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Livres para amar!

A minha liberdade  e a tua vem passando também, e bem mais do que tudo o resto, pelo amor que sabemos acumular, deixando-o nascer e desenvolver como se de um filho se tratasse e espalhando-o como uma era verde gigante, para todos quantos o conseguirem ver e aceitar.  A minha liberdade , tal como a tua, está na capacidade de receber o que tão a custo me passaram. O respeito pelo que sou, pelo que sonho e quero para mim, não descurando quem também anseio e preciso de ter ao meu lado.  A minha liberdade , a nossa, tornou-se tão adquirida, que por vezes me esqueço de lembrar o que já nos faltou e o quanto, porque agora vou onde quero, sou o que decido construir e chego onde o meu coração mandar.  A minha liberdade  permitiu-me escolher-te, tendo-te nas escolhas que fizemos ambos, amando-te,  livremente  e sentindo que serás o que eu for e que estaremos, da mesma forma e com os mesmos direitos. Gosto  de gostar de ti assim,  livre , sem grilhetas emocionais, apenas eu mesma com tud

As primeiras palavras...

Começar com as primeiras palavras do que passará a ser uma história para ficar, deixa-me com uma sensação de poder e com o bichinho do incerto e do desconhecido. Não sei o que vai acontecer e até onde me vou levar. Não sei o rumo, mesmo que o tenha imaginado e sentido, porque na verdade, do nada, tudo pode passar a ser diferente. Não sei de onde me vem a inspiração, nem o que me insufla as veias criativas, mas ser capaz de me pôr em palavras é um mistério que pretendo manter. Se ao menos o sonho tivesse forma de galgar as paredes invisíveis, permitindo-me viver em pleno o que para mim é mais do que real. Se ao menos a minha própria história pudesse ser escrita na íntegra por mim à velocidade dum romance. Se ao menos já tivesse como apenas usar e abusar de cada uma das palavras de que me alimento, sem prazos, nem paragens desnecessárias. Se ao menos a minha estabilidade já estivesse para lá da emocional... Não sei exactamente quem sou quando me desvendo nas teclas e deix

Se tens que me deixar, deixa-me já!

Se tens que me deixar ,  quero que o faças de forma suave, a não permitir que te sinta a falta e por isso terás que deixar-me já.  Deixa-me  bem antes de todos os sabores que cada beijo nos cola.  Deixa-me  bem antes da minha pele se envolver na tua, soprando-me o cheiro que reconhecerei em qualquer canto do mundo.  Deixa-me  bem antes de adormecermos, envoltos num sonho comum e num acordar real.  Deixa-me  bem antes de me deixares no lugar onde ficarei apenas eu, sem saber como sair e sem saber como me retomar.  Deixa-me  bem antes de te poder ver partir e por isso terás que partir já.  Deixa-me  bem antes de precisar de te implorar que fiques.  Deixa-me  bem antes de me veres derramar as lágrimas que nos lavarão a ambos um do outro.  Deixa-me  por não poderes e por não seres capaz. Se tens que me deixar, deixa-me já .  Se  não fores capaz de me prometer o que já te prometi, não fiques nem mais uma hora, porque de contrário serei incapaz de te resistir...

Sem ti...

Que parte de mim cabe em ti e que parte de ti necessita  mesmo  de mim? A vida por vezes teima em correr a uma velocidade estonteante, impedindo-nos de a acompanhar, mas fazendo-nos perceber, em cada etapa, que ou a seguimos e nos adaptamos, ou desistimos com todos os prejuízos que advêm daí. Estar em ti, aceitando o que carregas já me assustou, mas agora, do que tenho mesmo  MEDO  é de não te poder manter, aqui, no lugar que preparei e adaptei aos dois. Não mudei de ideias, não passei a ser, de repente, corajosa, mudei de postura, passei a relativizar e a entender que tudo será possível desde que sejamos emocionalmente possíveis. Sem ti  quase não me reconheço, e cada um dos desejos que mantinha, de sucesso profissional, de auto-conhecimento e até de viagens de descoberta, ficam sem sabor ou interesse.  Sem ti  sei que não desisto e continuo, mas não pode ser igual, não agora que tudo o que deveria ser feito já foi, e não agora que percebi o que vieste fazer à minha vida

Tenho medo...

