Cell phone in hands


Eu sei que escolhi escolher-me e já o disse e repeti, mas as escolhas, até as conscientes, nem sempre são o suficiente para que consigamos prosseguir sem amargos de boca!

Já nos encontrámos nos mesmos lugares, com alguns amigos comuns e foi doloroso, certamente que para ambos, mas ver-te alimentou o sonho que ainda carrego, porque não consigo desistir de ti. Quem nos rodeia não tem noção da forma como quase nos rasgam por dentro quando nos falam de quem nos pertencia. Antes do ontem quem já parece demasiado distante, eras apenas tu e eu, sem mais ninguém que importasse.

Sei que te estou a afastar. Olho para o teu nome no ecrã do telemóvel, mas não tenho coragem de atender. Leio as mensagens carinhosas e a necessitar de resposta, mas recuso-te o que te pertence. Estou a ser cobarde e a fugir do que também me parece ser o meu destino...

- Olá Lara, vens ao jantar do Luis?
- Olá António. Acho que não, a Margarida também me convidou, mas estou um pouco cansada, tenho um relatório para entregar amanhã cedo.
- O Rui vai estar lá, sabes?

Esta foi a gota de água. Basta, mas afinal quem sou eu e no que me tornei para passar tanta frieza? Não mereces o meu distanciamento. Se precisas de mais tempo, de mais palavras e de me olhar nos olhos, como dizias na mensagem, então é o que terás.

Espero, mesmo, que agora não escolhas ignorar-me como já te fiz antes!

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