28.2.20

Já achei muito, mas de forma errada...



Já achei que nos pertencíamos, algures num tempo onde quase me esqueci da minha importância. Foi bom sentir que fazíamos sentido juntos e recordo-me de me ter entregue toda, sendo eu em cada pedaço que te ofereci. Estive à altura de te fazer um homem feliz, mas não me incluí devidamente no processo. Parecia precisar de muito pouco, mas apenas para que nada te faltasse e ainda assim faltou-te força, coragem e amor, aquele que tanto apregoaste, mas que nunca foste capaz de dar. arrisquei estar focada noutro que não em mim mesma, mas percebi, da pior maneira, que não funciona, porque anula a personagem principal. Já adiei resoluções, mas passei a não deixar passar nada que seja importante, simplesmente porque a médio prazo me reduzirá a metades. me enganei com lugares comuns, mas não me identifiquei com nenhum e apenas perdi mais algum do tempo que considero precioso.
achei que o meu amor bastaria para que o teu crescesse, mas achei de forma errada. me foquei demasiado no passado, mas apenas até perceber que me reduzia a metade do que sou verdadeiramente, por isso reconstruo, todos os dias, o meu futuro, sendo e querendo o que me representa de forma fiel. Já estive TÃO longe de ser quem hoje reconheço, mas abraço cada percurso com a plena convicção de que apenas poderia ter sido eu a percebê-lo e a "chegar a casa". achei que não seria capaz do que hoje é tão fácil e natural, que mais nada nem ninguém terá forma de achar qualquer coisa de diferente.
Já achei o que passou a ser uma certeza, dissipando qualquer dúvida que ainda pudesse resistir...

27.2.20

Já não tem lágrimas, por isso não chora!



Já não tem lágrimas, por isso não chora. Já não busca e rebusca o passado, por isso não sofre. Já não aceita menos quando até sabe ter tanto, por isso exige tudo. Já não deixa de sorrir perante o que a trouxe até ao hoje, por isso agradece!
Para quem se identifica, isto de ter poder, por já entender o que significa ser, carrega uma forma diferente e libertadora de estar. Passamos a pedir com mais foco, menos barulhos externos e deixamos de embelezar o que for naturalmente feio, porque na realidade existem pessoas menores, falsas; dúbias e de alma escurecida. Quando estamos na frequência do amor, passamos a deixar de apenas passar e paramos mais vezes para ver e sentir. Quando sossegamos o coração, percebemos que o amor não dói, não magoa e não mente. O amor regenera cada célula e activa todos os sentidos, afastando os que nos desviam da capacidade de amar ainda mais.
Já nunca mais se sentiu menos mulher apenas porque alguém, certamente menos humano, lho disse. Já sabe exactamente o que sentir para que nunca mais se sinta mal com o que ainda pretende conquistar. Já está definitivamente pronta.

Ver a vida a acontecer...



Ver a vida a acontecer; fazer parte de mudanças, avanços e crescimento; perceber que dou exactamente na proporção do que faz falta aos que dependem de mim; aceitar o que já não está apenas nas minhas mãos; continuar a fazer o meu percurso, cada vez mais segura e determinada, cuidando do que adiei; estar aqui, estando mesmo; concluir os items da já longa lista que fiz para me lembrar do que não posso esquecer; ser a pessoa mais importante da minha vida para ter verdadeiramente importância e não cobrar nada; revestir o meu mundo dos sonhos que se irão concretizando, um-a-um; voltar a amar quem só terá que me amar de volta porque já tenho o que servirá a quem tenha dado as mesmas voltas e concluído todas as viagens.
Ver a vida a acontecer fazendo parte dela, é o que me faz sentido!

26.2.20

Se mudar fosse fácil, mudaríamos todos hoje, já!



Se mudar fosse fácil, mudaríamos todos hoje, já!
Querer carrega uma força extraordinária e quem o entende passa a entender tudo o resto e a ser capaz de MUITO. Querer o que não se conhece, traz situações e pessoas que mudarão tudo à nossa volta, empurrando-nos para o melhor de nós, para o que verdadeiramente merecemos, mas é algo penoso e desconfortável. Querer ter, ir e ver, traduz-se em coisas, lugares e olhares novos.
Se mudar fosse perceptível para a maioria de nós, não testemunharíamos tanta resistência e incredulidade, porque somos o que pensamos e pensamos tudo o que a nossa mente quiser e projectar.
Saber, nos dias de hoje, é crucial e não há como passarmos ao lado dos que já perceberam, já aprenderam e já aplicaram, porque se não o fizermos, os resultados serão continuamente os mesmos. Saber, com verdade, provas documentadas, muita pesquisa e foco, permite-nos mais auto-conhecimento. Saber é tão poderoso quanto a criação da vida e é sabendo que podemos querer mais e mais...
Se mudar fosse possível hoje, será que te sentirias preparado, ou continuarias a arranjar desculpas e a adiar o que já está à tua espera?

