Não estás debaixo do meu céu. Não ficaste para me veres onde me vejo e reconheço. Não estás para nada do que continuo a fazer acontecer porque escolheste continuar por outro lugar. Não tiveste como manter o amor que me dizias ter e nem estares sem qualquer parte do que te mantinha acordado te pareceu importar.

Podia ter-te tornado o meu mundo, parte dele, a mais importante e não apenas por te amar, mas porque te reconheci. Todo este tempo em que não me deixei à espera, esperei assim mesmo que voltasses e viesses para debaixo do mesmo céu. É para ele que olho quando te tento manter. É jurando-me em verdades que quebro, que me deixo irremediavelmente partida. É sabendo que sabíamos ambos que me viro e reviro para te poder entender. É acreditando que ainda te poderei convencer, que de alguma forma me convenço a esperar.

Não estás debaixo do mesmo céu, não enquanto o ano durou e já não para o que farei nascer, renascendo para ser a mulher pela qual alguém irá querer ficar. Não voltarás a estar debaixo do meu céu, mas nunca deixarei que qualquer outra estrela te apague ou ofusque. Não estarás no meu futuro, mas foste o passado pelo qual lutei em cada presente que vivi como sabia. Não prometerás mais nada, mas não deixei nada por dizer enquanto te disse, uma e outra vez, tantas quantas as noites que deram lugar aos dias em que já não estás, que amar-te era o que sabia fazer melhor e como te amei...

Não estás debaixo meu céu, se estivesses verias o que sempre consegui, de formas clara como claro é o dia de hoje, aquele que depois de passado, trará o que te levará de mim.

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