14.12.17

Tanto que se complica as coisas simples!

Woman With Umbrella on Beach


Tanto que se complica as coisas simples, tanto que se foge do óbvio, do que tem que correr da única forma possível, não entendo, juro que não!

Lembrem-se que esta vida, a que vivem agora, é a única da que se recordarão, por isso há que a viver da forma certa, para que faça sentido e para que nos deixe capazes de aguentar o que for chegando, sem aviso.

O que é que afinal nos cria armaduras para os arremessos dos outros, para as pedras tantas vezes invisíveis, mas que fazem mossa e que magoam? É o tal do amor, o sentimento que criamos com quem estiver, incondicionalmente, connosco. Não existem fórmulas mágicas, apenas tentativas, mas certamente que serão mais bem-sucedidas com a pessoa certa do nosso lado. Eu não sou uma alien, nem sequer as centenas de pessoas que me circundam e que ainda não desistiram de receber o que já estão prontas para dar, há demasiado tempo. O que já percebemos, foi que é esta a forma, não há outra que tenha sido testada e que resulte igualmente bem, por isso para quê inventar?

Não vou desistir, nem tenho porque o fazer, até porque ainda arrisquei muito pouco. Quero apenas o que me estiver destinado, e está, só pode, porque ninguém consegue ser feliz sozinho, ninguém sabe como interromper um percurso estando vivo, se o estiver realmente e eu quero o pedaço de felicidade que me foi prometido, assim que nasci.

Nada como estar preparada mentalmente, porque tudo o resto depois flui com naturalidade. Vida, aqui vou eu!

Não aceites que te magoem!

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Não aceites que te magoem, ou que te concedam um lugar mais abaixo do que aquele que é teu por direito, porque se começares a ceder, e se escolheres olhar para o lado na esperança de que melhore, nunca mais voltarás a ter o controlo, nem sequer de ti!

Eu costumo dizer que quem não nos ama com a força toda, logo de início, jamais o conseguirá fazer. Os inícios são de natural ilusão, de paixão desmedida, de desejos que se alimentam e de corridas de maratona para quem tiver fôlego. Os inícios são de tesão, de muito corpo e de vontade de satisfazer quem nos satisfaz, mas se nada for minimamente parecido, se te relegarem para um "depois de mim", não tenhas ilusões e salta fora mesmo que o carro esteja em andamento, quando muito partirás uma perna, mas com gesso vais lá, recuperas em menos de um mês. Já de um coração partido...

Existem sinais, claros, muito claros, que deverão ser respeitados. Existem pessoas que sempre gostarão mais de si mesmas do que dos outros. Existem relações que dão mais trabalho do que prazer.
Existem amores que estão camuflados, que são apenas paixão ou vontade de coleccionar mais um troféu.

Se o vês e entendes assim, não te diminuas, não te reserves o lugar de espectadora, afinal de contas tu és o principal objecto de desejo, usa-o e experimenta abusar para ver quando quebra, se for imediato, então respira fundo, e agradece, com convicção, pois terás certamente sido bafejada pela sorte, foi-te poupado um prolongamento sem golos.

Não deixes que te deixem mal, recebe com ambas as mãos e aceita apenas o que vier na proporção do que dás. Quando o fizeres e fores feliz, não te esqueças de me contar!

Jogos de poder!

Rita Hayworth and Glenn Ford playing cards between takes on the set of Gilda


Segundo parece o que importa agora é jogar, mostrar que temos poder sobre os outros, tendo mais para dar, e sendo, aparentemente, mais valioso!

Para saberes as regras de um jogo, terás que o conhecer bem e certamente que ficarás à frente, dominando as diversas mãos, de cada vez que recomeçares. Dá trabalho. Obriga a algum empenho, mas assim que souberes como conhecer os adversários, vencer será uma brincadeira de crianças.

Os jogos de poder não são mais do que a necessidade de se ficar por cima, mantendo o ego em pé, porque de outra forma e ao mínimo vento, ele abanará com risco de partir. Os jogos servem aos que fingem, metade do tempo útil, para conseguirem sobreviver à outra metade. Mas os jogos também requerem alguma sorte e é bom que a consigamos manter...

Gosto de observar os outros, já o faço há algum tempo, mas agora pedi cartas para mim também e nas primeiras duas voltas saí vencedora. Como ganhar vicia, pelo menos até que se perca, vou manter-me atenta ao que se faz enquanto se joga, com vidas, emoções e sonhos. Depois vou relatando cada volta. Até à próxima jogada!

13.12.17

Os teus olhos disseram-me quem eras!

