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Estar presa a ti aprisionou-me!

Estar presa a ti deixou-me numa prisão emocional da qual tive que saber sair, para que a alma não saísse de mim. Estar contigo sentindo que nunca estavas verdadeiramente, apenas seviu para me encher das dúvidas que carrego ainda hoje e que já ameaçaram colar-se para sempre. Estar no mesmo tempo e momento, mas sabendo que não era apenas eu, foi afastando o desejo de alguma vez acontecer o que na verdade nunca deveria ter acontecido. Estar presa na ilusão de ter a mesma importância que me atribuo, foi-me desgastando e desesperando pela tua impossibilidade e falta de vontade. Estar contigo no pensamento, mais de metade do meu tempo útil, mas sabendo, porque o sentia e previa, que não era em mim que pensavas, lavou, com uma espécie de lixívia emocional, qualquer desejo de futuro. Tanto que ainda poderia dizer, mas estaria tão somente a repetir-me, repetindo o mesmo ciclo em que me coloquei. Tantas dores desnecessárias e tão pouco prazer a compensar, que a única recompensa possível e mere
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Deixa-me...

Deixa-me ser da minha maneira, pelo menos uma vez. Deixa-me encher de egoísmo o que sempre foi amor e cuidado, mas misturado com todo o carinho que apenas devoto aos que me importam. Deixa-me , permite-me, ficar do lado certo de mim e do único mundo que tenho e do qual te recusaste a fazer parte. Deixa-me chorar por cada falha e insucesso, porque falhei aceitar que não me conseguirias ver à primeira. Deixa-me embrulhar os ciúmes que sinto de quem te teve como nunca terei, num papel minimamente brilhante e bonito. Deixa-me , porque não soube como me evitar, evitar-me agora a dor de viver um amor que nunca foi à minha medida. Sou a que luta sempre e para sempre, se achar que valerá a pena e que no final seremos dois a ganhar. Tenho muito mais do que vou dando, em pequenas doses para não assustar, mas assustando-me sempre com a incapacidade de não ter de volta o que ofereço, sem esforço nem pesos. Venho dum lugar emocional que já me assegurou, muito lá atrás, que não deveremos manobra

Nem sempre tenho o que dou...

Nem sempre sou eu, nem o deveria ser sempre. Nem sempre me mostro como me sinto e raramente sinto o que me mostram, parecendo interessada. Nem sempre olho para quem me vai olhando, talvez à procura de algo que não tenha, ou ainda não seja, mas raramente deixo de olhar para o que me mantém um pouco mais tranquila. Nem sempre o meu coração fala do que a alma acredita ter mantido, mas é sempre a alma que mantém o meu coração na batida que o alimenta. Nem sempre sonho o que desejava, mas continuo a desejar que os sonhos me elevem cada desejo.  Ainda não sei ao que sabe amar na mesma proporção e direção dos que já me deveriam ter amado, mas sei que me mantenho determinada em esbarrar num que não precise de questionar. Nunca deixei de voltar sem saber por que motivo tinha ido e sei que jamais regressarei dos lugares emocionais onde me fizer sentido. Ainda não perdi as forças que me acompanham nas mais duras e longas viagens, talvez porque não me permita fraquejar nas inevitáveis paragens

O que deixas visível?

O que está à superfície, se mal entendido, apenas acrescentará o que se deseja remover. Ir, longe, quando não se sabe de que forma chegar ao lugar que terá que existir, poderá fazer-nos questionar a nossa própria existência. Ver as águas correrem, debaixo da ponte que deixámos de atravessar, nunca nos trará mais do que sons, a maioria dos quais cheios de ruídos impercetíveis. O que temos dentro e que poucos parecem conhecer, deveria forçar-nos a mostrar-mo-nos mais, reservando-nos, sempre, o que apenas a nós deverá pertencer. Noites que nunca serão dias e dias que alongamos, indefinidamente, ou até podermos, para que possamos continuar a sobreviver. Sonhos que sabem a pouco, porque pouco nos importamos com a realidade que insistimos em manter. Processos inevitáveis, porque a inevitabilidade é uma constante, mas que escolhemos ignorar, achando que de alguma forma sairemos incólumes do outro lado. O que manténs à superfície e quanto do que te representa te vem verdadeiramente de dentro?

Como seria se tivéssemos sido?

Se me visses e se fosses capaz de me sentir, sentirias o quanto o amor me mudou. Se estivesses na mesma sintonia e não te forçasses a ser quem na verdade nunca reconheci, reconhecerias as mudanças que operaste em ti para que finalmente pudesse caber. Se nunca tivessem existido tantos " ses " na vida que juntaste, ano após ano, até me conheceres, já me terias visto há muito. Se conseguisses ler o que carrego dentro, agora que entendo e aceito que apenas me fui carregando a mim, saberias do que padeço, porque a verdade é que nunca consegui estar no teu lugar certo. Sentir enquanto estamos, e estar sem que o sentimento nos envolva em demasiadas perguntas sem resposta, é um lugar novo para muitos, provavelmente para os que nunca olharão demasiado para o agora, não vá ele permanecer. Sentir a dois, sem reservas, mas reservando-nos o direito de não precisarmos de nos fazer anunciar, porque seremos sempre bem vindos, é o que desejam, para lá dos sonhos, os que anseiam parar de

Aceitas o meu amor?

Se me perguntarem quem tenho sido e que caminhos tenho escolhido, saberei bem o que responder, porque percebo que as escolhas foram sempre minhas! O que conseguiste sentir quando sentias intensamente e com toda a entrega que o coração pede? Para quem olhaste quando já te tinhas olhado o bastante para saberes de que forma te querias olhada e não apenas por fora? Onde te agarravas quando ambas as mãos se mantinham soltas de quem as poderia ter agarrado? Que medos te assolaram, se é que alguma vez aconteceu, de te imaginares sozinha? Se me oferecessem o que nunca me permiti negar, sei bem que sabores passariam a passar pelos meus lábios. Se o amor como o sinto e desejo me conseguisse encontrar, seguramente que me encontraria pronta e capaz de o aceitar.

E agora o que faço?

O que fazer com a sensação de não te conseguir esquecer? Para onde ir, se vou sempre para onde te encontro? Do que fugir se apenas pareço continuar a fugir de mim? Quem sou hoje, quando nada parece existir sem ti e apenas me transporto, a cada dia mais pesada e tão mais leve de mim? Que perguntas fazer se não oiço, com atenção, nenhuma das respostas que me libertariam de ti? Como manter presas as horas que me roubam o amor que te tenho e que nunca me deixam ter nada que permaneça. De que forma regressar à pessoa que já era, quando ser nunca antes foi questionável? Se não te amarem como te sentes capaz do fazer, não faças demasiado para o mudar, ao invés muda de sujeito e abandona a atividade que destinaste a quem se manteve inerte e passivo. Se as escolhas de quem falhou escolher-te te incluirem quando já não o esperavas, por te terem ensinado a desistir, desiste sem dores nem lamentações. Se seres em demasia, para quem assim o entendeu, te deixar incrédula pelo tanto que ainda te sent