Tenho a cada dia mais medo da eventualidade de deixar de ser eu ! Não quero ter que deixar de querer para encaixar o que querem os outros. Não quero deixar de poder e ter que esperar que queiram por mim. Não quero dar trabalho e deixar de ter trabalho, sobretudo mental. Não quero que me direccionem e forcem a ver de outra forma, tudo o que fiz até hoje levou muito do meu empenho e tempo. Não quero deixar de ser a que cuida e resolve. Não quero que o amanhã chegue demasiado rápido, impedindo-me de estar preparada e pronta para o que me espera. Não quero pensar na minha humanidade e fraqueza ascendente, toda a vida me conheci forte e determinada, por isso continuo determinadamente a não querer que queiram o que quer que seja por mim. Tenho medo , é um facto, de ter que parar de resistir e simplesmente desistir de lutar!

Será que entendes os recados da vida?

Desconfia de tudo o que te chegar com demasiada entrega, com muitos sorrisos e com um reconhecer exagerado de tudo o que representas. Desconfia de quem te ama só porque sim e te quer como se fosses a última bolacha do pacote. Desconfia dos olhares embaciados e das palavras que querem parecer dizer mais do que todas as que ouviste antes. Desconfia de ti quando decidires confiar demasiado. A vida dá-nos recados , chama-nos constantemente à atenção e prova-nos, mesmo quando recusamos admitir, que ninguém nos pode querer muito se não nos souber aceitar e respeitar. Ainda vou ficando incrédula perante a capacidade que algumas pessoas têm de prometer o que sabem nunca poder cumprir. Não as consigo classificar nem ler, porque usam palavras aparentemente tão sábias, que me custa perceber que afinal não sabem de nada. Não sei que propósito nos serve termos que nos defrontar com quem não nos poderá acrescentar mais nada para além da dor, da vergonha perante o irrealismo a que nos entr

Onde estão as garantias reais?

Quem é que nos pode garantir, com toda a certeza, de que vai mesmo tudo correr bem? Ninguém, mesmo que o façamos nós pais à nossa prole, confiando que teremos como resolver o que os assustar tal como quando eram meninos! A falta de garantias motiva alguns e desacelera outros tantos, porque andar sem rede, não vendo sequer o chão, é tarefa para sobreviventes e corajosos. A incerteza perante o que até julgávamos certo, muda os ritmos e faz-nos regressar atrás vezes sem conta, contando outra vez apenas connosco numa vã tentativa de não nos desiludirmos. Onde estão as garantias reais de uma vida que só parece fazer sentido se for inundada de amor? Não temos manuais. Não conhecemos os melhores caminhos e nem sempre os trilhados pelos outros nos servem. Não falamos a mesma língua na maioria das vezes e nem sequer usamos os mesmos sons ou gestos. Não sabemos como rebobinar e recomeçar, ou fazêmo-lo de forma acelerada e pouco calculada. Não vamos com medo de ter que ficar e por

Muito para lá de meio...

Já espreita mais um final de ano. Já se avizinham os inevitáveis balanços. Já se esfregam algumas mãos perante a urgência de continuar a construir! Tudo o que fazemos e deixamos por fazer, nos desfere resultados em diversos formatos. O que escolhemos planear deve ser posto à prova e perseguido, para que até prova em contrário, possa ser concretizável. Cada um dos items da lista que parece ir crescendo e diminuindo consoante estamos mais ou menos abertos a mudanças, deve ser visto e revisto para que se encaixe de forma perfeita. Já espreita mais umas quantas centenas de oportunidades em formato de dias e elas serão sempre o que fizermos por receber. Já espreita o friozinho que se aloja no desespero da falta de tempo, ou na segurança dum tempo bem usado e estendido para chegar a mais um ano. Já espreita o crescendo de emoções perante as perguntas que queremos ver respondidas, porque soubemos como fazer as perguntas.  Toda a vontade que colocamos em querer fazer da form

Será que sei ao que vou?

Temos que saber de que forma segurar nas mãos o nosso futuro, mas nunca será pacífico e certamente que ficaremos mais visíveis aos olhos dos outros pelo atrevimento e pela determinação. Supostamente não seria suposto sabermos o que queremos. Incrivelmente, num século tão revolucionário, lutamos diariamente com a revolução interna que criamos apenas por afirmarmos saber de nós. Temos que encontrar o nosso ponto de equilíbrio, resistindo ao que todos parecem esperar e querer de  nós, mas sem participarem dos revezes ou dos medos que nos envolvem a pele. Nunca conseguiremos reunir consensos e apenas restarão uns quantos no final, os igualmente lutadores e de visão mais alargada. No meu futuro quero estar eu toda e mesmo que precise de deixar alguns "pedaços" para trás, sei que serão os que nunca me poderiam acompanhar. Tenho que me manter fiel à pessoa que reconheço, de contrário apenas flutuarei por aqui sem saber onde pousar cada pé. Tenho que querer muito o que me

Saber ao que vim...