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Os teus olhos disseram-me quem eras, o que estavas a sentir, e eu acreditei. Acreditei porque estiveste sempre tu lá, neles. Eras a pessoa que se escondia de mim, que sorria para disfarçar o desconforto e o receio de perder o que ainda nem tinha conquistado. Eras o meu mundo, eu sabia o que significavas para mim e como cada um dos meus desejos se conseguiria desvendar se ao menos estivesses por perto. Eu sabia que se soubesses esperar, eu chegaria, de mansinho, ao teu mundo.

Nos teus olhos tive sempre a sensação do amor intenso que tinhas por mim, não precisando de o dizer, porque de cada vez que sentias vontade de falar, de me falar de ti, os teus olhos quase se afogavam numa água límpida que ameaçava jorrar para fora, inundando-me de todo o turbilhão de que padecias. É dos teus olhos que sinto falta, porque eles nunca me mentiram. Eles olharam-me sempre, tão dentro de mim, que agora me falta tudo, estou vazia e já ninguém me olha mais assim. Agora que te foste e levaste contigo o que já me pertenceu, vou apagando, devagarinho, um dia de cada vez, o que já vivi e muito dificilmente conseguirei sentir de volta. As suas cores estão a desvanecer-se, o brilho apagou-se e a noite roubou todo o protagonismo aos muitos dias que já tivemos ambos.

Os teus olhos sabiam falar e disseram-me tudo o que me forço agora a esquecer, porque não soubeste esperar e porque eu teria realmente ficado!

Devemos baixar ou subir a fasquia?

EM


Devemos baixar ou subir a fasquia? Boa pergunta! Alguns acham que quando as alternativas começam a escassear, deveremos "comer" com mais osso ou espinhas, aceitando que a carne é cara. Já outros, e depois de se terem melhorado e trabalhado para serem mais, entendem que não deverão aceitar qualquer carapau, ou entremeada. Opá, não sei se isto é da fome, mas falar de comida fez-me sentido.

Cá para mim e desde que presto atenção a uns quantos, percebi que para alguns estarem acima dos outros lhes insufla o ego e confere-lhes uma sensação de enorme poder e talvez por isso, mesmo que outrora tenham sido muito exigentes, analisando todos os comportamentos do sexo oposto, e referindo com toda a convicção que só aceitavam este ou aquele tipo de mulher, porque isto ou porque aquilo, bla bla bla whiskas saquetas, agora desatam a comer até do chão. Arre porra... Querem ver que a terra passou a girar ao contrário, ou será que a dita cuja idade chega tão determinada, que vale mais comer pouco e sem sal, ou com sal em demasia, a não comer de todo?

Oh minhas amigas, o que será feito de nós, as que ainda têm tudo no sítio, sobretudo a postura e a classe? Para o museu da Madame Tussaud não podemos ir porque não somos famosas, será que nos vão desmontar e usar para estudos científicos?

Bem, preconceitos à parte, cada um que "coma" do que lhe apetecer, quando puder e enquanto puder, mas tentem fazê-lo com algum preceito, porque espinhas encravadas trazem problemas sérios e já nem vou falar de ossos que não passam...

Como é que nos curamos dos desamores?

Silhouette of Woman Near Sea Shore

Como é que nos curamos dos desamores? Com doses massivas de "medicação", que até pode arrasar com os outros orgãos, mas que cura a doença imediata e nos liberta do problema maior!

Quando nos arrastamos nas decisões, teimando em querer ver melhor, em esperar pelas surpresas e em achar que até pode ter havido engano, apenas adiamos o inadiável e conservamos uma falsa esperança. Por vezes somos bafejados pela sorte, e quem está do outro lado, quem até já fez as malas e prosseguiu, prova-nos sem qualquer sombra de dúvida que não adianta insistirmos, que já nem estamos mais nos seus planos ou pensamentos e levamos uma bofetada com tanta a força que nos acorda. Pode até doer um pouco, como dói o penso rápido arrancado de uma vez só, mas garanto-vos que resulta, porque as dúvidas vão-se, a capacidade de aceitar o óbvio passa a vir de forma tranquila e recebe-se ordem de soltura. "Vai mulher, faz-te à vida".

Como é que nos curamos dos desamores? A forma nunca é a mesma, mas o que vai importar é que funcione, porque para que termine tem que ter começado. Para que se saiba por onde ir, há que se ter experimentado o caminho. Para que sejas um e não outro qualquer, teremos que saber o que fazer contigo...

12.12.17

Somos diferentes, pois tá claro!

Grayscale Photo of Man and Woman


Somos diferentes. Pois somos mesmo, até para o bem do mundo convém que sejamos. A nossa diferença ainda fará correr muita tinta e permitirá que se escrevam romances épicos e se façam estudos de caso!