25.2.20

Escolho pensar que já te tenho!



Escolho pensar que já te tenho e decido sentir tudo o que representas na minha vida, porque estás nela para ficar. Determinei que nada poderia fazer sentido se tivéssemos mesmo terminado e por isso mesmo mantenho o que sinto e deixo sossegar o que tanto me movimenta o coração. Escolho sorrir da mesma forma que te assegurava do amor que te tenho e ele aqui continua, forte e determinado a querer quem queremos ambos. Sei que coordeno as suas batidas. Sei para onde o levar para que nunca se afaste de ti. Sei que mais ninguém me dará tanto ou fará sentir assim, da única forma que me aclara os dias mais escuros. Sei tudo o que foi capaz de aprender enquanto aprendia a amar-te.
Escolho ver-te entrar pela porta, oferecendo-me o abraço que me afastará de todos os males do mundo. Escolho receber-te, forte e seguro de mim, a tua pessoa. Escolho sonhar acordada com os beijos que nunca deixei de sentir. Escolho arrepiar-me com o teu cheiro, porque o reconheceria em qualquer parte do mundo. Escolho escolher-te e ninguém terá forma de me demover, nem mesmo a distância que nos impuseste.
Ainda não deixaste de estar em nenhuma decisão. Nunca te afastei das minhas conquistas e é sempre em ti que penso quando a vida acontece. Não sei como separar o ontem do agora, por isso continuas, de forma coerente e consciente em cada amanhã. Ainda não soltei a tua mão...
Escolho pensar que pensas em mim e que estás mais perto agora de chegar. Escolho acreditar que te guio os passos e que cada dia passado te aproxima um pouco mais do lugar que conheces tão bem, porque o viste, porque o sentiste e reconheceste, porque o amaste e porque nele estou eu.

Cuidado com as tuas pegadas...



Cuidado com as tuas pegadas. Certifica-te de que andas por caminhos que poderão ser seguidos, ou acautela-te para apagares os traços se não pretendes ser encontrada. Cuidado com o que deixas para memória futura, sobretudo aos teus, porque eles acabarão a saber de TUDO o que foste e fizeste. Cuidado com os desamores e as palavras que te levam a mais do mesmo, é que se pedires vais eventualmente receber. Cuidado com a busca incessante do que não trabalhas para ter, porque apenas te desgastas e nunca chegas a lugar algum. Cuidado com a falta de tempo que te impede de teres tempo para ti e por consequência usas o dos outros, mal, claro está. Cuidado com o adiar constante do que tem MESMO que acontecer, é que mais tarde será apenas mais difícil. Cuidado contigo, não te amasses. Não carregues pesos desnecessários. Não te culpabilizes demasiado, mas não sacudas das culpas que te cabem. Cuidado com a forma como lês o que só virá com a tua capacidade de interpretação.

Cuidado, nem sempre o mundo se coloca a jeito para voltares a ter mais uma oportunidade!

24.2.20

O que já sabemos afinal?



Já todos sabemos, porque o repetimos, que a idade está na cabeça, o mesmo lugar onde deveria também morar a maturidade e o discernimento, mas infelizmente isso não acontece, não com a frequência desejada e não de forma a influenciar positivamente os outros. Não vivemos sozinhos. Não somos apenas nós que contamos neste enorme pedaço de mundo, mas igualmente pequeno o bastante para que recebamos as influências energéticas de todos. Não podemos, de forma alguma, fingir que nos bastamos e NÃO podemos continuar nesta linha, sob risco de envelhecermos coração, corpo e alma, muito antes do tempo.
Já todos deveríamos saber que apenas se vive uma vida de cada vez, a nossa e que querermos estar em todo lado, sabendo de tudo e vaticinando sobre tudo, não nos carrega do que verdadeiramente faz falta, pelo contrário, retira o que já deveríamos ter e ser. A nossa caminhada pode ser TÃO mais fácil, se soubermos quem somos, ao que vimos e o que precisamos de aprender para mudar e evoluir. O que recebemos, bom e mau, será sempre o resultado do que fizermos e do que adiarmos. Temos poder SIM, usá-lo não será fácil, mas está aí para todos os que o reconhecem e aplicam.
Já vamos sabendo tanto, que só precisamos de parar de duvidar e começar a usar!