Sei ao que vim. Sei o que ainda preciso de trabalhar para me sossegar. Sei o que me move e o que quase me impede de querer respirar. Sei tanto sobre tudo o que sou, mas ainda é tanto o que me falta, que por vezes permito que a dor me controle os movimentos e me acelere as batidas dum coração massacrado. Sei o que ainda não consegui saber nem entender, mas nem por isso sinto vontade de desistir... Queria já estar onde me vejo, escapando às inevitáveis etapas e usufruindo do de scanso mental. Precisava de já conseguir tocar o que me espera, porque o sinto de forma tão forte e veemente que adiar é morrer um pouco mais. Sei do que sou feita e por isso ainda vou fazendo mais e muito, mas também sei que até as guerreiras têm momentos de paz para se restabelecerem. Sei que por vezes o tempo me testa, mas logo que saiba o que me cabe, saberei exactamente o que fazer dele. Sei que hoje espero, mas que amanhã conquisto!

Sabes com quem é que sonho agora?

"Já não é contigo que sonho. Deixei de ter um rosto definido e passei a reencontrar-me, noite após noite, com um coração disponível e uma alma pura. As noites já não são para te reencontrar, mas para ir ao encontro de quem encontrará uma forma de me ter sempre, estando nos mesmos lugares e partilhando de bem mais do que pensamentos". Sabes com quem é que sonho agora ? Com quem me mantém bem acordada durante o dia, tentando recordar cada palavra e olhando bem dentro dos olhos que me fixam de cada vez que regressamos ambos e sorrimos sem que o possamos evitar. Sonhar passou a ser a minha realidade menos palpável e definível, mas curiosamente é apenas quando sonho que me reconheço e gosto do que pareço passar-te. Sonho com a pessoa que a minha pessoa reconhece e parecemos saber ambos porque teremos ainda que nos encontrar assim.  Sabes com quem é que sonho agora ? Com o amor que me insufla o coração e me faz sentir tão viva que até duvido do sonho. É a sonhar que

De que forma escolho?

Sou eu que escolho como viver. Sou eu que decido o que fazer de cada parte de mim, Sou eu, sozinha, que choro pelo tempo que me fizer falta e até que me seque por dentro. Mas não sou apenas lágrimas, sou mais sorrisos e risos escancarados. Sou na minha medida certa, mas aceito que não sou da medida que os outros precisam. Como escolho   continuar  depois de tudo o que já aprendi sobre mim, é o que me tem mantido bem à tona, nadando de forma segura até à margem onde poderei, em pé, restaurar cada músculo dolorido.  Como escolho amar  quem me ama, deixa-me com a certeza que só pode ser assim,  TODA , sem reservas, passando para a vida o que os sonhos tantas vezes me mostraram.  Como escolho escolher , agora, nesta altura da minha vida, já não precisa de vir com cuidados acrescidos, porque sou crescida, porque já sei o que sou e como posso continuar sem me defraudar. Se ainda me deixo magoar ? Sim, claro, sou também e para além de tudo humana, e cometo erros que depois pag

E se soubesse tudo?

Se soubesse tudo não viveria metade. Se as respostas aos apertos da vida fossem imediatas, acabaria por não fazer nenhuma, deixando-me apenas levar pelo seguro e óbvio. Se soubesse tudo nunca chegaria a provar dos teus beijos, porque certamente que iria evitar perder o teu sabor. Se soubesse tudo perderia o espontâneo e natural, mecanizando-me mais do que faço hoje por já saber tanto. Se soubesse tudo será que ainda teria margem para ir sabendo mais alguma coisa? É que o importante de ontem parece importar-me muito pouco hoje, talvez porque já importe muito mais. Temos que ser capazes de aceitar a evolução, os embates e os revezes. Temos que ir abrindo uma porta de cada vez, guardando a curiosidade para os momentos certos. Temos que nos permitir ter menos, sendo e recebendo na proporção inversa do que damos,porque apenas assim saberemos o que é verdadeiramente importante. Não preciso de saber tudo para ter tudo. Não preciso de entender o que não dizem para ser capaz