Avançar para o conteúdo principal

O que viste no meu rosto foi amor!

Tanta falta de amor...


O que viste no meu rosto foi amor. O que ouviste dos meus lábios, enquanto te soprava de mansinho as orelhas que gostava de beijar, foram as palavras que uso de cada vez que desato a amar. O que sentiste foi o resultado do que me passaste e por isso me deixei tão pequena e incapaz de gritar, até quando o fiz, porque não eram ciúmes, era apenas muita dor envolta nos presentes envenenados que me enviaste, uma e outra vez. O que tiveste, de todas as vezes que julgava estar a ter-te, foi sempre carregado da minha verdade, do que tinha apenas para ti e do que nunca misturaria com qualquer outro que não tu mesmo. O que perdeste foi a pessoa que se entregou sem receios, mas com todos os medos do mundo e ainda assim persistiu. O que já não vais voltar a tocar é tão somente o corpo que um dia te pertenceu.

É difícil recomeçar depois de uns quantos começos falhados, mas não sou das que vira as costas a um desafio, sobretudo emocional. Não corro para apenas ter, quero que seja com sentido e que venha igualmente na minha direção. Já sei do que preciso para parar de procurar e entendo TÃO bem de tudo o que nunca precisarei, não enquanto me tiver como a minha pessoa importante. É um desafio entender os motivos por detrás de alguns sorrisos, de toques que desejamos verdadeiros e de todos os sons de que nos inundamos, levando-os até a quem julgamos ouvir. Nunca tomo nada por garantido, nem desperdiço os dias que não poderei trazer de volta, até mesmo os maiores e melhores. Nunca me defraudo, mas vou ter que aprender a aceitar os que não vieram com o coração aberto.

O que viste fui eu toda, com o que sou e tenho, mas porque te falha a visão periférica, não conseguiste ver-me dos melhores ângulos e escolheste a noite para cobrir os meus dias. Quem viste, pela última vez, era eu a caminhar na direção oposta.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Onde fica a tua casa emocional?

Que lugar te deixa de alma serena e livre do peso do mundo? Por vezes gostava de poder voltar a " casa ", aquela onde estavam todos os que me deram motivos para viver. Não raras vezes faço pequenas incursões às "casas" onde vivi rodeada de todo o amor que fui capaz de multiplicar e consigo ver-nos de sorrisos abertos, em conversas logas e com os planos que traçávamos juntos. Gostava, TANTO , de poder regressar aos lugares que transformei na nossa casa e onde sempre reinou a paz, independentemente de todo o tumulto que o cuidado, a preocupação e o medo de mãe provocam. Gostava de poder ter só mais um dia que fosse, mas sei que teria feito tudo da mesma forma, amando até que mais nenhum amor coubesse. Já sabia, mesmo que não perdesse demasiado tempo no que seria certo, que um dia a " casa " não voltaria a ser a mesma e que até quando regressassem todos quantos me prepararam para o maior papel que jamais desempenhei, nunca mais voltariam para ficar. Resta-me

De que força somos feitos?

Somos feitos de caixas cheias de força, mesmo que fraquejemos perante o que por vezes até parece pequeno. Somos, eu, tu e nós quando juntos, todo o amor que partilhamos e fazemos crescer, mesmo quando arrisca diminuir, dia sim e dia também. Somos as pessoas certas quando nos acertamos, e as mais erradas quando perdemos o norte e nos debatemos por entrar e permanecer na normalidade. Somos a soma de tudo o que já começou por ser pouco, mas que pretendemos ver multiplicado, sem que no entanto saibamos quando e de que forma. Somos todos os lugares por onde passámos e todos aqueles que ainda saberemos construir juntos, até que outras histórias se escrevam, reescrevendo as que nos couberam viver. Somos um verdadeiro caso de estudo! O que foi que nos trouxe até ao hoje? Muita loucura. Tempos fora do tempo como o conhecíamos. Sonhos em formatos novos e ainda por documentar. Sabores que ainda precisamos de determinar, porque volta e meia amargam. Somos todos o resultado do que nos incitamos a a

Porque é que te amo, sabes?

Queres saber porque é que te amo? Amo a ideia que faço de ti e tudo o que me poderias dar, se ao menos me amasses de volta. Amo os sorrisos que nos arranco, aligeirando o que se tornou demasiado pesado para suportar. Amo os dias e as noites nos quais nos imagino juntos, sendo ambos a metade inteira que supostamente falta ao outro. Amo saber que ainda te consigo amar desta forma e que não fechei o coração ao mundo. Queres entender o que espero de quem deveria saber esperar por mim? Espero tudo o que consigo dar, não ocupando espaços desnecessários e estando apenas quando e onde fizer falta. Espero uma corrida idêntica, passadas compassadas e sonhos partilhados, mesmo que únicos e até incomuns. Espero poder deixar de esperar pelo que deverá chegar até mim sem esforço, o mesmo que não dispendo quando e enquanto te estou a amar. Queres querer-me ao teu ritmo, ao meu, ou ajustando o de ambos para que nos amemos sem atropelos? Julgo que esta resposta não necessita de qualquer desenvolvimento