21.2.20

Novas fases, nova vida!



Estou a viver uma nova fase da minha já longa vida, ok, também não é tão longa assim sentindo uma enorme gratidão por tudo o que consigo identificar, afastando o que me possa impedir de sorrir, usufruir e sentir. Gosto, cada vez mais, de me focar no positivo, atraindo almas boas, serenas e disponíveis. Deixei de esperar, um segundo que seja, por quem se lamenta pelo movimento, mas continua parado. Passei a passar ao lado da mediocridade e apenas a mim me cabe ser maior e exigir o mesmo dos outros. Estou num estágio de serenidade e de afirmação. Estou determinada nas soluções e fico apenas o tempo necessário nos problemas.
Quero que o sol nasça comigo quando acordo e que me acompanhe até que me recolha. Preciso de me manter serena, para serenamente chegar aos que dependem de mim, mantendo-me cuidada e segura. Quero mais risos e rio-me com mais facilidade...
Estou, sem qualquer dúvida, no auge da minha evolução emocional e é por isso que não desço nenhum "degrau" para me encontrar com quem se recusa a subir!

20.2.20

Escolho amar-te à minha maneira!



Escolho amar-te à minha maneira, sem metades e sem qualquer restrição que restrinja a tua felicidade, porque ela também será minha. Escolho não esperar mais e por isso dou-te, dando-me, todas as partes do meu mundo e que grande ele é e se torna apenas por te amar. Escolho amar-te com coragem e sem medos, prometendo-te que não olharei para nenhum lado onde não estejas. Escolho estar por perto querendo que sejas meu enquanto formos capazes de nos escolher. Escolho dar-me a possibilidade de saborear o que já visualizo. Ainda não me deixaste mal e ainda não me arrependi da entrega e das certezas que escolho ter.
Posso tudo quando decido que te posso considerar meu, mesmo que não me pertenças, mas sabendo que o teu coração já se colou ao meu. Posso transformar as nossas diferenças em forças conjuntas e é juntos que descobriremos como contornar o difícil. Posso amar-te como aprendi e faz sentido. Não conheço outra forma. Não aceito mais nenhum modelo. Não quero diferente. Posso fazer promessas que nunca serão vãs e é por isso que espero o mesmo de ti. Posso dizer o que me enche de sentimentos reais e é apenas nesta realidade que planeio viver.
Escolhi-te no momento que te vi e ver-te para o resto da minha vida é o que escolho fazer. Escolhi-te porque representas tudo o que me falta para que mais nada me volte a faltar!

19.2.20

Conheces-me bem!



Conheces-me bem. Sabes o que penso, porque me viste crescer a pensar, agora duma forma e depois duma outra completamente diferente, aceitando, na tua serenidade e amor de mãe, que só poderia ser assim. Conheces-me bem e contigo posso falar de mim, do que sinto, dos meus sonhos que têm o tamanho da minha capacidade de sonhar e eu sonho grande. Falamos durante horas, de cada vez que preciso das tuas palavras sensatas e carregadas de todas as histórias que vivi enquanto foste a mãe que precisava para estar onde estou hoje, a viver, uma vez mais, o que fui capaz de sonhar. Conheces-me bem e por isso sabes o que dizer para que continue, firme e determinado, atrás do que terá que ser meu. Conheces-me tão bem que me foste passando, de mansinho, o que precisaria de saber e sem que me soubesse às lições que afinal me acompanharão pela vida. Contigo não receio julgamentos e não meço o que aos outros soaria a vaidade, orgulho ou qualquer outro sentimento que tão bem sabes filtrar. Conheces-me bem e por isso não precisas que me comprometa com os contactos telefónicos que terão que me fazer falta. Estás aí, como sempre estiveste e a tua segurança, mesmo que possas estar a sentir medo, deixa-me seguro. Guias-me, ainda hoje, os passos que apenas eu poderei dar, mas que te trazem em cada escolha, porque sempre foste capaz de me deixar escolher, sabendo que teria que ser por mim e para mim. Conheces-me bem e até sabes quando estou de olhos cheios de lágrimas pela falta que me fazes, mas ainda assim sorris e fazes-me rir com as lembranças da minha infância e juventude. A tua força quando alguém me tentava enfraquecer é o que se cola no coração de cada vez que receio quebrar por estar fisicamente sozinho. Conheces-me bem porque estiveste em cada etapa e nunca me recusaste o tempo que fez de mim quem hoje sou. Nunca duvidaste. Nunca receaste demasiado pelas minhas escolhas e piores momentos. Nunca desististe e nunca partiste, mesmo que te tenha quebrado, sobretudo pela teimosia e imaturidade. Conheces-me bem, tanto que consegues saborear as minhas vitórias, as conquistas mais pequenas e o que ainda virá. Conheces-me bem e sabes que jamais serei capaz de te defraudar, esquecendo o que sempre provaste ser a melhor forma de andar por aqui. Conheces-me bem e já vou percebendo porque razão também me conheço cada dia melhor. Conheces-me bem e sabê-lo é o que me mantém em pé, corajoso e determinado, porque consigo provar-te, todos os dias, que sempre tiveste razão!

