abstract, aqua, art

Estou a ver da janela a chuva que cai, intensa, copiosa e algo mágica. Já estive por baixo de pingos que me queimaram a pele cansada de não te ter, mas hoje, agora e neste momento, as emoções que me percorrem o corpo são de uma felicidade que me fazem sorrir dia fora. Os vidros começam a embaciar-se e através deles consigo ver-nos, como se de um filme se tratasse. Estamos abraçados e queremo-nos da mesma forma e com toda a entrega dos que se reconhecem. Gostava de te ter agora e mesmo que não possamos sentir sempre, queria que os intervalos não acontecessem e apenas nós contássemos.

Não acredito em impossíveis se estiveres por perto. Nada mais me assusta, para além do medo de te perder. Não vou para onde não possas chegar, porque te tornaste demasiado importante. És o sangue que me alimenta e o oxigénio que me impede de sufocar. Não quero o nunca, agora estou preparada para ter quem me pertence. Não dependo de nada, nem mesmo de quem és para ser feliz, mas preciso de precisar de ti.

Estás do lado certo da minha vida e é assim que te quero manter. Tens o formato que se encaixa no meu e não precisamos de muito para termos tanto. Estamos, eu e tu, prontos para enfrentar os fantasmas, os que chegam com a neblina, em dias chuvosos e até os invisíveis, os que certamente nos forçarão a fortalecer o que já conquistámos. Estás do lado certo da minha vida e eu agradeço todos os dias pelo primeiro instante, aquele em que te vi junto ao meu rio, a olhar-me enquanto chegava para te receber. Estás do lado certo da minha vida e passei a amar-te mesmo com a chuva ruidosa!

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