Avançar para o conteúdo principal

Estado civil?


Posto muita coisa, diariamente, mas nunca sinto necessidade de o fazer no que ao meu estado civil ou comportamentos enquanto cidadã dizem respeito, porque não preciso nem de carimbos nem sequer de aceitação e porque SEMPRE soube o que fazer de mim que até sou duas, nos dias bons, mas gostaria de explicar umas quantas coisas para quem ainda não percebeu:

. A Sue é uma escritora que usa palavras muito específicas com um cariz que a define e diferencia de muitos outros, não terá que ser melhor ou pior, mas será certamente diferente;
. A Sue escreve sobre sentimentos, os dela e os de muitos outros, homens e mulheres com quem se relaciona, ouvindo histórias que reproduz à sua maneira, mas SEMPRE com as palavras que conhece e a caracterizam;
. A Sue tem pretensões como escritora, desejando que a sua vida revolva em torno de cada uma das palavras que usa e sabe que assim será num futuro próximo;
. A Sue não é promiscua nem leviana, apenas não teme usar o que muitos parecem ainda ver como balas perdidas e por consequência perigosas, mas as palavras terão SEMPRE poder, para o bem e para o mal, por isso não hesita em usá-las, até porque sem elas não vive e ainda alimenta os outros;
. A Sue é a escritora, a Lourdes é a mulher. Uma não anula a outra, complementa-a, mas a Lourdes não mistura o que faz com o que é, EM NENHUMA CIRCUNSTÂNCIA;
. A Sue tem já um percurso longo na escrita, não está de todo a gatinhar e trabalha afincadamente para melhorar como escritora;
. A Lourdes tem vida para além da escrita e NUNCA em nenhum momento espera que esperem o que quer que seja dela, misturando o equivalente a azeite e água;
. A Lourdes tem uma excelente relação consigo mesma e consegue ver a vida com cores muito próprias e que a deixam mais capaz de se resguardar dos olhares que nunca conseguem mais do que apenas olhar, sem que nunca saibam exatamente o que ver;
. A Lourdes nunca fica à espera da validação dos outros como o faz a Sue, porque escrever é público e passível de escrutínio, mas apenas no que ao formato diz respeito e não no que consideram estar a carregar.

A Sue escritora e a Lourdes mulher, juntaram-se hoje, pela primeira vez, para responderem a quem ainda não perguntou, mas para confirmarem a quem já percebeu, que são ambas felizes, mas diferentes; Reais, mas com perspetivas próprias e que se adequam a lugares que uma e outra sabem separar muito bem. Por isso obrigada a todos quantos vão lendo a Sue e muito obrigada aos que fazem parte da vida da Lourdes, é que precisamos de todos e cada um para que completem o que fazemos ambas.

Estado civil? Felizes!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Onde fica a tua casa emocional?

Que lugar te deixa de alma serena e livre do peso do mundo? Por vezes gostava de poder voltar a " casa ", aquela onde estavam todos os que me deram motivos para viver. Não raras vezes faço pequenas incursões às "casas" onde vivi rodeada de todo o amor que fui capaz de multiplicar e consigo ver-nos de sorrisos abertos, em conversas logas e com os planos que traçávamos juntos. Gostava, TANTO , de poder regressar aos lugares que transformei na nossa casa e onde sempre reinou a paz, independentemente de todo o tumulto que o cuidado, a preocupação e o medo de mãe provocam. Gostava de poder ter só mais um dia que fosse, mas sei que teria feito tudo da mesma forma, amando até que mais nenhum amor coubesse. Já sabia, mesmo que não perdesse demasiado tempo no que seria certo, que um dia a " casa " não voltaria a ser a mesma e que até quando regressassem todos quantos me prepararam para o maior papel que jamais desempenhei, nunca mais voltariam para ficar. Resta-me

De que força somos feitos?

Somos feitos de caixas cheias de força, mesmo que fraquejemos perante o que por vezes até parece pequeno. Somos, eu, tu e nós quando juntos, todo o amor que partilhamos e fazemos crescer, mesmo quando arrisca diminuir, dia sim e dia também. Somos as pessoas certas quando nos acertamos, e as mais erradas quando perdemos o norte e nos debatemos por entrar e permanecer na normalidade. Somos a soma de tudo o que já começou por ser pouco, mas que pretendemos ver multiplicado, sem que no entanto saibamos quando e de que forma. Somos todos os lugares por onde passámos e todos aqueles que ainda saberemos construir juntos, até que outras histórias se escrevam, reescrevendo as que nos couberam viver. Somos um verdadeiro caso de estudo! O que foi que nos trouxe até ao hoje? Muita loucura. Tempos fora do tempo como o conhecíamos. Sonhos em formatos novos e ainda por documentar. Sabores que ainda precisamos de determinar, porque volta e meia amargam. Somos todos o resultado do que nos incitamos a a

Porque é que te amo, sabes?

Queres saber porque é que te amo? Amo a ideia que faço de ti e tudo o que me poderias dar, se ao menos me amasses de volta. Amo os sorrisos que nos arranco, aligeirando o que se tornou demasiado pesado para suportar. Amo os dias e as noites nos quais nos imagino juntos, sendo ambos a metade inteira que supostamente falta ao outro. Amo saber que ainda te consigo amar desta forma e que não fechei o coração ao mundo. Queres entender o que espero de quem deveria saber esperar por mim? Espero tudo o que consigo dar, não ocupando espaços desnecessários e estando apenas quando e onde fizer falta. Espero uma corrida idêntica, passadas compassadas e sonhos partilhados, mesmo que únicos e até incomuns. Espero poder deixar de esperar pelo que deverá chegar até mim sem esforço, o mesmo que não dispendo quando e enquanto te estou a amar. Queres querer-me ao teu ritmo, ao meu, ou ajustando o de ambos para que nos amemos sem atropelos? Julgo que esta resposta não necessita de qualquer desenvolvimento