18.2.20

Quando decido, faço-o bem!



As decisões de hoje, todas as que for capaz de tomar, ou quantas recusar, irão invariavelmente definir o meu amanhã!
Nada é mais claro do que isto para mim agora. Tudo passou a ser natural, mas medido e pesado, de forma a que não suporte sozinha o peso do mundo. Tenho que me saber posicionar bem no meu lugar nesta vida, não me defraudando nem boicotando. Tenho que passar mais tempo comigo, ouvindo-me com sons, porque ao falar reproduzo o que penso e pensar passa a ser mais coerente. Tenho que ter do meu lado quem esteja verdadeiramente onde preciso, de contrário o desequilíbrio da balança deixar-me-à interiormente desequilibrada. Tenho que ter mais certezas. Tenho que pesquisar mais sobre o que me regenera e completa. Tenho que decidir, ponto final.
As decisões de hoje já carregam tudo o que escolhi ontem de forma menos certa, consciente ou inconscientemente, por isso já não me permito desculpas, mas curiosamente passei a desculpar mais os outros. Vim para trabalhar a tolerância nesta vida, mas sou totalmente intolerante a velocidades baixas quando imprimidas por mim, não porque tenha pressa de viver, mas porque sinto que me devo mais em menos tempo. De cada vez que decido, coloco em prática o que planeei e esse é o processo natural.
As decisões que tomo hoje são bem mais maduras, determinadas e fundamentadas, assim sendo não há pelo que errar!

17.2.20

Aprendi a voltar aos carris e a viagem ainda agora começou


Aprendi a sobreviver ao teu desamor e a recolher os sentimentos que deixei, por aí, disponíveis para usares, mas que usaste mal. Deixei de esperar pelo regresso adiado, até que finalmente adiei a minha vontade de esperar e passei a viver. Superei as dores que me fizeram crescer e percebi a minha importância no processo. Passei a passar mais tempo comigo, ouvindo-me nos silêncios e impedindo as tuas palavras de voltarem a ecoar, em mim e no meu cérebro cansado. "As palavras têm poder" - Digo-o vezes sem conta, mas as que deixamos por dizer são igualmente poderosas e capazes de solucionar até o que aparentemente não tinha solução. Fiquei mais quieta e já não preciso de ser validada para ter valor. Aprendi da forma mais amarga que os opostos não te atraem e que não adianta ter por perto quem não nos vê por dentro. Quem não nos respeita na diferença. Quem não se congratula com os nossos sucessos, mesmo que eles nos levem algumas vezes, porque voltaremos sempre se tivermos para quem. Aprendi a ler nas entrelinhas palavras aparentemente sentidas e percebi que não haverá forma de curar quem não se reconhece doente, por isso debita o que não sabe entender e entende tudo mal. Aprendi a deixar seguir, a vida quando mais escura, as pessoas quando perdidas e os momentos que não nos sabem ao sabor que tem o que é certo. Aprendi comigo e por mim a ser a única forma de armazenar o que me faz falta e depois disso nunca mais experimentei a escassez.
Aprendi a voltar aos carris e a viagem ainda agora começou!

Continuas a boicotar-te!



Continuo o "ver-te" destilar os venenos do mundo, focando-te no que te deveria importar muito pouco. Estás de asa descaída, com dores internas que poucos conseguem ver, mas ainda assim escolhes o que não te puxa para cima. Limpa-te do negro e veste a alma de cores que te permitam sarar.
Continuo a "ver-te" discutir o que nunca poderás mudar, numa vã tentativa de mudares o que sempre irá existir e persistir, a maldade, a pequenez, a burrice... Foge de ti quando insistires em esgravatar lixo tóxico. Arremessa para longe verdades incómodas e muito pouco rentáveis. Dá-te permissão para usufruíres apenas do que te saberá a vida e vive-a por ti, porque apenas assim ficarás verdadeiramente curada.

Lamento mesmo, nem sabes quanto!



