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A mostrar mensagens com a etiqueta Contos!

Três dias!

Foram apenas 3 dias, mas conseguimos repor todas as energias de que iremos precisar para nos mantermos juntos e nada foi feito com pressa. Acordava bem cedo e procurava tudo o que te iria fazer começar para mais momentos só nossos. O pequeno-almoço tinha um toque especial, com um cuidado acrescido que te punha sempre um enorme sorriso de satisfação, afinal de contas ainda não sabias como era dormir e acordar comigo. Raramente terminávamos a refeição sem antes nos voltarmos a amar e era mesmo amor que fazíamos e até os toques pareciam diferentes, talvez porque nos sabiam ao sabor que só pode ter uma relação que caminha no mesmo passo.  Nada nem ninguém nos fez falta. A televisão debitava os sons que nem sequer ouvíamos e as pessoas que fazem parte de nós ficaram do lado de lá, até porque os sabíamos bem e fomos apenas nós em cada segundo. Desta vez consegui olhar, com enorme atenção e desejo, para cada pedacinho de ti. Memorizei todos os sinais, segui bem de perto até a forma como pesta

Parceiros para sempre!

O Pedro e a Carlota são parceiros na guerra e no amor. Não se conseguem despegar um do outro e já lá vão seis anos de separação. Não passam um dia, que seja, sem se verem, ou falarem. Desculpam-se com as crianças, mas na realidade já não sabem como estar um sem outro, mesmo com as habituais discussões acesas e mesmo que discordem do que já discordavam enquanto casal. As desculpas acerca do alegado divórcio prenderam-se com as incompatibilidades, vontades e sonhos díspares, porque na realidade são a água e o vinho, misturam-se sim, mas um estraga o outro. Seis anos depois ainda não encontraram um parceiro que os sirva, passam o tempo a detectar defeitos nos pobres dos seres que tentam, em vão, aproximar-se quer de um quer de outro. As fasquias estão a cada passo mais altas e quem os vê aceita-os como o casal que não é casal, mas que se mantém casal. Estamos todos um pouco curiosos quanto ao final desta história. Quem sabe não terá ainda contornos imprevisíveis, mas cá par

Será que ainda te lembras?

Será que ainda te lembras  de onde nos conhecemos, do tempo que demoraste até me convenceres dos teus avanços meio loucos, mas que me faziam rir até da minha teimosia? Sim, era pura teimosia, porque eu sabia, soube sempre, mal me tocaste a primeira vez, assim que me estendeste a mão para me ajudares a entrar na viagem mais louca da minha vida, que serias tu e foste! - Olha o teu café fumegante, exactamente como gostas. - Senta-te aqui minha princesa, aninha-te a mim. Os nossos começos de noite passaram a ter o mesmo ritual, os dois no alpendre da casa, tu à espera que te trouxesse um café em forma de tesouro, porque me empenhava para que que cada um soubesse melhor do que todos os outros, e que chegasse eu para ficarmos debaixo da mesma manta, abraçados, recordando tudo o que nunca teremos forma de esquecer e que fez a história que ainda estamos a escrever. - Lembras-te de como me ias sempre mimar ao intervalo do almoço? - Ui, se lembro, eram os nossos momentos de oiro. Os

Quando amamos, amamos, pronto!

Sabem o que acontece quando um amor não termina ? Não vale a pena querer seguir em frente, arranjando um novo amor que substitua o único que se deseja. Por mais que sejamos cuidadas, amadas, incentivadas a andar em frente e a começar de novo, se o que sentimos não mudou, estaremos apenas a enganar-nos! O Alexandre é um verdadeiro cavalheiro, cuida de cada um dos meus desejos, até dos que nem sabia que tinha. Com ele passei a gostar de bons designers, de sapatos feitos à medida, de jóias personalizadas, de tudo o que uma mulher sonha. A sua vida profissional consumia-o, mas fazia sempre crescer os dias para estar comigo. Jantávamos às 11, almoçávamos às 4 da tarde, namorávamos até altas horas, adormecíamos e acordávamos a fazer amor, partilhávamos até os suspiros, ele era uma descoberta constante e um prazer assumido. - Minha querida, acho que chegou a hora de te pedir para te mudares para a minha casa, o que me dizes? Fiquei muda, sem conseguir articular uma única palavr

Lembro-me...

