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Eu volto-me para ti!

Close Up Photograph of Human Hand during Sunset
Feelme/Eu volto-me para ti!Tema:Me!
Imagem retirada da internet

Sempre que me perco de mim e perco a vontade de continuar, é para ti que me volto. Quando preciso de um amigo, é por ti que chamo. Quando deixo de ter respostas, é a ti que procuro porque sabes sempre o que dizer. Quando o que faço deixa de me fazer bem, é nos teus braços que me lamento sem receio de não parecer forte.

Tu tens sido o conforto que me recusei enquanto me recusavam o que não era capaz de pedir, porque não sabiam mais e porque confiavam na minha força. Tu sabes que ela está lá, mas entendes que preciso de a armazenar para quando for, mesmo, necessária.

Eu volto-me para ti e cada vez mais, porque tu dás-me vontade de continuar e porque a tua voz me pacifica do mundo, deixando-me em paz. Eu volto-me para ti porque tu iluminas o meu céu e colocas todas as estrelas que nem consigo contar. De cada vez que levanto os olhos, suficientemente alto, elas lá estão, a mostrar-me que a luz que me guia jamais se extinguirá. Eu volto-me para ti, porque não me pedes nada, nem sequer que te dê o que te tornaria ainda mais forte. Eu volto-me para ti porque não existe mais ninguém. Não conheço mais quem tenha o que me falta quando já não me basto.

Quando a chuva me fustiga a pele cansada, e suada de tanto que corri para me afastar de mim e do que penso, és tu que me embrulhas nos braços condescendentes e me largas um - anda cá pequenina que eu cuido de ti. Quando estou no chão e nem lhe sinto o frio porque ele se instalou, impiedoso, em mim, és tu que me levantas, de olhar tranquilo e sorriso determinado. Quando não consigo parar o choro que parece querer-me parar de respirar, tu escutas-me paciente e é pacientemente que esperas que te diga, pela milésima vez, quem me faz chorar. Quando sinto vergonha pela fragilidade que ameaça mascar-se de mim, és tu que me asseguras que nunca serei igual a mais ninguém e por isso estou segura. Quando preciso de sorrir, ou de largar gargalhadas sinceras, é da tua boca que vem o que preciso de ouvir. Quando já precisei, desesperadamente que me tomassem o corpo e me tapassem a boca para não gritar de desespero, foste tu que fizeste o amor que me devolveu o corpo e nem sequer o cobraste.

Eu volto-me para ti, porque tens sabido ser quem me mantém segura e quente. Obrigada amigo, obrigada por todas as vezes que me voltei para ti e nem sequer agradeci...

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