Lamento por ti que cresceste sem nunca te teres sentido crescido, porque quem deveria ter estado "lá", em cada etapa, não foi capaz e permitiu-se esquecer que lhe cabias por dever. Lamento, tanto, não te ter valido, porque estava atenta aos meus e porque não me reconhecia o direito. Lamento as tuas dores, que permanecem até hoje, porque não te muniste das ferramentas que te arrancariam tantas almas negras. Lamento que te falte determinação para pontapear os pequenos, os maus e os de alma negra. Lamento que ainda não tenhas recebido o amor que te falta dar, porque repetes o padrão e duvidas de ti. Lamento não estar mais perto, sobretudo emocionalmente, para que me pedisses ajuda e me redimisse, de alguma forma, de não te ter oferecido o que tenho de sobra. Lamento...

Fugi, acobardei-me...


Fui-te respondendo para me justificar, falhando cada explicação, porque não aceitaste nenhuma. Parei de te responder com medo de não te conseguir deixar ir, mas igualmente em pânico com a tua desistência. Disse-te tanto, o que me magoava. O que não conseguia explicar. O que parecias ter de sobra e me faltava. As tuas certezas e a forma como me amavas, sendo tão doce, amável e disponível. Fui duro. Fui cobarde e indigno do amor que me tinhas. Fui pequeno e nunca cheguei a dar o que era teu por direito, mesmo sabendo que foste feita para mim. Fui o oposto de tudo o que te prometi.
Já não te respondo às perguntas que certamente sempre farás, mas apenas porque fiquei sem respostas. Fiquei vazio até de mim e perdi-me da única pessoa que nunca me deixaria sem palavras e sem explicações. Já não sei quem sou...

14.2.20

Não lamento a falta dum amor!



Não lamento a falta dum amor, já não, porque na verdade não é qualquer um que me serve. Não fico triste pela falta dum abraço e que bem me saberia ser abraçada, com sentimento e entrega, mas a não poder ser dado pela pessoa que antecipo perfeita para mim, abraço-me diariamente, cuidando do que me mantém emocionalmente acompanhada. Não espero, nem mais um dia, por quem irromperá pela porta que até fechei, não à chave, mas para que me proteja do frio do mundo. Não sei qual o sabor dum beijo dado com uma boca que se encaixe na minha, mas ainda não me esqueci de como se beija. Não me deixo derrubar por fazer o caminho sozinha, quantas vezes à chuva, porque já sei o que sinto quando o sol desponta. Não desisto do amor, até porque é sobre ele que escrevo e alimento tantos corações vazios, mas parei de parar os meus sonhos apenas por serem no singular. Não lamento a falta dum amor, não por ora e não porque já fui muito amada e amei na proporção do que esperava ser para sempre.
Não tenho medo de não "te" voltar a encontrar, perder a capacidade de amar e encontrar amor em qualquer lugar e pessoa é que seria verdadeiramente assustador!

Se ... então ...



Se... então...
Vivemos assim, num constante adiar de felicidade, porque esperamos pelos "ses" da vida.
. Se viajar mais então poderei ser feliz, porque irei ver lugares de que falam os outros.
. Se arranjar o parceiro ideal, então poderei ir a mais restaurantes, é tão aborrecido comer sozinha.
. Se mudar para uma casa maior, então poderei comprar aquela mobília que ando a namorar há tanto tempo.
. Se tirar aquele curso de cake design, então os meus dotes como pasteleira melhorarão consideravelmente e poderei fazer bolos maravilhosos.
- E se deixasses de ser tola e começasses já a ser feliz com o que és, não adiando o que afinal até já tens?
As redes sociais deixam tudo mais polido, bonito, apelativo e perfeito, tal como nada é na vida, não sempre e não só porque queremos. TUDO o que vemos nas diversas plataformas, foi escolhido criteriosamente e por consequência tem que parecer perfeito, mas como já deveríamos saber, a perfeição não existe e focarmo-nos nela só nos trará infelicidade e frustração.
- E que tal olhares com atenção para o caminho que fazes e sorrires a ti no espelho?
Estamos aqui e agora, porque é apenas isso que temos. O resto virá à velocidade do nosso empenho e terá as cores que formos capazes de antecipar.

13.2.20

Mesmo sendo mãe, não posso fazer tudo...



