SELECTED CATEGORYContos!

19.6.19

Se não te respirar...

NEWSFLASH: Half the fun of any big goal is the ANTICIPATION! Think about it: isn't planning a wedding (or Christmas dinner!) almost as fun as the big moment itself? During the planning stage we're filled with possibility and purpose. After the moment passes, those things are left behind. (A good reason why it's so common to feel a let-down after a big event!)â € â € -â € â € Everything that goes into making something happen is ENJOYABLE: the planning, the designing, the excitement. Yet all too often we


Somos um livro com dois volumes, faltando o primeiro o outro não tem como existir ou fazer sentido. És assim na minha vida, só estou completa se estiveres por perto e se te mantiveres a minha metade.
Não concebo o amor de outra forma, não me consigo manter ou sequer respirar livremente se não souber de ti, se não partilhar os teus espaços e até os teus pensamentos. Passamos muitas horas quietos. Consigo ouvir-te respirar, olho os teus olhos que por vezes se embaciam, mas não sei do que padeces, partilhas apenas metade de ti, mas eu vou-te escutando e vou conseguindo que confies que que te quero bem mais do que a mim mesma.

Construímos o nosso lugar longe do mundo do qual fugimos para sermos apenas nós e para que mais ninguém nos roube os sons ou sequer os silêncios. Quando estamos juntos o mundo inteiro encaixa-se, o sol nasce mais brilhante e até a noite da qual tenho algum receio, fica com o luar que me tranquiliza, bastando que me mantenhas por perto.

A tua escrita leva-te de mim, porque precisas de estar nos teus silêncios, sem sequer me visualizares e sem que o teu horizonte me inclua. Nestas alturas não te faço falta, não me vês sequer e temo que nem me penses.

- És demasiado importante para mim e impedes-me de fugir para o lado do Universo onde consigo criar. Amo-te pequenina, não te tenho como musa inspiradora, mas sim como a mulher que me preenche os vazios que eu sei tão bem criar.

As tuas ausências matam-me e quase que me impedem de funcionar, torno-me um vegetal. Fico mecânica e prossigo com a vida até que me chames de volta, até que estejas de novo dentro de mim, para me passares dor, intensidade e o fogo que me mantém viva e a amar-te. 



O amor não precisava de doer e tanto que queria ter identidade sem ti, mas és a minha metade e se não te respirar, sou imperfeita!

12.6.19

Parceiros para sempre!

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O Pedro e a Carlota são parceiros na guerra e no amor. Não se conseguem despegar um do outro e já lá vão seis anos de separação. Não passam um dia, que seja, sem se verem, ou falarem. Desculpam-se com as crianças, mas na realidade já não sabem como estar um sem outro, mesmo com as habituais discussões acesas e mesmo que discordem do que já discordavam enquanto casal. As desculpas acerca do alegado divórcio prenderam-se com as incompatibilidades, vontades e sonhos díspares, porque na realidade são a água e o vinho, misturam-se sim, mas um estraga o outro.

Seis anos depois ainda não encontraram um parceiro que os sirva, passam o tempo a detectar defeitos nos pobres dos seres que tentam, em vão, aproximar-se quer de um quer de outro. As fasquias estão a cada passo mais altas e quem os vê aceita-os como o casal que não é casal, mas que se mantém casal.

Estamos todos um pouco curiosos quanto ao final desta história. Quem sabe não terá ainda contornos imprevisíveis, mas cá para mim, vão acabar num banco de jardim, já para lá dos oitenta anos, a discutirem sobre o que não concordam, a repisarem nos gostos e vontades de cada um, mas sem se olharem convenientemente, simplesmente porque alguns parceiros são para sempre!

7.1.18

Será que ainda te lembras?

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Será que ainda te lembras de onde nos conhecemos, do tempo que demoraste até me convenceres dos teus avanços meio loucos, mas que me faziam rir até da minha teimosia? Sim, era pura teimosia, porque eu sabia, soube sempre, mal me tocaste a primeira vez, assim que me estendeste a mão para me ajudares a entrar na viagem mais louca da minha vida, que serias tu e foste!

- Olha o teu café fumegante, exactamente como gostas.
- Senta-te aqui minha princesa, aninha-te a mim.

Os nossos começos de noite passaram a ter o mesmo ritual, os dois no alpendre da casa, tu à espera que te trouxesse um café em forma de tesouro, porque me empenhava para que que cada um soubesse melhor do que todos os outros, e que chegasse eu para ficarmos debaixo da mesma manta, abraçados, recordando tudo o que nunca teremos forma de esquecer e que fez a história que ainda estamos a escrever.

