22nd Century Ophelia, from the Barrier series by photo studio Staudinger Franke.


Nunca desisto dos outros, mesmo que me digam que para ser feliz os devo deixar ir e  desistir de tentar perceber de que forma são feitas outras emoções que não as minhas. Nunca desisto, porque preciso, em todos os momentos, de saber quem tenho, com quem me relaciono e o que posso esperar.


Cada um de nós carrega a felicidade como lhe dá mais jeito e como se encaixa melhor, porque não podemos, ou não devemos, andar por aqui apenas para deixar que o tempo e os outros passem. Saber quem carregamos. Saber com quem podemos contar. Saber quem nos quer, e de que forma, poderá até não nos fazer felizes, mas pelo menos justifica a nossa infelicidade.

"Não analise, divirta-se", tive eu a oportunidade de ler hoje, mas não me serve de todo. Se estivermos a falar de relações com quem nos importa, com os que nos são próximos, então saber é necessário. Saber o que sentem e como sentem. Entender as suas variações de humor. Saber das incapacidades, ou do muito que acabam a conseguir. Não posso deixar de saber, não tenho como deixar de ter quem faz a diferença na minha vida, isso não seria sequer saudável. CLARO que o mais fácil será sempre não saber. Cuidar dos outros dá trabalho, tanto ou mais do que cuidar de nós mesmos, mas nunca desisto de o fazer quando sei e sinto que vale a pena.

Nunca desisto, até ao momento em que desistir me seja imposto. Nunca desisto até perceber que não há mais nada que eu possa fazer. Nunca desisto quando amo, mas desisto de entender quem desiste de mim

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