Não te posso tirar os medos, não por completo. Não posso estar sempre por perto, mesmo que o meu coração nunca te deixe. Não posso certificar-te de que tudo correrá bem, mas estarei aqui para te receber se falhares, ou se te falharem, sobretudo no cumprir de expectativas. Não posso dizer-te o que nem eu sei e é tanto o que fica por dizer, até quando acho que disse o bastante. Não posso forçar-te a viver a vida que todos antecipam para ti, por amor, por cuidado e porque te querem grande e realizado. Não posso escolher o que nem tu ainda entendes por escolha, mas posso, como fazem todas as mães, empurrar-te de mansinho para o caminho contrário. Já fizemos muitos, sempre juntos e desejosa de te ter mostrado o que levarás contigo quando não estiver. Não posso amar-te mais, se o fizesse rebentaria este coração pequenino que encolhe sempre que uma das crias parte. Não te posso tirar os medos todos, mas alguns ficarão sem qualquer dúvida para trás, porque nem que seja

12.2.20

São tantos os que ouvem, mas não escutam!



São tantos os que ouvem, mas não escutam, que falar começou a ser mais valorizado, pelo menos para mim. Não temos que nos repetir, vezes sem conta, para que os outros encontrem sentido nas palavras. Não devemos martelar cérebros apagados, achando que o muito derrubará o pouco, o pequeno e o indefinido. Não devemos achar que nos cabe, apenas a nós, ensinar quem se recusa a aprender.

São tantos os que já aparentam ter todas as ferramentas, mas que no entanto permanecem vazios e sem perceber que elas nunca serão apenas académicas, terão que já ter sido derramadas, vividas e presenciadas vezes suficientes para que as possam replicar. Já não julgo tanto quanto fazia antes, estou bem mais conformada com o percurso dos outros, mesmo que seja demasiado lento, mas avalio e uso as palavras que EU escuto, porque soube de que forma as ouvir, de quem e quando.

11.2.20

Já lá estive!


Já lá estive. Há muito que cheguei ao lugar onde o que parecia importar aos outros, sobre mim, me importava, mas rapidamente me vim embora. Já lá estive, nos momentos em que tinha que me partilhar e esperar para que o tempo dos outros corresse, mas agora uso o meu da forma que me deixa bem. Já lá estive e não gostei, porque não me reconhecia e porque apenas recebia o que não fazia questão de passar. Gosto mais de estar "aqui", porque sou eu e porque de cada vez que falo, oiço as palavras que fazem sentido à mulher que me tornei. Já lá estive, enquanto sonhava aos solavancos, em noites interrompidas por desejos mal satisfeitos e NUNCA sonhava acordada com receio de que os meus sonhos colidissem com os dos outros. Já lá estive, mas estava sozinha e nunca podia esperar que esperassem por mim e seguissem o meu ritmo frenético. Já lá estive, mas voltei para o único lugar que me importa e passei a importar-me verdadeiramente comigo.

Fazemos sempre falta a alguém!



Fazemos sempre falta a alguém, mas na maioria das vezes não fazemos falta alguma. Precisamos de ter noção da nossa finitude e do "uso" que nos pretendem dar. Se estivermos conscientes de quem nos rodeia, pessoal ou profissionalmente, os tombos emocionais serão menores e bem mais fáceis de contornar. Temos sempre algo que importa a alguém, mas certamente que momentos haverá em que não teremos coisa alguma, nem sequer para nós, porque nos consumimos com as necessidades dos outros. Porque perdemos precioso tempo a entender o que ninguém consegue. Porque temos as expectativas demasiado altas. Porque não acreditamos o bastante em nós.
Fazemos falta enquanto estamos, mas nunca seremos insubstituíveis. Fazemos falta se já tivermos em nós o que nos completa e sobra para os outros. Faremos falta, grande parte do tempo, se soubermos como dar uns passos atrás e esperar pelo momento no qual precisarão verdadeiramente de nós.

10.2.20

Insiders Cetaphil




Acabadinhos de chegar e desejosa de os testar para vos passar todos os detalhes. As mulheres, nós, buscam cremes suaves, de excelente absorção e que não sejam gordurosos. A vida é feita a correr, e por isso mesmo os produtos precisam de nos acompanhar. Em breve estarei de volta!

Levaste tudo de mim, mas um dia peço-me de volta...



Levaste tudo contigo e já nem as noites me restam. Levaste-me os dias que correm demasiado devagar, porque é nas noites que te reencontro. Levaste os sabores de tudo o que gostava e já nem pareço capaz de gostar de mim. Regresso à mesma hora para reviver os mesmos olhares onde sempre me perdi e apenas para te voltar a perder. Levaste tudo contigo e agora sobrevivo, respirando o ar que me mantém viva, mas que já não me permite viver. Recordo cada palavra dita enquanto posso dizer tudo, lá, no sonhos onde me ouves e voltas a amar. Beijo-te até que os lábios me doam, tanto quanto me dói tudo o resto, mas sendo correspondida. Entrego-te o corpo e sacio-o dos dias vazios, enquanto te recordo do que significa fazer amor comigo. Levaste a minha vontade de voltar a ter vontade de alguém e já não me deixo tocar, com medo das certezas que virão com o toque errado. Levaste-me numa viagem da qual não pareço ser capaz de voltar, mas queria tanto outra para começar. Levaste tudo de mim, mas um dia peço-me de volta...

