Será que me estavas mesmo destinado?



Será que ao seres o meu princípio passaste inevitavelmente a ser o meio e fim?

Quais são os planos que podemos mesmo fazer, achando que se concretizarão? Até onde podemos levar a vontade de termos sempre vontade um do outro, independentemente do mundo que nos fustiga a diariamente e nos arranca cada um dos sonhos que tanto tentamos preservar?

Sinto vontade do tempo em que tudo parecia fácil e a nossa aparente liberdade nos permitia ser e fazer o que nos desse na real gana. Ainda me recordo dos milhões de palavras que usávamos, sem nunca nos cansarmos e achando sempre que nunca dizíamos o suficiente. Sabe-me pela vida recordar as borboletas que me passavas apenas com um olhar mais demorado e que antecipava os beijos que nos tapavam as bocas que apenas assim se calavam. Queríamos tudo, pensávamos e planeávamos tudo e encontrávamos sintonia nas coisas mais tolas e nas fora da caixa também.

Será que foi por te perder que me perdi do que tanto me fazia ter vontade de estar por aqui?

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