Cliff diving in O'ahu. There are worse ways to spend a Thursday. #Hawaii


Será que os arrojados serão sempre os mais bem-sucedidos? Terão alguma substância no ADN que lhes permita ver o mundo de forma diferente, com mais motivação e menos obstáculos?

Não sei do que são feitos os que se fazem, por si, numa busca constante do que lhes faz sentir que têm um propósito maior, uma meta para corridas mais longas e menos a direito. Sei que em comum carregam uma alegria que poucas pessoas conseguem escurecer. São os animados crónicos, aqueles que nos trazem um desejo de também nós fazermos algo extraordinário. São os que nos impelem, com sorrisos seguros, a perseguirmos os nossos sonhos, não importa o grau de loucura associada. São os que gosto de ter por perto, porque me alimento de cada palavra e elas têm um sabor a que sabem muito poucas. São eles que me dizem, por tudo o que conseguem, que também eu conseguirei subir mais alto, não tendo que olhar, o tempo todo para baixo, até porque cair nem sempre será a equação mais provável.

Os arrojados de serviço deixam-nos de boca aberta, de olhos esbugalhados e com um formigueiro bom, que nos faz até correr, porque andar nunca parecerá o suficiente. O arrojo pode vir em formato de músicas que nos entram dentro. De pinturas que nos impedem de olhar para qualquer outro lado. De histórias, poéticas ou em prosa, que parecem ter sido criadas para nós, se pelo menos também conseguíssemos arrojar. Os arrojados são os que permanecem para além do tempo que vivemos e que parecem ter entendido o que ainda procuramos, conseguindo, por vezes,  fazer arrojar mais uns quantos. Quando os encontramos e reconhecemos, percebemos que as subidas a montanhas escarpadas, os saltos de ravinas sinuosas e o cruzar de oceanos revoltos poderão apenas ser o princípio de tudo o que iremos, também nós, os menos arrojados, fazer um dia!

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