- Lembras-te de como me ias sempre mimar ao intervalo do almoço?
- Ui, se lembro, eram os nossos momentos de oiro. Os beijos tinham um sabor incrível, eram contados ao segundo e ficava-me sempre a sensação de que sabiam a pouco e de que te deveria raptar, se fosse mais louco, se te amasse mais e até que o teria feito.
- Deixa-te disso, tu sabes que me amas mais do que pareço precisar, mas não te ponhas com ideias agora, está tudo bem assim, eu gosto desse teu gostar e sabes que não teria mudado nada.

Nunca me esqueço de agradecer, um dia que seja a pessoa que entrou assim, na minha vida, para fazer de mim um ser tão especial, porque nós somos da forma que nos vêem, a nossa verdadeira importância está no que conseguimos passar aos outros, tocando-os e fazendo tudo valer a pena. Eu sou a mulher do homem que permanecerá ao meu lado, até que o final de um de nós chegue e nos solte, mas por muito pouco tempo, um do outro, porque os amores assim não são quebrados, apenas mudam de dimensão, rasgam novos tempos e continuam para lá das histórias que ainda não sabemos contar. Eu sou a mulher cuja felicidade deixou de ser apenas um desejo e conseguiu, ainda nesta vida, unir-se ao homem que me acompanhará para sempre, em todas as outras. Disso não tenho qualquer dúvida.

Será que ainda te lembras de como te dizia saber que te iria amar por mil anos?
- Lembro-me meu amor e de responder, como faço agora, que te iria amar por outros mil, por todos quantos conseguirmos continuar a reconhecer-nos.

4.11.17

Quando amamos, amamos, pronto!

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Sabem o que acontece quando um amor não termina?

Não vale a pena querer seguir em frente, arranjando um novo amor que substitua o único que se deseja. Por mais que sejamos cuidadas, amadas, incentivadas a andar em frente e a começar de novo, se o que sentimos não mudou, estaremos apenas a enganar-nos!

O Alexandre é um verdadeiro cavalheiro, cuida de cada um dos meus desejos, até dos que nem sabia que tinha. Com ele passei a gostar de bons designers, de sapatos feitos à medida, de jóias personalizadas, de tudo o que uma mulher sonha. A sua vida profissional consumia-o, mas fazia sempre crescer os dias para estar comigo.

Jantávamos às 11, almoçávamos às 4 da tarde, namorávamos até altas horas, adormecíamos e acordávamos a fazer amor, partilhávamos até os suspiros, ele era uma descoberta constante e um prazer assumido.

- Minha querida, acho que chegou a hora de te pedir para te mudares para a minha casa, o que me dizes?

Fiquei muda, sem conseguir articular uma única palavra. De repente, do nada, a imagem do Paulo, as constantes mensagens de voz no telemóvel, tudo isso passou pelo meu pensamento. Se eu desse este passo, seria para recomeçar, seria para deixar para trás, para sempre, o que tivera e me fizera tão feliz, mas que correra mal. Aquele homem era o meu castigo eterno, nada fazia sentido sem ele e os meus dias eram camuflados, eu vivia uma mentira constante, e nunca, por nenhum segundo, deixara verdadeiramente de pensar nele. Ele era o que o meu corpo, mente e alma desejavam, mesmo que não me personalizasse as jóias, ou me levasse a jantar a Madrid. Como poderia eu cortar com o cordão que me permitia respirar?

- Querida?
- Sim, Alexandre, apanhaste-me de surpresa, desculpa. Não sei o que dizer...
- Diz que sim, vem acordar sempre na minha cama, na nossa cama. Podes mudar a decoração inteira da casa, pô-la ao teu jeito, revira-a do avesso, deita paredes abaixo...

Eu já não o ouvia, não podia, era demasiado para mim ter que cortar e desistir. Dei comigo a correr, descalcei-me e corri sem sentir qualquer dor, o meu cérebro gritava-me que era agora e que precisava de parar de me enganar, de me esconder...

Subi os dois andares do meu prédio, nem sei bem como, e quando entrei corri para o armário onde "escondera" a caixa com a outra parte da minha vida. Agarrei ansiosa a sua foto, e sentada no chão, ri chorei e entendi, era ele, teria que ser ele, sempre e só!

- Estou, Paulo?

28.7.17

Lembro-me...

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Feelme/Lembro-me...Tema:Contos!

