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Certamente que o meu melhor não será o teu. Certamente que a forma como o meu coração bate não se encaixa na batida do teu. Certamente que o que espero e desejo não tem os mesmos contornos, os teus.

O melhor do amor é sem qualquer dúvida a capacidade que temos, cada um de nós, de amar à nossa maneira. Não existe certo nem errado, existe desejo, vontade e capacidade de lutar com mais ou menos força. Todas as medidas estão dentro da medida, porque todos os amores são válidos, sobretudo para quem ama. O melhor do amor é podermos jurar a pés juntos que amamos mais, que somos capazes de mais e que daremos mais, apenas porque somos nós a amar. O melhor do amor é a força com que ele chega, capaz de derrubar muros e de entrar mar dentro. O melhor do amor, enquanto há amor, é a sensação de que somos invencíveis e conseguimos tudo o que jurámos fazer.

Talvez eu ache que o teu amor não me basta por sentir que nunca chegou lá e que foi apenas uma paixão desenfreada, mas talvez até saiba que fui apenas eu que te impedi de amar como sabias e querias. Talvez as dúvidas nunca existissem se tivesse apenas saboreado o melhor do teu amor, tal como o entendias, misturando-o no melhor do meu. Talvez nos estejamos apenas a negar o melhor do amor, que é sobretudo a impossibilidade de ser controlado. Ele virá e irá quando assim o determinar, e nós, os instrumentos de tanto capricho, deveríamos apenas deixar-nos usar e lambuzar, aproveitando cada gota, porque o melhor de qualquer coisa é não precisar de ser coisa nenhuma para dar prazer.

O melhor do amor é definitivamente tê-lo, o resto, bem, o resto ficará nas mãos do amor!

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