Feelme/ Lembro-me ...Tema:Contos! Lembro-me  ainda, das palavras fortes, cheias de ódio, que nos largámos a ambos e da tua fraqueza quando saíste pela porta de onde nunca mais te voltarei a ver entrar.  Lembro-me  de como chovia, dos trovões que se sucediam aos relâmpagos que iluminavam tudo à sua volta, até mesmo a nós, dois seres tão feridos, que nem o amor que carregáramos antes conseguia sossegar a tempestade interior. Permitimos que se acumulassem culpas, que o tempo nos empurrasse para vários amanhãs, nos quais deveríamos ter sido capazes de falar sobre o que nos doía. Permitimos que falhássemos ambos, na nossa promessa de nos contarmos tudo e de nunca adiarmos o que só acabaria a crescer de forma descontrolada. Permitimos que num único momento, que eu nunca mais esquecerei, nos afastássemos um do outro e desistíssemos do que mais ninguém tinha e que tanto nos custara a criar. Foi num dia assim que nos conhecemos, mas dessa vez a chuva abrigou-nos o interior que estava d

Estou a ver a minha vida continuar sem mim!

Ver a minha vida continuar sem mim d á que pensar porque tem sobretudo a ver com as escolhas. Com tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, por puro conformismo, ou pela incapacidade de lutar pelo que nos pertence. Deixei-nos ir e mesmo que por vezes tenha resistido, rendi-me ao inevitável, mas continuámos a ser os mesmos, com muita história no meio de ambos e com olhares que conseguem chegar ao mesmo tempo. Refizeste a tua vida e tens, supostamente o amor que procuravas. Segui em frente e esbarrei em quem, supostamente me completa, mas de cada vez que nos abraçamos e fazemo-lo muitas vezes, os outros acham que em demasia, o que senti no primeiro dia em que me tocaste, permanece até hoje. Somos tão iguais que assusta. Temos tanto em comum que não entendo, nem ninguém, o que foi que nos quebrou e o que tanto precisávamos para deixarmos de precisar um do outro. Somos capazes de correrias loucas para nos irmos "salvar". Nunca deixamos de ter tempo, para as dores que cada um sen

Mentiras!

Feelme/ Mentiras !Tema:Contos! Fiquei a olhá-lo, quieta, deixando que apenas a cadeira de baloiço fosse espaçadamente abafando os gritos do silêncio. Tentava em vão recordar-me o que me fizera amá-lo tanto, correr para os seus braços sempre que o avião aterrava. Mudando as minhas rotinas e deixando coisas por fazer e dizer. Eu prometera um dia amá-lo na saúde e na doença, jurara fidelidade, unira o meu coração ao seu, mas agora ansiava por alguém ou algo que me permitissem fugir, correr sem olhar para trás, sem ter que me explicar, sem dramas, sem pedidos de tempo e sem desculpas. Brincava na areia com as filhotas e de quando em vez deitava-me um sorriso, um olhar, e eu acabava a sentir-me ainda mais miserável. Traíra-o, tivera outro homem na minha cama e coração e gostara, muito, mais do que me recordava jamais ter gostado com ele. - Carolina ajuda-me amiga, já não sei como estar com o meu marido, aceitá-lo, fingir que o quero e que me dá prazer. Desculpa o desabafo, eu sei

Ontem!

Feelme/ Ontem !Tema:Contos! Ontem  estava inquieta, apetecia-me dançar, ver gente, sentir-me viva, estar aqui, neste mundo, não apenas para cumprir, mas para ser e ter! Tenho tomado pílulas de calma, de paciência, para que quem já tanto significou para mim não saia magoado, afastado da vida que sempre conheceu. No entanto o meu "eu" continua a ficar para trás e começo a sentir-me exausta, sedenta de escolher o meu próprio destino, de regular os meus dias e noites e de poder, sem qualquer peso ou responsabilidade, ser eu mesma, ir, viver. Enchi-me de coragem, vesti o meu vestido vermelho, pus o casaco preto e as botas altas até aos joelhos igualmente pretas. Com os cabelos já bem longos, brincos até aos ombros, maquilhagem discreta e muita vontade, fui. Entrei no bar, a música inundou-me de imediato o corpo e os meus pés rogaram-me que os mexesse. Olhei em redor, caramba, demasiados homens, muitas cabeças que se viraram, antecipando "carne fresca", não for

Hoje estava difícil!

