Tâches de rousseur


Como é que se recomeça? Devagar, outra vez e outra vez, até que se esteja de volta ao lugar de onde se saiu, não há outra forma!

Podemos até achar que a culpa é nossa por entregarmos a vida, como a conhecemos,  a quem amamos, sobretudo quando essa pessoa é a responsável por todas as nossas dores físicas e emocionais, mas o que andaríamos a fazer aqui afinal, se já nem conseguíssemos abrir a alma à única pessoa que nos toma o corpo, se enrola em nós e nos passa o que a mais ninguém é permitido?
Sermos "nós" não poderá ter perdido importância, mesmo que o "eu" pareça ser a única coisa que importa.

Quando o teu eu te diz que não deverás desistir de um nós que valha a pena, porque sente e sabe que sozinho nunca ficará completo, a dada altura deverás recomeçar, mesmo que se torne penoso, tal como o é correr as maratonas dos amadores, porque não há como desistir a meio. 

Como é que se recomeça quando a passada não é a mesma e acertá-la nos diminui? Como é que se recomeça quando quem chegou não parece saber ao que veio? Como é que se recomeça sem que se reavive, demasiado, o que nos fez voltar a tentar, mas sem resultados? Como é que se recomeça quando a vontade é ficar no lugar que já conhecemos, mesmo que sozinhos?

Recomeçar até poderá ser atentar a sorte, mas será igualmente nunca desistir de andar por aqui!

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