Sozinha!




Sozinha é como estou, mas insisto que vivo bem sem ti sempre ao meu lado, que consigo resistir aos milhares de quilómetros que nos separam de cada vez que decides crescer um pouco mais e desbravar mundos, mas apenas para não parecer frágil e ansiosa. Na verdade queria gritar-te que não fosses, que não me deixasses, que te posso dar tudo o que precisas e procuras...

Se fosse corajosa cobria-te de beijos, de pele, de tudo o que te tirasse a inquietude e a insegurança. Se não receasse um NÃO, falava de mim, do que sou e quero. Dizia-te que os dias passam demasiado depressa para fugirmos do que queremos e procuramos.

És tu a outra parte que quis e por quem esperei mesmo quando não sabia quem eras. Sozinha não tem sabor. Sozinha não há temperatura que me aqueça. Sozinha não existem olhares, nem sequer sons.

Estou sozinha, mas continuo a procurar-te no outro lado da mesma cama, aquele que não quero ocupar e que mantenho frio, nú e sem o cheiro que conheço tão bem. Estou sozinha, mas não quero. Estou sozinha e não tenho forma mudar o que sou e tenho agora. Estou sozinha porque te deixei ir e faço-o sempre que escolhes seguir viagem para lugares que supostamente te enchem e preenchem. Estou sozinha, mas hoje está a ser muito difícil!

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