Hoje estava difícil , por isso vais ter que me desculpar porque também me deixo, por vezes, levar pelo medo de não conseguir aguentar, de não poder seguir em frente e de não me impedir de sofrer. A vontade de que me dês colo, que me deixes aninhar em ti e me passes a força que espero consigas ter, deixou-me quase sem respirar, a querer gritar que não quero continuar, que preciso de te tirar de mim, que deveria ser agora, hoje ainda. Implorei-te que me ajudasses, porque te cabe a ti parar com o que sabemos não ter como prosseguir. Pediste calma e eu acabei a ceder, sentindo, bem dentro de mim, que muito certamente não irá correr bem. Estou, pela primeira vez, a tremer por dentro, a sentir-me insegura e a não entender como e porque cheguei até aqui. - Porque não paramos já, por favor? - Queres que isso aconteça neste momento? Aviso-te já para teres cuidado com a resposta. O medo de onde isto nos levará é grande, mas perder-te é o meu pesadelo. Sinto um medo irracion

Por vezes...

Por vezes conseguimos ver nos outros o que também fizemos de errado e finalmente entender porque nunca poderia ter dado certo! Num sábado soalheiro com um grupo agradável, cheio de gente bem-disposta, num almoço que se prolongou, que se estendeu pelo prazer que estávamos a tirar uns dos outros, fomos falando de tudo, rindo, adivinhando sensações e tecordando os inícios de cada relação. Sem filhos por perto, sentimo-nos de novo jovens, descontraídos, sem pressas, mas igualmente apressados para conseguir ter um amor que nos completasse, conseguir a certeza na escolha, nos olhares da outra metade de nós. A Ana estava um pouco cabisbaixa, mesmo rindo eu senti que não estava completa, que algo a magoava por dentro e fui olhando mais atenta, tentando descortinar pensamentos, até que finalmente, porque sou uma pessoa pouco dada a silêncios, derramei todas as palavras que certamente ela gostaria de ter usado. - Sabes Paulo, estou para aqui a olhar-vos e pergunto-me, porque andas a d

Acreditar em ti!

Nunca disseste que me amavas, nem sequer o teu olhar, mas fui continuando, encolhida sobre a minha fé ou desejo de que um dia te ouvisse dizer que sou a tal.  És carinhoso e surpreendes-me. Passamos noites maravilhosas no teu apartamento, no mesmo onde não existe nenhum rasto de outra pessoa. É totalmente de solteiro, de macho que não precisa de outra mulher,  afinal de contas és bem sucedido, tens posição, berço, dinheiro, cozinhas bem, és organizado, cuidam do teu ninho, a mesma empregada há mais de 5 anos, uma adorável senhora com quase 60 anos que não te vai bisbilhotar as gavetas e a quem nunca conheci. Tens um mundo só teu e no qual não permites invasão. A tua determinação terá certamente uma razão de ser, só espero que seja incluir-me em breve, não sei,mas tenho medo de perguntar, porque já sinto crescer o desejo de ter outra rotina, de te ser mais próximo. Dizes que sou especial, inteligente, independente, que sei exactamente o que quero e como quero e que isso te trás

Lembras-te de mim?

Feelme/ Lembras-te de mim ? Etiquetas: Contos! Imagem retirada da internet Lembras-te de mim ? Tantos que foram os beijos que te dei, que senti e sobre os quais acabei a escrever! Sempre que estávamos juntos acabávamos a rir dos outros casais, a sorrir quando os imaginávamos tão apaixonados quanto o éramos nós. Era tão fácil encaixarmo-nos e sabermos do que falávamos, olhando para os mesmos lugares. Casámos várias vezes em sonhos comuns, junto ao mar, molhados, de corpo e alma, esperando pelo luar. Planeámos tudo o que nos permitiria estar nos mesmos lugares, ter uma história em comum, dias quietos nos quais nos bastaria estarmos por perto. Será que te lembras das escapadelas por breves dias, mas tão intensos que nos abastecíamos das energias que nos alimentariam mais uns quantos? Ali não existia mais ninguém, os silêncios eram pedidos porque significavam corpos juntos e um amor que não parecíamos conseguir sossegar nem saciar. Tive e dei tanto que não te consigo imaginar sem

Sequelas!

