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Terminar comigo mata-me um pouco, sobretudo pela sensação de que não controlo NADA, nem o que aparentemente desejava. Terminar com sonhos, com desejos que quase toquei. Terminar comigo aceitando-me como sou, frágil e incapaz de sofrer para sempre.


Ver como as coisas me escorregam das mãos, como se vão uma a uma, em verdades que escolhi esconder e que apenas me adiaram o amanhã certo, magoa bem mais que uma ferida aberta. Saber o que sempre soube, mas de forma mais real, sem a distância que sempre impomos aos problemas que nos assustam, permitiu-me decidir, aceitar e continuar. Sentir que não me posso fazer sentir o bastante, que não basto e que não importo, não me consegue parar, nem impedir de olhar com atenção. Tenho que aprender com todo o processo e recomeçar do início mais renovada, mais forte e mais pronta. Por vezes é difícil ver com clareza, abrir o coração, perdoar e escutar outras dores para além das minhas, sem esconder o que apenas me poderá vir a "matar" de uma morte lenta, porque sei que sou mais, que consigo ser maior do que o que me derrota e que me devo a mim mesma TUDO.

Terminar comigo será sempre mais difícil do que deixar-te ir, porque a sensação de falha e de derrota é maior, mas eu e eu mesma acabaremos por nos resolver...

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