Os homens recorrem a formas bem diferentes das mulheres para "sobreviverem" a um desgosto amoroso. Por norma fecham-se em si mesmos, sofrendo em silêncio e esperando que passe, sem que ninguém dê por isso.

Um homem não chora, certo?

Se acham que sim, quem sou eu para contrariar. Têm quase sempre uma razão que ninguém entende e recusam falar sobre o óbvio. Fugir é o melhor remédio e de preferência para outro planeta.

Já as mulheres, gritam e esperneiam, falam de tudo com todos quantos se lhes cruzem no caminho, até com o carteiro, se ele tiver tempo. As mulheres lavam a alma como a usam, com palavras, com choro, muito, com ameaças que raramente cumprem, e depois, depois pronto, arrumam com a coisa e seguem em frente, não sem algum drama digno de novela mexicana. Como já perceberam, eu exagerei um pouco, construí um boneco demasiado brilhante, mas no geral, somos basicamente iguais uns aos outros.

 O que continuo a achar interessante, é a nossa capacidade, a das mulheres, de desculparem o indesculpável, "se calhar isto, ou aquilo"; "coitado, às tantas..." Blá blá blá! Oh mulheres, quando ele não diz mais nada. Quando desaparece de circulação e não nos procura, foi-se, voou e foi à procura de novo ninho para construir. Piriquita nova, mais animação e outro divertimento.

Sejam homens ou mulheres, se o que tiverem em mente for manter quem amam, nada os demoverá de serem bem-sucedidos. Quando sabemos que do outro lado de nós está quem nos mudará a vida, nem um tsunami nos fará recuar. Perceberam? Os "ses" e "ques", são apenas desculpas esfarrapadas, por isso sigam com a vossa vida e procurem, também vocês, novo macho para que o ninho seja bem feito.

Eu ainda vou acabar a escrever um manual de auto-ajuda, esperem só para ver!

Gente que a gente não reconhece!

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Distorções que nos deixam incrédulos. Gente que não se encaixa em lugar algum, porque passa demasiado tempo a olhar para o lado errado da vida de todos. Comportamentos que assustam, pela deformação, mas que terão que servir para nos abrir a pestana.

Gente que a gente não reconhece e nem quer conhecer. Eu sei que não quero. Será que as mudanças climáticas estão a afectar cérebros mais danificados e sem qualquer conteúdo ou massa? Como é que dormem à noite? O que lhes sobra do que tiveram, quando aparentemente nem teriam nada? Gente que a gente não reconhece porque daria demasiado trabalho. Gente que não podemos incluir em lugar algum, porque acabaria, o lugar, demasiado conspurcado, tanto que nenhum detergente o limparia. Gente que tresanda a pequenez emocional e vão lá saber que me cruzo com uns quantos. Gente e gentalha que ocupa mais espaço do que merece e tantos que faziam falta e já partiram...

Por norma quando escrevo assim, há sempre quem me pergunte se estou amarga ou zangada. NÃO. Acham? Se não soubermos conviver com o lixo, nunca teremos forma de apreciar a limpeza. Estou apenas em fase analítica, porque pensar impede o cérebro de colar.

Ai tanta gente que ainda vai sentir a mão pesada do destino, mas nessa altura bem poderão gritar por Santa Bárbara, porque vai trovejar na mesma!

Vou confessar...

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Vou confessar que nisto das relações não sei jogar e não entendo as que parecem ter sempre e apenas dois lados opostos!

Não quero ter que pedir para que olhem para mim, já não. Sinto-me numa tranquilidade tão profunda, que por vezes quase que pareço flutuar, e  por isso a ideia de nunca ter quem chegue a ser meu deixou de me perturbar. Cada um de nós terá aquilo para o qual "trabalhar" e o que tiver que nos pertencer, acontecerá com toda a certeza, mas sem forçar e sem ter que implorar.

Gostar de alguém, sentindo, nem sempre de imediato, que será com ela e por ela que conseguiremos superar o que vier, faz com que tudo se encaixe, mas nunca pela imposição, porque quando não estiver claro para uma, não estará onde deve. Gostar de alguém é um acto tão natural como respirar, e sem ar ninguém vive. Gostar de alguém é ter certezas, não deixando que o medo se instale. Gostar de alguém é perceber que poderemos ter o prazo que cada um se atribuir.

