, que seja tipo contra-informação. Quando encontrar, juro que partilho, mas até lá, cuidado, olhem várias vezes por cima do ombro, because the boogie man can be watching you!
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