Feelme/Sequelas! Etiquetas: Contos! Sequelas , ficam sempre algumas quando nos atrevemos a ser mais felizes! A nossa relação começara na adolescência, cresceramos juntos, física e emocionalmente, aprendendo a saber do que precisava cada um e seguindo o caminho que traçáramos para ambos. De nós vieram dois filhos. Com eles e por eles olhámos para o lado, fingindo não ver que nos afastávamos e que eu precisava de muito mais, não porque não o desses, mas porque deixaras de ser tu. A mulher que eu conhecera e transformara, colando-a a mim, simplesmente já não me enchia a alma de desejo nem o coração das emoções que tivéramos tantas vezes e que tão bem conhecíamos. A minha vida profissional era intensa, viajava imenso e em cada lugar antecipava a mulher que entraria para me agitar por dentro e para me dar sal à vida. A mulher que me iria mostrar que estava vivo e que ainda era capaz de provocar em alguém desejo, arrepios no corpo que exploraria e que tocaria como já tocara o

Estacas invisíveis!

Quando sentes as  estacas  imponentes, espetadas bem dentro de ti, ensombrando-te uma existência outrora pacífica, transformas-te, sem que te apercebas e permites que te arranquem todos os pedaços que mais tarde te verás incapaz de reaver! Não saberes de que forma poderás voltar a ser apenas tu  mata-te  aos poucos, suga-te a  alma , o  ar  e impede-te de raciocinar. O  ciúme  é uma agressão violenta, demasiado dolorosa para ser aceite como mais uma lição. O  ciúme  deixa-nos vulneráveis, frágeis e sem identidade. O  ciúme  é o oposto de tudo o que deveríamos sentir a cada dia, para que nos pudéssemos tornar alguém melhor. Foi assim com a  Ana e ver-se estirada no sofá que parecia  espetar-lhe  cada osso, recordando o telefonema que fora incapaz de evitar, fazia-a sentir que não haveria forma de continuar, que este estar não estando, lhe iria ser mortífero e que teria de parar de não fazer nada, encolhendo-se de cada vez que se lembrasse, porque  lembrar  fazia-lhe tão ma

Ligação!

Já se justificava que saíssemos e estivéssemos sem pressas a conversar sobre o que se vem passando connosco. Ambos percebêramos já que seríamos, já o éramos, bem mais do que amigos. Falamos como duas gajas, de tudo, sobre tudo o que desejamos, pensamos, olhamos e queremos. Nem nos desculpamos quando supostamente, estaremos a cruzar o limite permitido entre dois seres de sexos diferentes. Há coisas que uma mulher não confidencia a um amigo, e eu sei que te vi muitas vezes apertar as pernas com força.  Ahaha ! - Porra mulher, não precisas de ser tão específica, sou homem lembras-te? Eu dava sonoras gargalhadas, divertida com o teu embaraço. Com que então o sexo forte, pois pois… Fomos no teu carro, com a desculpa de que o havias comprado nessa semana, lindo, adoro os  BMW , sobretudo pretos. Cheirava a novo e nele sobressaía o teu perfume, másculo, quente, que me entrava nas narinas. Parámos no estacionamento subterrâneo de uma superfície comercial, onde iríamos beber um

Estou a ver-te!

Estou a ver-te agora tão próximo de mim, que consigo sentir-te respirar e ver as tuas veias no pescoço salientes. Estás tenso, queres-me tocar, precisas de perceber que sou mesmo eu, mas não te moves, estás gelado, estás com medo do medo que nos causa a ambos este reencontro. Tanto que temos para falar sobre o que nos trouxe até aqui, porque não conseguíamos explicar o que sentíamos antes. Porque fugíramos do óbvio e o que queríamos afinal. Temos que encontrar uma forma, precisamos de nos acertar, de nos percebermos, ou simplesmente de nos deixarmos ir, porque assim assim não é possível continuar, assim amassa-nos por dentro, assim só vivemos pela metade à espera que se encaixe a outra. Já te moveste, estou a sentir a tua mão a tocar os meus ombros. Fecho os olhos e deixo-te continuar, esperando  que me consigas deixar da forma que tantas vezes sonhei. Regressaste a ti, percebeste que terias que fazer alguma coisa, que os silêncios de antes teriam que ser quebrados e por

O teu prazer no meu!

