É muito claro para mim que cuido muito mais da minha alma, do que do coração. O coração foi fragmentado, repartido em alguns pedaços que uso com muita especificidade. O coração já esteve tão cheio que parecia capaz de rebentar, mas ao deixar vazia a parte que se ocupa do amor por um homem, nunca mais o consegui "mobilar".

Nos meus estados de alma identifico quem sou e porque razão me comporto de uma determinada maneira. Estou em contínua paz e fujo dos dramas de faca e alguidar, quem acaba prejudicado é o coração, porque a leveza com que me movimento impede-o de me perturbar. Nem que tente. Uma vez tendo amado com tudo do que sou feita e com a entrega que me permiti, nunca mais outro será capaz de me levantar ambos os pés do chão, mesmo e ainda que acredite no amor.

Estar tranquila, resolvida e preparada para qualquer mudança interna,faz-me fugir do que obviamente me traria dores, sustos desnecessários e muito desassossego.

Os meus estados de alma passam por já não querer que me expliquem o que nunca entenderia, desgastando-me e provando o amargo sabor do fel. Não me identifico com quem se mantém danificado e estou a anos luz de quem nunca sentirá a paz que me caracteriza, porque para isso trabalhei e porque a glória me beneficia em primeiro lugar.

Quem sabe um dia o meu coração não junta a tudo o resto e vivemos como já nos visualizo...

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