Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Caio Fernando Abreu

A nossa relação já vai para lá de meio, agora temos que começar a usufruir de um amor mais consistente e seguro. Percebemos, eu e tu, que não adianta ter medos, porque eles apenas chegam para nos interromper o prazer.

Quero um amor tranquilo e quero tudo o que ele carrega. Tempo só nosso. Projectos em comum. Muitas coisas feitas e nada para fazer, mas decidido e sentido por ambos. Quero um amor tranquilo, daqueles em que não precisamos de remar sozinhos, nem para o lado contrário. Quero entender os teus desejos e ouvir até o que não dizes. Quero estar bem dentro de ti, decifrando sem códigos, de que forma bate o teu coração.

Hoje e depois de ter decidido que és tão importante para mim quanto eu mesma, liguei-te para que me seguisses. A escolha do local foi minha. A forma como chegaste, totalmente planeada por mim. Já te conheço o bastante para que corra bem, e correu. Vi o brilho dos olhos que tanto me falam de ti. Vi o prazer que o meu cuidado te passou. Vi a entrega no abraço, porque os nossos são sempre connosco e pelo tempo necessário para que o outro o sinta. Vi o amor que me tens e devolvi-o por inteiro.

Vamos ter sempre estradas mais sinuosas e mal sinalizadas. Vamos certamente encontrar ruas sem saída. Vamos ter uns quantos intervalos e dias com um acordar mais lento, mas o que entendermos ser importante para ambos, vai ser certamente sê-lo.

Hoje o lugar foi meu e recebi-te como fizeste comigo, levando-te pela mão até onde o amor foi feito, de forma mais intensa do que antes, porque já está escrito e assinado por baixo, que os fantasmas não existem e a existirem serão afastados pelo poder das palavras. Eu sei que vou começar a usar, mais vezes, a que os afugentará para sempre -  Amo-te! Assim, simples, real, nós!

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