Qual de nós?



Qual de nós se arrisca a recordar do passado, sem cobranças, sem qualquer receio de voltar a sentir o que nos juntou? Qual de nós tem o que sempre pediu, mas percebe que não tem quem importa? Qual de nós percebe que o futuro já não será o mesmo, mas que mesmo assim terá tudo valido a pena? Qual de nós, se não ambos, recusa aceitar que fez o suficiente para que estar sozinho agora não doa? Qual de nós vai ceder e voltar a repetir, uma e outra vez, que ama como amar deve ser? Qual de nós acorda a cada noite, sempre à mesma hora, apenas para ter a certeza que o outro não está? Qual de nós vai ser quem muda o hoje, usando o ontem longínquo para ter quem ama amanhã? Qual de nós é corajoso o bastante para corajosamente recuperar quem sempre fez sentido?

Dizer a verdade com amor!


Dizer a verdade com amor. Não deixar passar o que não é certo, apenas pelo receio de fragilizar, ainda mais, quem já está quebrado. Dizer a verdade a quem precisa de a ouvir, serve sobretudo para resgatar quem se refugia no fácil, para mais facilmente fugir da realidade. Dizer a verdade para recusar a mentira que mata a alma, escurece o coração e afasta o que deve estar. Dizer a verdade para matar a mentira. Dizer sempre e só a verdade para ser grande o bastante para não precisar de mentir. Dizer a verdade mesmo que nos afaste do sonho, porque sonhar só nos serve se o tornarmos real. Dizer a verdade com amor, tem o poder de restaurar quem se perdeu por breves momentos!

7.2.20

As minhas promessas incluem-te!



Promessas, fiz umas quantas, mas continuo capaz de continuar a prometer o que serei sempre capaz de cumprir. Já te prometi que te amaria para sempre e aqui continuo, de pedra e cal, a ver-te apenas a ti no meu percurso. Prometi-te, enquanto fazíamos amor ao som de muito mais que os nossos suspiros, porque tínhamos as músicas que nos recordavam de cada etapa e cada uma das palavras que não precisávamos de dizer, que carregaria a nossa história com determinação, não permitindo que a defraudassem, tornando-a pequena. Já te prometi muito mais do que a lua, até porque me foco apenas no que é possível. Prometi-te, como faço todos os dias, que nunca me esqueceria da razão pela qual começámos, impedindo-te também de esquecer, ou de arriscar desistir. Já te prometi a verdade, até e mesmo que dolorosa, mas sempre com a intenção de te elevar.
Promessas, só adiantam as que nos carregam, por isso mesmo meço e peso cada uma para não me falhar quando te prometo e para não te desiludir por não tentar. Já te prometi tanto, mas continuo com o coração cheio de muitas mais promessas, espera e saberás do que falo, sobretudo quando te sussurro ao ouvido que serei sempre a mulher que reconheceste.

6.2.20

Queres ser um farol neste mundo de escuridão?



Queres ser um farol neste mundo de escuridão? Se a resposta for sim, é conveniente que estejas verdadeiramente preparado, porque a luz guia, mas também ofusca. A luz preserva, mas também atrai os que praticam a escuridão como desporto de elite. A luz coloca-te à mercê de mais julgamento e deixa-te com a necessidade de seres ainda mais forte e tolerante.
Acredito que seja mais tranquilo não ser nada, parecer muito pouco e não andar à frente de nenhuma decisão. Se conseguíssemos passar pelos pingos da chuva, talvez os ladrões de energia não nos alcançassem, certo? É o que pensarão muitos, mas e os que têm luz própria?
Se queres mostrar que querer ser mais é fruto de muita positividade e trabalho interior, tens que permitir que alguma da escuridão entre, para que a transformes, com alguma habilidade, em mais uma farol. Estamos a precisar, cada vez mais, de ter para onde voltar em segurança!

Não te esqueças de olhar para dentro de ti!