Estava mais do que acertado, estaríamos apenas nós, sozinhos, tendo-nos completamente num fim de semana que usaríamos para nos amarmos mais, muito mais do que o habitual, até porque a fazê-lo ainda mais especial o facto de ser o meu aniversário. A distância ditava que fossemos criativos, que nunca parássemos de cuidar dos detalhes, por mais pequenos que fossem, porque nunca nos bastavam as horas, mesmo que longas. Nada do que nos déssemos poderia preencher todos os outros momentos de dor absoluta, infligida pelo distanciamento, pela impossibilidade de estarmos sempre um com outro e de resistirmos à falta de toque, que a acontecer parece conseguir compensar tudo o resto. Eu sabia que tinhas um desejo, que algo do teu passado te deixara uma marca e como tudo o que faço é contigo e por ti, decidi surpreender-te. A tua vida como militar, durante o período em que completaste a tropa obrigatória, deixara-te prazeres que não te cansavas de repetir, mas infelizmente tinhas perdido a t

Esperou, esperou e ela chegou!

Esperou... esperou e ela acabou a chegar! - O que aconteceu pequenina? - Pensei não vir, estava cheia de medo. - De mim? - De nós, de recomeçar e de voltar a doer. Quando o Fernando viu a Elvira pela primeira vez, ela parecia ter saído de um quadro de Renoir. Era frágil, as suas roupas tinham as cores do século XIX e  os lábios eram de um rosa suave, que muito provavelmente nunca teriam sido beijados. Deixou-o de imediato tão apaixonado que resistir-lhe nunca foi opção, não para ele. Era linda, tão branca que certamente nem os raios de sol a tocavam e no entanto tocou-a ele. Nunca imaginara possuir uma mulher assim, que fosse sua primeiro, pela primeira vez e que precisasse tanto dele para pertencer a este mundo, ao mesmo do qual se mantivera escondida, num lugar que até parecia mágico, com tanta cor e tanto talento... Elvira era uma pintora reconhecida, que vendia tudo o que produzia mesmo antes de ser criado. Os clientes, que ela nunca chegava a conhecer, esper

Mesmo que tentasse...

Mesmo que tentasse com todas as minhas forças, sempre soube que não iria acontecer, soube-o quando me olhaste! O que não sabia nem esperava, era que me trocarias, que deixarias uma outra mulher dentro do espaço que construímos ambos, alguém que rolasse nos lençóis onde tantas vezes fizemos amor, quem te conseguisse beijar até perderes o ar que me alimentou a cada dia... Não sei que culpa poderei carregar, de que forma me permiti olhar para o lado contrário e não ver, não te ver. Acreditei que te cuidava o bastante, que te enchia de mim, dando o que me pedias e muito mais, mas não bastou, não te bastei. Não te desculpaste, não te atreveste a usar as palavras, porque manobro com mestria, por isso não teria adiantado, nunca iria entender ou sequer aceitar. Tudo, tudo mesmo, excepto outra, não partilho, não divido quem amo. Poderias ter esperado que o meu lugar arrefecesse!

Casamento!

Feelme/Wedding! Eu, a Carla e a Patrícia somos velhas amigas cujas vidas se cruzaram bem lá atrás, quando ainda nos andávamos a descobrir, a crescer como pessoas e mulheres, a sonhar mundos e relações. Partilhámos desilusões, conquistas, entrámos para o mesmo curso, direito e construímos carreiras sólidas. Tivemos momentos de loucura, viajámos pelo mundo e vimos o outro lado de nós, o melhor e o pior. Casar nunca esteve no nosso horizonte, mas fizemo-lo todas, e divorciámo-nos, felizmente sem filhos. - Nunca mais me apanham noutra, cambada, só servem para atrapalhar o sol, para nos emperrar a vida. Sabem quem falava assim? Patrícia a repetente, pois é, apanharam-na noutra sim, e um homem que sabemos ser especial, pronto para absorver os impactos de alguém tão forte e determinado. O casamento fez-nos voltar a acreditar no amor e na vida. Chorámos baba e ranho as três e prometemos mantermo-nos por perto, para nos continuarmos a aparar nas quedas e a dividir pedaços de fe