Lembro-me ainda, das palavras fortes, cheias de ódio, que nos largámos a ambos e da tua fraqueza quando saíste pela porta de onde nunca mais te voltarei a ver entrar. Lembro-me de como chovia, dos trovões que se sucediam aos relâmpagos que iluminavam tudo à sua volta, até mesmo a nós, dois seres tão feridos, que nem o amor que carregáramos antes conseguia sossegar a tempestade interior.

Permitimos que se acumulassem culpas, que o tempo nos empurrasse para vários amanhãs, nos quais deveríamos ter sido capazes de falar sobre o que nos doía. Permitimos que falhássemos ambos, na nossa promessa de nos contarmos tudo e de nunca adiarmos o que só acabaria a crescer de forma descontrolada. Permitimos que num único momento, que eu nunca mais esquecerei, nos afastássemos um do outro e desistíssemos do que mais ninguém tinha e que tanto nos custara a criar.

Foi num dia assim que nos conhecemos, mas dessa vez a chuva abrigou-nos o interior que estava demasiado atormentado para sentir a tormenta lá fora. Não chegámos a falar, apenas nos encostámos, de forma inconsciente um ao outro, e esperámos, sentindo-nos verdadeiramente acompanhados, pela primeira vez desde há muitas dores lá atrás. Nunca mais me libertei do teu cheiro e o teu arfar ritmado passou a ser a minha melhor forma de adormecer. Foi num dia assim que te pude olhar, quando de repente, como se nunca tivéssemos sequer estado ali, o mesmo tempo que nos empurrara um para o outro, se limpou e nos limpou por dentro. Foi num dia assim que acabámos a trocar contactos, ainda de forma silenciosa, como se alguém nos estivesse a soprar - aceita-o - aceita-a...

Não sei de onde nos saiu tanta mágoa e porque saímos de nós, esquecendo tanto que nos pertencia, não sabendo como nos impedir de impedir o outro de sofrer, tanto, que tiveste que me deixar para trás, sozinha, impotente, porque foi num dia igual ao que te trouxe que me foste levado, e já nada poderei fazer ou dizer para te trazer de volta, para te abraçar e pedir desculpas pelos minutos de um desamor que fora capaz de encobrir todo o amor que te tinha.

Agora só posso imaginar o que me dirias quando voltasses a entrar, o quanto se abririam os teus braços para que me aninhasse e te pedisse um perdão sentido. Agora nada conseguirá reverter o que fiz, e se a dor que te infligi tiver sido tão grande quanto foi a tua perda, nunca mais te conseguirei voltar a encontrar, em todas as outras vidas que eu jurava estarem-nos reservadas. Agora fico como estava antes de ti, sozinha, sem ter como partilhar o que me ensinaste e sem me importar com o lado da cama no qual estarei enquanto todas as horas passarem, e eu continuar aqui, à espera de que o num dia igual àquele em que te perdi, possa também eu ser levada, de forma tranquila, mas rapidamente, porque nada do que tenho basta para que queira ficar.



31.5.17

Estou a ver a minha vida continuar sem mim!

Silhouettes of Couple Kissing Against Sunset
Feelme/Estou a ver a minha vida continuar sem mim!Tema:Contos!

Ver a minha vida continuar sem mim. Dá que pensar e tem sobretudo a ver com as escolhas. Com tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, por puro conformismo, ou pela incapacidade de lutar pelo que nos pertence.

Deixei-nos ir e mesmo que por vezes tenha resistido, rendi-me ao inevitável, mas continuámos a ser os mesmos, com muita história no meio de ambos e com olhares que conseguem chegar ao mesmo tempo. Refizeste a tua vida e tens, supostamente o amor que procuravas. Segui em frente e esbarrei em quem, supostamente me completa, mas de cada vez que nos abraçamos e fazemo-lo muitas vezes, os outros acham que em demasia, o que senti no primeiro dia em que me tocaste, permanece até hoje.

Somos tão iguais que assusta. Temos tanto em comum que não entendo, nem ninguém, o que foi que nos quebrou e o que tanto precisávamos para deixarmos de precisar um do outro. Somos capazes de correrias loucas para nos irmos "salvar". Nunca deixamos de ter tempo, para as dores que cada um sente. É por isso que estou a escrever cada palavra, enquanto te vejo dormir. Estás frágil e doente e eu estou, como estive sempre, a cuidar de ti. Mas do que estou à espera para ser capaz de parar de esperar?

Abriste os olhos, depois de pareceres ter sentido cada som e respiração. Sorriste-me e eu perguntei-me, agora sem as palavras que senti bem fortes - Mas será que vou continuar a ver a minha vida continuar sem mim?
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