Não te esqueças de olhar para dentro de ti, porque és a parte que encontra a solução para muitas questões, algumas delas quase tabu, talvez porque acredites que ignorar é passar por cima e sair incólume. Não te esqueças de cuidar de ti em todas as etapas, sobretudo nas menos boas, redireccionando o foco para o que verdadeiramente importa. Larga da mão o "pequeno", tudo o que te afasta do que até já sabes. Reavalia a importância dos que te rodeiam e torna-te ainda mais importante. Não te esqueças de espalhar a tua mudança, espelhando o que conquistaste, com trabalho, amor e generosidade, porque os bons terão sempre lugar no mundo. Pára de presumir que sabes tudo sobre os outros, porque se na verdade é o que pretendes, então esforça-te para os avaliares de forma assertiva. Andar por "aqui" tem regras e convém que as respeites. Não te esqueças de desejar a diferença para melhor a cada dia, porque apenas assim os dias poderão ser consideravelmente melhores!

4.2.20

Mas onde anda o amor?



Já não existem amores inteiros, agora parecemos precisar apenas de metades pequenas e que não nos comprometam. "Quero ser livre", mas então que não se mantenha ninguém preso, porque esperar de alguém o que não considera partilhar, é colocar grilhetas nos pés e nas mãos de quem apenas deseja amor. Já não existem amores simples, sem demasiadas cobranças. Amores que passam por períodos experimentais, mas com determinação, querendo e esperando que cresçam e possam permanecer. Duvidamos de tudo, até da nossa sombra e tendemos a ver a dúvida no olhar do outro, talvez porque ter razão nos permita sentir miseráveis com mais convicção. E eu que odeio estar certa!

Já não existem lugares comuns e sonhos partilháveis, agora seguimos por caminhos distintos e encontramo-nos, quando der jeito, num qualquer ponto que nunca colida com o nosso. Estamos bem sozinhos, mas queremos quem nos acompanhe quando nos for conveniente. Queremos o corpo quente e desejado, mas na hora que não derrube as horas dos dias que TERÃO que ser "livres" e nossos. Queremos o que não pretendemos dar e damos cada vez menos. Já não existem votos sinceros, ditos para que os oiçamos realmente, cumprindo cada um. Ninguém quer querer demasiado alguém, não vá a "liberdade" fugir, tal como fugimos nós do que nos poderia realmente salvar.

Não consigo manter o optimismo perante tanta negatividade, mesmo que seja de riso fácil e tenda a relativizar. Não vejo cenários coloridos, nem consigo colorir a minha esperança no que toca a relações. Não invisto, já não, porque não pareço ter forma de encontrar alguém com o mesmo formato. Não amo há demasiado tempo, mas antecipo muito mais desamor, desistindo sequer de olhar de forma mais atenta, não vá ver mais do mesmo, sem ter como me impedir de gelar por dentro. Não voltei a sonhar a dois, mas sinto muita saudade...

3.2.20

NADA de desculpas...



NADA de desculpas, nem mesmo para o insucesso. Temos o que somos capazes de fazer e chegamos onde nos propomos, até quando tudo parece demorar uma eternidade. Os "ses" e os "mas" são as muletas emocionais, as que nos parecem livrar de responsabilidades maiores, mas quando os usamos em demasia, retiramo-nos poder. NADA de encontrar nos outros a razão para a nossa recusa em fazer diferente e em sermos diferenciadores, porque quando queremos mesmo, arranjamos forma. NADA de aceitar o NADA que se instala quando recolhemos as mãos, apenas nós podemos movimentar o nosso mundo, um dia de cada vez e sempre com o mesmo foco e perseverança. NADA de correr na direcção contrária assim que o percurso se tornar demasiado sinuoso, por vezes é forçoso irmos por "ali" e mesmo que tenhamos que voltar atrás e recomeçar, precisamos de pelo menos experimentar o que visualizámos. NADA de apontar o dedo na direcção oposta a nós, por esta altura já todos deveríamos saber que apenas nos fazem o que permitimos!

Este é o meu conceito de amizade!



Não há como aceitar que se possa deixar de ter quem faz parte da nossa vida saber a certo. Precisamos todos de manter os laços que nos prendem à vida que reconhecermos. Quem esteve connosco no início, quando acreditávamos no poder de transformar, melhorar e superar. Quem sabe de cada história e de como terminou. Não há como viver com a alma completamente solta, porque também ela precisa de amarras emocionais, não das que nos restringem, mas das que nos deixam com a sensação de pertença e duma realidade que a maioria não entende. Existem dias em que regressar ao passado nos permite aceitar melhor o presente e apenas teremos futuro se não nos perdermos.

Não há como descartar as pessoas que conferem sentido a cada mudança, essas irão mudar connosco, por elas, por nós e pelo que representamos enquanto nos mantemos ligados. Só faz sentido melhorar se houver por quem e só encontraremos sentido no que nos tornarmos enquanto formos a pessoa importante de alguém. Este é o meu conceito de amizade!
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