Tudo é tão efémero e tão frágil, que percebi não valer a pena desgastar-me com quem não sabe, não tem e não consegue. Quem me quiser querer que me cuide, sobretudo para que eu possa acreditar, porque  palavras, essas têm um eco tão próprio em mim, que usar, mesmo que ao de leve a errada, significará o fechar da única porta pela qual poderiam entrar. Não sou pretensiosa, vim apenas "armada" de nascença, com uma capacidade que enlouquece muita gente, mas quem não souber como me segurar, por palavras, então que use, uma única vez, a certa, e ficará totalmente livre de amarras. Palavras usadas sem cuidado, provam apenas que a pessoa a quem as dirigimos não tem qualquer valor

A insegurança é dolorosa, a dúvida é feia e ambas juntas não valem o resultado final. JAMAIS, mesmo arriscando o arrependimento, forçarei alguém a ver o que esteve sempre lá. JAMAIS darei amor a quem não fizer por me merecer. JAMAIS voltarei para o ponto de partida, recomeçando o que nunca terminará da forma certa. JAMAIS ficarei disponível quando a indisponibilidade se instalar.

Já me confessei, tal como também já me redimi, deixando de ser responsável por qualquer outra pessoa que não eu mesma!

Brindando com uma taça de vinho na mão!

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Brindando com uma taça de vinho na mão. Com o cenário perfeito por trás, tu. Com a pessoa que faz de mim uma bem melhor. Com a chuva lá fora, mas cheia de sol dentro, de mim e de nós. Com todo o amor que te tenho e a certeza de que me amas de volta. Com a força que me passas e eu te devolvo. Contigo, hoje e enquanto nos reconhecermos!

Vai sempre bastar uma única palavra para que o que fazemos bem comece. Não precisamos de muito para nos superarmos, porque sabemos do que é feito o outro e cuidamos de nos cuidar, da mesma maneira e ao mesmo tempo. Fazemos o que deve ser feito para que nada fique para lá do que queremos e ouvimos, com toda a atenção, o que o outro tem para dizer.

Brindando com uma taça de vinho na mão, sem motivo, mas com todos os que nos trouxeram até aqui, desejamos o que é suposto a quem amamos. Vida longa. Muita saúde. Amor aos magotes, Sorrisos daqui até à lua. Toques de seda, no corpo e no coração. Razões para nunca as deixarmos de ter. Confiança, respeito e olhares que sabem ver. Brindando contigo porque conseguimos, por mais um ano, mantermo-nos longe do que nos poderia afastar. Brindando à nossa capacidade de nunca descurarmos quem nos deixa e faz bem. Brindando ao dia em que esbarrámos um no outro, e a todos os que soubemos prolongar. Brindando ao que é verdadeiro e nunca nada o será mais do que o amor que se conquista.

- A ti ,minha querida, que me mudas de cada vez que te olho.
- A ti meu amor, por seres o exemplo que faço questão de seguir.


11.12.17

O que faço desde que te foste...

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O que faço desde que te foste. Os movimentos que o meu corpo permite, são mecânicos, seguem uma rotina que não é a minha, nunca foi, mas há muito pouco que consiga fazer e queira, porque sem ti, não sou, não tenho, não quero e não me sinto...

Os meus sorrisos são esgares. Os meus olhos não têm brilho, e o meu corpo deixou de me respeitar, nem poderia, porque o comando de forma errada e deixo-o, abandono-o, para que me doa menos, mesmo que não pare de doer.

Os meus movimentos, contigo, eram cadenciados, tinham ritmo, carregavam todo o desejo que carregava por ti. Os meus movimentos, logo que te via, tornavam cada músculo mais forte e capaz de passar a energia a todos os outros, para que também tu o sentisses. Os meus movimentos deixavam-te a cantar, a assobiar as minhas músicas e traziam-te, a cada minuto, até à minha boca para que a beijasses sempre e para sempre.

Tu prometias-me, juravas e afirmavas, sempre que me apertavas, forte e determinado, que nunca me deixarias só, porque sozinha eu não serviria a ninguém. Tu prometeste, homem da minha vida, que estarias onde estivesse eu, que cuidarias de cada centímetro do corpo que agora deixou de funcionar, que me acordarias com a energia de que eras feito e da qual me alimentava, para me levasse até ao resto da vida que já tive e da qual nem sequer me recordo. Tu prometeste, no primeiro dia em que soubemos os dois, que só poderia ser assim, que só poderíamos ter este percurso, que só nos poderíamos amar, um ao outro e que eu poderia adormecer quieta, porque me estarias a velar o sono no qual sonharia contigo.

Eu sinto que vou gritar, que preciso de chorar até que as lágrimas corram pelo chão que percorrias, mas os meus movimentos falham-me e deixaram de sequer fazer sentido. Tu prometeste amor, e eu acreditei, tanto, como precisava de acreditar agora, que irei continuar a viver, porque apenas sobrevivo. Tu prometeste-me amor, por isso não podias ter ido, não deverias ter deixado que te carregassem, ficando tão quieto como estão os meus movimentos agora..
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